BOM DIA MUNDO CRUEL!
 

 
"It was a new day yesterday but it´s an old day now"
 
 
   
 
6/27/2003
 
Estive lendo os poucos, porém extremamente importantes, comentários do blog. Descobri que são muito melhores do que os textos que eu publico aqui. Peguei o arquivo, reli comentários antigos (como se isso aqui já existisse à milhares de anos), pensei no significado de toda essa palhaçada e decidi publicar mais um post ruim. Um post ruim pra dizer algumas coisas para algumas pessoas que costumam passar por aqui:
Mariana: Obrigado por gostar de calouradas. Obrigado por não odiar os seres humanos. Obrigado por ser tudo que você é.
Feliz: Menos de quatro vezes por ano. Realmente eu vou ter que manter essa birosca no ar senão não vai dar pé! Deixa de ser analfabeto Feliz! E eu não estou falando de saber escrever, estou falando de ler e interpretar! O blog Tempo Fechado é de uma menina que nem deve morar em Minas! E por último mais não menos importante: eu te amo sua bicha!!!
Humberto:Sim, você pode conversar com o feliz através dos comentários. Aliás, acho que ele vai gostar. Depois a gente tinha era que escrever algumas conversas nossas aqui. Ia valer à pena.
Rafaxik: Então dia 1º você vai parar de fazer algo que você nunca fez? Porque convenhamos, você nunca trabalhou na escola. Se você nunca trabalhou lá e nem vai parar de ir até lá, então a única coisa diferente que vai acontecer é que agora você vai poder tirar a bunda da cadeira da biblioteca e movê-la para o LTI...

Bom por enquanto é isso, continuem aparecendo por aqui, que é pra ficar mais interessante.
PS: Algum de vocês está acompanhando a história que eu estou escrevendo aqui. Dá um trabalhão e ninguém fala nada...

6/26/2003
 
Estava lendo "Rapunzel". É, Rapunzel sim, eu sou um contador de histórias, leio os clássicos infantis. Clássicos serão sempre clássicos. Costumamos dizer isso para todas as áreas culturais e em termos de histórias são poucos os autores que conseguem, na atualidade escrever temas tão bem trabalhados e cheios de mensagens subliminares quanto os clássicos infantis. ( uma das poucas excessões é Rubem Alves, leiam seus livros infantis para entenderem a realidade ). Vou tomar o "Rapunzel" como exemplo. Analisando bem, você percebe que as rapunzéis ( na história original a mãe da Rapunzel queria comer a rapunzel da bruxa. Rapunzel é um vegetal, que fique bem claro ) não são nada mais nada menos que desejos sexuais devassos. E o pai da Rapunzel não era casado com a mãe dela. Logo, a mãe fica totalmente afim de uma sacagem, o pai acata ( que ele também não é bobo ) e a Bruxa ( que representa a voz da moral e dos bons costumes, ou seja, a avó da Rapunzel ) flagra os dois no meio do pecado, e toma a menina dos dois, para criá-la pura e casta. Quem quiser viajar na história é só procurar. O livro da editora Kuarup é uma boa tradução e possui análises próprias, bem menos devassas que as minhas, mas por isso eles são clássicos. Cada um vê de um jeito...

6/25/2003
 
Blogs linkam blogs. Isso é fato. E isso também transforma a nós, viajantes da net, compulsivos por blogs. Hoje, tão logo eu entre em qualquer blog, depois de me fartar com o consumo desprovido de significado da vida alheia, começo a procurar por outros. Começo a analisá-los, qualificá-los, como fazemos com vinhos e filmes. Materiais de consumo. Penso neles como vários capítuos do seriado "Sienfield" ou seja, o melhor sobre nada. Os posts, ou publicações para os adeptos do português como língua mãe, discursam com rigor científico sobre assuntos como "utilizações variadas da maçã em brincadeiras do folclore escandinavo" ou "blogs como material para consumo rápido" dando ao autor do blog um poder semi-divino ( eu digo semi porque sempre existem pessoas que sofrem com suas opiniões sendo terrivelmente criticadas, mas é o preço que se paga por tornar públicas declarações tão pertinentes a continuação da raça humana como espécie dominante ). Há também variações temáticas padronizadas. Ainda não conheci todas, mas algumas são ¿depósito de e-mails¿, ¿escapismo surreal ( onde o autor encarna uma outra personalidade, normalmente Deus)¿ , ¿meu querido diário¿, ¿olhem pra mim, eu sou um filósofo do caos¿. Um prato cheio para cronistas inteligentes como Veríssimo ou Wood Alen ( espero que se escreva assim ). Me pergunto o que Drummond diria se estivesse vivo e são. Na verdade me pergunto qual seria o título do blog do Drummond, uma vez que devem existir no múnimo uns dois milhões de "havia uma pedra..." e uns oitocentos mil " e agora José?" Quando descobrir mais fatores totalmente relevantes tenham certeze de que os publicarei.
Agora com licença, preciso ler mais alguns blogs para controlar essa maldita tremedeira.
 
Li agora uma crônica do Veríssimo ( outro cara que pqp, né? ) que descreve várias situações de pais e filhos. Uma em especial me chamou a atenção justamente pelo fato de nunca ter acontecido comigo ( bom, nenhuma delas aconteceu comigo, mas esta é tão próxima e é a única que eu já vi acontecer com outras pessoas ) e é claro que eu vou publicar aqui:

"Filhos, filhos. O que a gente não faz por eles. Para, um dia, um dos ingratos gritar:
- Eu não pedi pra nascer!
Você também não pediu. Pensando bem, ninguém pediu. Viemos todos de uma longa linhagem que não pediu para vir. Gerações e gerações involuntárias, desde a primeira ameba. Você grita:
- Eu também não pedi para nascer!
Nisso, toca o interfone e é um entregador de pizza.
- Eu não pedi pizza. Você pediu pizza?
- Eu não.
Você vai dizer que o entregador de pizza se enganou de endereço, mas o seu filho interrompe.
- Pizza de quê?
É uma meia calabreza e uma meia alcachofra com bacon.
- Manda subir.
Ficam você e ele comendo juntos e pensando em como às vezes até numa pizza há uma filosofia."
Legal, não?
 
Estava lendo nesse blog aqui, um post que falava de uma dúvida: Afinal de contas porque dizemos eu me apaixonei e estou amando? O cara não explica direito, mas acho que a dúvida gira em torno de por que a paixão é vista como um ato passivo e o amor só aparece na voz ativa? Nós nos apaixonamos por outras pessoas e em contrapartida nós amamos outras pessoas. Provavelmente a resposta se encontra nos radicais de tais palavras e garanto que os radicais destas palavras dão um debate filosófico excelente. Por exemplo, não sei é verdade ( fontes não confiáveis ) mas me disseram que a palavra paixão vem de termos que designavam um tipo de doença. O que já explica em parte o porquê do me apaixonar. Mas vou deixar o tema em aberto. Por que, meu Deus, por que a paixão tem que ser vista como doença, se é o amor que te mata aos poucos? ( peguei pesado...*rs* )
 
Estava razoavelmente decidido a não ficar entupindo o blog com letras de música, mas o Chico Buarque é um gênio. Não poderia eu, resistir a uma composição tão divertida e bem elaborada. Curiosidade: Nas gravações alguns versos são cantados com palavras diferentes ( censura e coisa e tal ). em "Tu és a dama mais tesuda" a palavra tesuda foi trocada por boazuda ( os militares eram mesmo burros, não? ), e em "Tu és a bunda mais sublime" Trocaram, mediocremente bunda por banda ( volta o comentário do parêntese acima ).
Mas tudo possui um sentido, até a escolha dessa musiquinha aí...
 
Ai, quem me dera ser cantor,
quem dera ser tenor,
quem sabe ter a voz,
igual aos rouxinóis
igual ao trovador
que canta os arrebóis
pra te dizer gentil
bem-vinda.
Deixa eu cantar tua beleza,
tu és a mais linda princesa
aqui deste covil.

Ai, quem me dera ser doutor
formado em Salvador,
ter um diploma, anel
e voz de bacharel.
Fazer em teu louvor
discursos a granel
pra te dizer gentil
bem-vinda.
Tu és a dama mais formosa
e, ouso dizer, a mais gostosa
aqui deste covil.

Ai, quem me dera ser garçom,
ter um sapato bom
quem sabe até talvez
ser um garçom francês,
falar de champinhom,
falar de molho inglês
pra te dizer gentil
bem-vinda.
És tão graciosa e tão miúda,
tu és a dama mais tesuda
aqui deste covil

Ai, quem me dera ser Gardel
tenor e bacharel
francês e rouxinol,
doutor em champinhom
garçom em Salvador
e locutor de futebol
pra te dizer febril
bem-vinda.
Tua beleza é quase um crime,
tu és a bunda mais sublime
aqui deste covil
Tango do Covil- Chico Buarque

6/24/2003
 
Bom, deixa eu ver onde eu parei... ah sim!
" Depois de andar por um dia inteiro sem realmente trocarem muitas palavras, o menino e o velho pararam a noite para dormir. Em frente à fogueira o menino olhava para o velho, mas pensava em seus pais, em sua casa. Lembrou que em noites como esta em que estava, o pai tinha o hábito de lhe contar histórias, hábito este, sempre aplaudido pelo menino. Então ele teve uma idéia. Olhou para o velho e disse: "Sinhô, o sinhô conta uma história pra eu?" O velho, que até então não tinha menifestado qualquer reação, fosse boa ou ruim, de repente franziu a testa, encarou profundamente o menino e se pronunciou: " Contá eu conto! Mas cê vai tê que pagá! " "Pagá, sinhô? Mas eu num tenho dinhero!" E dizendo isso o menino instintivamente, tateou os bolsos e qual não foi a sua surpresa quando encontrou as patacas que seu pai havia lhe dado. "São treis pataca. Meu pai falô pra eu só gastá num momento importante... mas eu quero tanto ouvi uma história..." Meio relutante, ele tirou uma pataca do bolso e entregou ao velho. Este, por sua vez, guardou a pataca, voltou a encarar o menino, coçou a garganta e fulminou: "Dumi é bom! Num drumi é mió!" e se calou.
Ao perceber que o velho não ia dizer mais nada o menino se assustou: "Mas é só isso? Acho que o sinhô não intendeu. Eu quero ouvi uma história, mas é daquelas beeemmm cumprida! Conta uma das bem cumprida!"
O velho franziu um sobrancelha, arqueou a outra: "Contá eu conto! Mas cê vai tê que pagá!" "Mais eu acabei de pagá!" O velho permanecia impassível. "Tá! Toma aqui outra pataca. Mas dessa vez conta uma história bem cumprida, viu?" O mesmo ritual. Coçou a garganta, encarou o menino: "Drumi é bom! Num drumi é mió!" Silêncio. O menino já estava indignado. "Sinhô, eu pidi uma história cumprida, beemmm cumprida. Essa aí que o sinhô contô é muito curtinha. Muito mixuruquinha. Conta uma história cumprida sinhô. Por favor." "Contá eu conto. Mas cê vai tê que pagá!" ( velho danadinho esse, não? ) "Mas será possivel meu Jesuis Cristinho. Eu já paguei o sinhô e não ouvi minha história ainda. O sinhô vai tê de contá essa história!"
"Contá eu conto! Mas cê..." "Já sei, já sei, vô tê que pagá! Intão tá! Aqui, minha úrtima pataca! Mas vê se dessa vez ocê capricha sô! Conta uma história bem cumprida!!!" O velho então guardou a pataca, pigerreou, olhou para um lado, olhou pro outro, encarou o menino e: "Drumi é bom! Num drumi é mió!" O menino podia ouvir os grilos ao longe. Podia ouvir seu coração também, batendo forte de raiva do velho. Pensou consigo mesmo: "Esse velho me inganô. Mas dêxa ele."
A noite já ia alta. O menino deitou e dormiu..."
 
Hoje eu recebi essa poesia por e-mail. Não havia autor, logo, pode ser que a autora seja a pessoa que me enviou a poesia, minha querida amiga Ninha:

HOJE ME DEI CONTA

Hoje me dei conta de que as
pessoas vivem a esperar por algo
E quando surge uma oportunidade
Se dizem confusas e despreparadas
Sentem que não merecem
Que o tempo certo ainda não chegou
E a vida passa
E os momentos se acumulam
como papéis sobre uma mesa
Estamos nos preparando para qualquer coisa
Mas ainda não aprendemos a viver
A arriscar por aquilo que queremos
A sentir aquilo que sonhamos
E assim adiamos nossas
vidas por tempo indeterminado
Até que a vida se encarregue
de decidir por nós mesmos
E percebemos o quanto perdemos
E o tanto que poderíamos ter evitado
Como somos tolos em nossos
pensamentos limitados
Em nossas emoções contidas
Em nossas ações determinadas
O ser humano se prende em si mesmo
Por medo e desconfiança
Vive como coisa
Num mundo de coisas
O tempo esperado é o agora
Sua consciência lhe direciona
Seus sentidos lhe alertam
E suas emoções não
mais são desprezadas
Antes que tudo acabe
É preciso fazer iniciar
Mesmo com dor e sofrimento
Antes arriscar do que apenas sonhar!


6/23/2003
 
Existem as marés... e existe a lua!
 
Tudo bem, eu me darei por vencido. Os últimos posts foram apelos desesperados para alcançar um nível de desabafo mental que eu não alcançarei escrevendo besteiras sem sentido. Se não há nada para se escrever, eu não escreverei. Fim de vomitódromo gramatical. Concluí que eu posso e vou fazer melhor do tenho feito. E, Feliz, você tem razão, acho que é hora de filosofar, escrever sobre o caos, sobre Deus e sobre tudo isso que nos cerca, nos une e nos faz caminhar sem que vejamos e muitas vezes sem parar para se questionar sobre o assunto.
 
Eu odeio segundas feiras. E olha que esta, em especial, era pra ser uma segunda feira ótima. Eu não trabalhei, recebi uma boa notícia, ouvi música e aconteceram mais uma duas coisas para que eu me sentisse em clima de sexta feira. O problema está naquele lance de vender a alma. Vocês conhecem o caso do senhor que vendeu a alma para curar uma doença gravíssima que sua esposa tinha? Pois é. Ele vendeu a alma, o Demônio curou a mulher e daí uma semana ela morreu atropelada por caminhão... a lei de Murphy explica. Mas eu estou assim. Vendi a alma pra dar uma reviravolta na vida, mas o caos não colabora e coloca bons acontecimentos nas ordens em que eles não deveriam acontecer. Vamos pagar mais pecados, orar mais para recebermos mais graças. Até agora, pelo menos, Deus não mandou nenhum raio na minha cabeça. Vou continuar confiando no velho...

6/22/2003
 
A vantagem de se passar o domingo completamente à toa na internet é obviamente o monte de coisas inúteis e legais que a gente encontra. Hoje, por exemplo, entrei, como quem não quer nada no pequeno blog dos horrores e achei o máximo! Pra quem gosta de RPG, contos sinistros, poesias e rock alemão ( eu acho que era alemão, mas sei lá...) esse blog é um pratão. Vale uma sapeada.
 
Esqueçam aonde vocês já ouviram estes versos antes, simplesmente analisem como eles são uma ode ( e muito boa ) à miscigenação etnica brasileira:
"Na areia nosso amor
No rádio, nosso som
Tem magia nossa cor
Nossa cor marrom"
Mas temos que convir que o resto nem vale à pena escrever, o autor ( cujo nome me escapa ) acertou no chute esse pedaço aqui.
 
"Tendo a lua, aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita, não de militares
Mas de bailarios
E de você e eu"
Paralamas do Sucesso- Tendo a Lua

É... Acabou a lua cheia. Agora ela tá minguando. Mas eu não estou nem aí, já faz mais de dois anos que eu não converso com ela mesmo...
 
Tá legal. Essa é pro pessoal de Pará de Minas. Lembrem-se do clima de cinismo e bobagens que permeia cada uma de nossas vidas. Lembrem-se que eu os insultarei a cada oportunidade. Lembrem-se que é assim que a gente constrói nosso caos amigável de cada dia. Se vocês têm tempo para entrar aqui, ler as merdas publicadas e ainda deixar comentários no estilo Jodé de Alencar ( é muita viadagem meu Deus! ), então me mandem e-mails contando coisas que eu posso publicar aqui. Por exemplo: O caso da vaca ( a vaca tem a manha ) que eu não lembro... ou qualquer coisa que vocês discutirem e pensarem: "O que aquele filho da puta do Rodrigo diria disso?" ( aqui já dá até pra adiantar a resposta, não importa o que, eu não diria nada de útil. Mas também, a gente nunca discute nada de útil mesmo ). O e-mail, como vocês já devem saber ( porque eu acho que já publiquei em algum lugar ) é o simpatissíssimo Biblioamigo@yahoo.com.br ( se alguém achou esse um e-mail gay pode reclamar lá na casa do caralho, mas chega a boca bem pertinho pra contar tá? ).
Bom, agora voltaremos ao nosso vocabulário límpido porque, afinal de contas esse blog é frequentadopor pessoas que não merecem ler esse tipo de redação chula e mal estruturada.

6/21/2003
 
Filosofia o caralho, meu nome é Zé pequeno, porra!
 
Eu sei que já postei isso aqui antes, mas é preciso dar atenção especial aos versos que se seguem:
"E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos"
Legião Urbana- Metal contra as nuvens
 
Queria que tivesse sido em uma explosão
Queria que tivesse havido uma briga
Queria ter ouvido diversos insultos
Mas não
Foi tudo imensamente calmo
Um diálogo apenas
Onde o tempo se mostrou areia
Onde as promessas foram quebradas
E as palavras foram feitas folhas ao vento
Eu chorei por tudo que eu não sinto
E por tudo que eu sinto
E sei que não precisava dizer
Mas eu digo o que eu quero
Hoje, mas não sei se para sempre
Ou para quão sempre
Hoje
eu não mais tenho uma namorada
Perdoa minha dor hoje
Para que os céus perdoem minha felicidade amanhã

6/19/2003
 

Depois eu coloco um link pro blog de onde eutirei isso
 
Bom, continuando de onde parei:
"E lá se foi o menino, caminhando pela estrada, com o sol quente na cachola. Andou um, dois, três dias inteiros sem conseguir encontrar nada, nem ninguém. Ia também comendo pouco, economizando o que sua mãe havia lhe dado.
Na manhã do quarto dia assim que acordou e pegou a estrada percebeu que ao longe ia indo uma pessoa. Olhando melhor, percebeu que era um velho. Pensou então: " Vô arcançá esse véi, porque viajá de dois é mio que viajá de um só."
Só que o velho andava muito rápido. Rápido demais para um velho, o menino apertou o passo, andou, andou, e a distância entre ele e o velho parecia sempre a mesma, pra não dizer que ela havia aumentado. Só lá pras seis horas da tarde é que o menino começou, de fato a chegar mais perto e finalmente alcançar o velho.
Chegando mais perto o menino falou: "Tarde..."
"Tarde..."- respondeu o velho com os olhos na estrada.
"Por um acaso, o sinhô num vai se incomodá de nóis segui junto presse caminho não né? É que eu pensei que como nóis tá indo pruma mesma direção, nóis pudia i conversando pra mó de se distraí."
O velho concordou com a cabeça. Os dois seguiram lado a lado durante muito tempo. O menino ia ontando ao velho sobre sua vida, seus pais, suas escolhas. O velho ia ouvindo, concordando, quanto muito, com um movimento de cabeça ou um monossílabo qualquer.
Quando anoiteceu os dois pararam na estrada e fizeram uma fogueirinha. O menino resolveu pedir algo ao velho. O que? Depois eu digo..."

6/18/2003
 
"When the flames of the season
Really holds to your reason
You´ll know you down with your times
And can you still keep your balance
Can you live on the knife edge"
Emerson, Lake and Palmer- Knife edge
 
"Veja o sol dessa manhã tão cinza
a tempestade que chega é da cor dos seus olhos
Casatnhos
então me abraça forte
e diz mais uma vez que já estamos
distantes de tudo
temos nosso próprio tempo"
Legião Urbana- Tempo perdido

Hoje o mundo me acordou tão cinza, tão cansado. O peso de tudo aquilo que infelizmente é imutável esmaga meu corpo.
Hoje definitivamente não será um bom dia. Bons dias são aqueles em que se leva a alegria às pessoas que amamos.
Hoje eu não levarei alegria a ninguém...
Hoje, não importarão o número de boas notícias que eu receba, tenho um imenso medo de continuar vivendo pois a única notícia que me deixaria feliz é a de que todos os seres humanos do mundo passaram a enxergá-lo como eu.
Hoje a inconstãncia abre espaço para a solidez daquilo que fere.

6/17/2003
 
Vocês já pecaram? Claro, de acordo com as definições religiosas a gente já nasceu carregando esse Karma. Mas a minha pergunta é diferente, meu conceito de pecado é diferente. Uma pergunta que eu ( infelizmente ) já me fiz em alguns pontos da minha vida é: "E agora? Eu faço o que é bom ou o que é certo?" Alguns seriam categóricos em afirmar que o certo. o certo acima de tudo! Mas e quando se erra? E esse erro provavelmente vai trazer dor, muita dor, pras pessoas que te cercam. E, o que é pior, por mais que você tente Você mesmo, nunca vai conserguir aceitar seus atos como erros. Pra você tudo estaria bem. Se o mundo você composto somente pór pessoas com o seu senso distorcido de justiça e felicidade tudo seria mais simples, mais agradável e provavelmente mais apaixonado. Mas o mundo não é assim e as pessoas estão aí! E vão te acusar pelo seu eternamente abençoado erro ( que para elas será provavelmente maldito ). Logo, ser ou não acusado vai depender do quando você liga para as concepções de mundo das outras pessoas, certo? Se você respeita essas concepções, você se permite acusar, confessa o erro, certo? Mas e se a gente avaliar o sofrimento? Se para você, isso não é um erro ( e muito antes pelo contrário ) vale à pena trazer a tona todo esse sofrimento potencial? Pra que fazer as pessoas que você ama sofrerem? Bem não é fácil. E eu sei que não é fácil, eu sempre acabo optanto por respeitar o mundo dos outros, mas depois poucos conseguem, compreender sua visão das coisas. Não se pode desejar que coisas boas aconteçam ultimamente....
 
Drumi é bom! Num drumi é mió!
 
Retificaççoes à respeito do Funk

Tudo bem, devido aos últimos tempos, o post abaixo é válido. Funk é lixo. Porém "é" porque se tornou, não porque sempre foi. O início do funk era um negócio tão legal e apreciável quanto o jazz, o blues e outros rítmos afro-americanos, que foram se mesclando para virarem o que viraram hoje... Vocês se lembram de "I feel good"? Eu gosto. ( se alguém não gosta, me desculpa ) James Brown manda muito bem. Já ouvi muita coisa de jazz totalmente funkeado que fica que é uma maravilha. E para vocês pop-roqueiros, lembrem-se que Red Hot é funk-rock ( assusta né? ), Aerosmith e até o Guns tem uma ou autra coisa de funk ( principalmente o Aerosmith ).
Mas, até por eu gostar do bom e velho funk ( que o Jamiroquai até tentopu recuperar ) é que eu odeio o Bonde do Tigrão, a Mãe Loura, o Alexandre Frota, o mc Serginho e por último mais não menos debilóide, a Lacraia! Morram! Queimem! Vão mexer essas bundas na casa do c****!!!!

6/16/2003
 
Site do Affonso Romano de Sant'Anna. Eu precisava quardar em algum lugar...
 
Esse é duca!!! achei por acidente, mas vale a pena:

O que fazer entre um orgasmo e outro,
quando se abre um intervalo
sem teu corpo?
Onde estou, quando não estou
no teu gozo incluído?
Sou todo exílio?

Que imperfeita forma de ser é essa
quando de ti sou apartado?

Que neutra forma toco
quando não toco teus seios, coxas
e não recolho o sopro da vida de tua boca?

O que fazer entre um poema e outro
olhando a cama, a folha fria?

Intervalo amoroso, Afonso Romano de Sant'anna

6/15/2003
 
Drumi é bom! Num drumi é mió!
 
Era uma vez um menino muito pobre que viva com seus pais numa casinha no interior. Para sobreviver contavam somente com uma vaquinha e uma rocinha que mal conseguiam cumprir sua finalidade. O pai já tinha até pensado em matar a vaquinha algumas vezes, dizendo que ela comia mais do que produzia, que não valia à pena, mas a mãe sempre o convencia do contrário. Voltando ao menino, este vivia muito revoltado com a pobreza da família, até que um dia se decidiu a sair de casa e chamou os pais pra conversar. Sentou ao lado deles e disse: "Pai, mãe, eu tô cansado desse miserê que nóis vive. Arresorvi que eu vô saí pelo mundo que é pra mó de ganhá umas riqueza pra nóis."
O pai do menino bem que tentou convencê-lo do contrário dizendo que aquela vida deles era simples, porém boa, que o mundo é um lugar muito perigoso e que muito pouco provavelmente ele iria conseguir qualquer riqueza para a família. A mãe pediu, chorou, apelo para Nossa Senhora e pra tudo quanto foi santo, mas nada fez com que o menino desistisse do seu objetivo. Ao perceber isso o pai dele falou com ele: "Tudo bem fio, se ocê qué intão nóis num pode te impidi. Mas eu quero que ocê ispera inté amanhã, que é pra mó de sua mãe prepará um choriço procê podê cumê no caminho. E toma aqui procê meu fio. Treis pataca, que são tudo nosso dinhero, quero que ocê levá mais só gasta elas se fô cum arguma coisa importante."
Então, no dia seguinte, após uma despedida calorosa, cheia de abraços e muito choro, lá se foi pelo caminho o menino, levando uma trouxinha com duas mudas de roupa, um embornal com chouriço e as três patacas no bolso... O que aconteceu com ele? Depois eu conto...
 
"Eu posso sentir o que a paixão faz em segundos
Eu posso sentir o que o amor fez depois de anos
Eu gosto de sentar nos telhados pra ouvir o que as casas dizem ao meu redor
Eu gosto de subir nos telhados porque eu consigo ver um mundo melhor
Grite poesias e eu te amarei
Até a minha ida grite poesias que o mundo tem
A palavra que você vai escrever
Grite poesias"
Paralamas do Sucesso- Scream Poetry

Ontem eu estava com essa música na cabeça. Isso me deixa extremamente preocupado, o significado dela é muito forte, muito presente...
Acho que é hora de acordar o Dr Hannibal e canibalizar Deus...

6/14/2003
 
Drumi é bom! Num drumi é mió!
 
Nós homens somos metódicos. Temos prazeres relativamente simples como por exemplo o video-game, o futebol, tetris etc... Costumamos não nos darmos bem com nosso envelhecimento, a maioria dos homens com os quais eu conversei sobre isso disse que fazer tinta anos é uma porcaria, talvez por isso nós escolhemos estacionar na idade mental de 16. E não, isso não é um defeito. Se quando um homem amadurece se torna um velho rabugento e deprimido, é bem melhor que ele não envelheça, que conserve uma barreira de fantasia nos olhos, que enxergue felicidade em coisas como guerras de mamonas ( ah, meus bons tempos de guerras de mamonas depois da aula de inglês ). Porém acho que a maioria das semelanças termina aí ( talvez algo relacionado aos instintos que pulsam latentes, fazendo de nós, caçadores e competidores na luta pela atenção das mulheres, mas só isso ) Nós nos diversificamos, formando uma cadeia de personalidades extremamente complexas, poré se analisadas separadamente, as mulheres verão o quão simples é entender alguém que quando diz querer "X", quer "X" enão "Y". Caso alguma mulher queira escrever sobre as mulheres e, digo mais, me enviar o que escreveu, eu publico aqui, beleza?
Caso contrário eu mesmo vou ter definir esse campo tão estudado, tão pouco compreendido, e tão fascinante...
Ah... tem outra coisa, homens normalmente irão devotar suas existências ao acúmulo de experiências na área da sexualidade. Fernando Veríssimo mesmo, dizia ter uma missão: comer todas as mulheres do mundo! Ou morrer tentando...
 
Achei mais alguém que compactua da minha opinião sobre alguns tipos de ônibus:
"Eu não queria ter entrado naquele ônibus. Na verdade, acho que nunca desejei tanto que ele demorasse, como desejei ontem. Ontem...Novamente esse ontem. Dessa vez não foi a tal da consciência pertubadora. Foi falta de coragem mesmo. No fundo, tive medo. Hoje, sinto na pele aquele ditado que considero a máxima da sabedoria popular: " É melhor se arrepender por algo que fez, do que por aquilo que não fez". Pois é, (olha ele aí de novo!) quem sabe aparece uma outra vez.... "

6/13/2003
 
Maldito sejam os ônibus que levam as pessoas que não queremos que se vão. Maldita seja a nossa covardia, nosso estado de conformidade com as situações, nosso medo daquilo que é irremediável... Maldito seja os dias dos vários amanhãs em que eu ( pelo menos ) vou acordar me lastimando pela maldita covardia...
 
"Tu te tornas responsável por aquilo que cativas"- Essa frase é tão legal, mostra o quão ligados todos nós estamos. Por que algumas pessoas não conseguem conviver com o fato de que o caos leva tudo a todos os lugares e que somos todos interdependentes? No final dá tudo na mesma...
 
Ontem, descobri que em termos de html, até que não sou a negação que eu pensava que era. Tô dizendo isso porqu eu consegui ajudar a Mariana a modificar o template, inserir comentários etc. Claro que a gente apanhou pra caramba mas o segredo é procurar <> e os pro negócio dar certo. A hora que nós achamos o que deveria ser alterado para os comentários dela saírem do meio dos outros posts, eu pensei "Nossa como eu piro em mim mesmo!!! Vou ter que colocar isso num post..." Bom, taí, não foi só ela que me encorajou a colocar isso no ar, agora eu já posso me sentir responsável pelo fato do blog dela estar lá com toda aquela poesia.
 
Até o momento em que eu me sentei aqui pra escrever, tava pensando numa música, puta música, muito legal mesmo... mas adivinha: esqueci qual era essa música!!! De qualquer forma não poderia deixar de postar qualquer mús, ops, lembrei, lembrei... vão colocar isto aqui depressa antes que suma... Acho que tudo há ver com o momento:

"Garotos não resistem aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos"

Tudo parece claro agora! Eu estava discutindo pontos de vista masculinos e femininos com uma amiga minha, e de certa forma chegamos a conclusões parecidas, porém as coisas que eu chamo de qualidades ela chamou de defeitos. Bom, depois eu explico

6/12/2003
 
"O mundo é um lugar
Onde o pessimismo floresce
Nos jardins dialéticos da mente
Mas o mundo também é um lugar
Amplamente incompleto de motivos
Para assassinar o pessimismo
E hoje eu estou feliz
Sereno ao enxergar minha própria morte
Mais uma numa caminhada de mil
Hoje eu estou feliz
Pois vou morrer mil vezes
E nascer mil
Hoje o mundo pessimista de jardins
Dialéticos virou um arco íris na
Renda dos seus olhos
Hoje eu vi você"

Esse é meu. Eu estava num bom momento quando eu escrevi este. espero que isso se repita um dia
 
E não é que minha amiga, a lindíssima Mariana colocou o blog dela no ar?! Muito legal. Diferente de mim que só sei falar merda, essa menina filosofa. Legalegalegalegalegal!!! Vou colocar um link ali no grupo dos blogs mais distintos de BH...
PS: ela é uma das responsáveis por essa porcaria aqui estar no ar
 
Concordei com a idéia do marcaurélio, hoje... dia de motel cheio e buteco vazio... acho que vou cair na cachaça!
 
Dava dando um passeada por aí pra ver o que os alguns blogs que eu gosto têm dito sobre o dia dos namorados... e apesar de serem todos ( eu acho ) satíricos, cínicos e outros adjetivos me fazem pensar que eles estariam fazendo piadinhas ou promoções ( tipo, EU ODEIO O DIA DOS NAMORADOS ), todos foram totalmente, hum... como dizer...camaradas com aqueles que lutam pelo direito quase extinto de se gostarem. De todos a lidi foi a única que deu uma leve zoadinha.
Detalhe: se a irmã dela for linda como ela, eu topo o encontro!!!
 
Ainda vou escrever sobre discriminação um dia... não agora, mais tarde.
 
INão sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor e tenhoE temo o que agora se desfaz.
Viajamos Sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Sou metal - raio, relâmpago e trovão
Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Sou metal: me sabe o sopro do dragão.
Reconheço o meu pesar:
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terraÉ a terra que é minha
E sempre será
Minha terraTem a lua, tem estrelas e
sempre terá
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo.
Mas vou aguardar o meu tesouro
Caso você esteja mentido
Olha o sopro do dragão.
É a verdade o que assombra,
O descaso o que condena,
A estupidez o que destrói.
Eu vejo tudo o que se foi
E o que não existe mais.
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra de ninguém
E sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos
Sou metal - raio, relâmpago e trovão
Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Sou metal: me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
Tudo passa, tudo passará
E nossa estória, não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz.
Teremos coisas bonitas prá contar...
E até lá
vamos viver
Temos muito ainda por fazer.
Não olhe para trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos.
Metal Contra as Nuvens- Legião Urbana
E um feliz dia dos namorados para todos nós que estamos presos a um truque capitalista que te faz sofrer se você não tiver com quem gastar dinheiro

6/10/2003
 
Estava trabalhando agora ( ei vamos parar com essas gargalhadas, eu estava trabalhando sim. pô ) e, bom vou começar do começo, eu sou um contador de histórias que trabalha num projeto de incentivo à leitura ( sim, isso também conta como trabalho ). Hoje estávamos acompanhando o Carro Biblioteca à uma visita ao conjunto Felicidade, um bairro carente de BH. Como não estávamos dando muito ibope por lá, resolvemos dar uma volta pelos arredores, procurando por uma escola, creche ou qualquer outra instituição com quem pudéssemos dialogar, e, quem sabe, efetivar qualquer tipo de parceria. De qualquer maneira, a única escola que encontramos, pareceu a nós ( existe uma monitora chamada Raquel que praticamente me orienta em nossa luta pela cultura ) um lugar tanto quanto... assustador. Assim que entramos, as crianças ( que eram bem maiores que eu e algumas provavelmente mais velhas ) começaram a nos encarar de forma pouco amistosa. Numa outra turma, todos começaram a gritar coisas do tipo: " E aí roqueiro doido?! Olha lá o roqueiro". Isso enquanto procurávamos a coordenadora para descobrir a série a qual pertenciam aqueles "meninos". Oitava série. Muito velhos para nós. Muito obrigado senhora coordenadora. Escapamos, ams eu fiquei com a pulga atrás da orelha. Primeiro pelo estigma de "roqueiro doido", segundo, porque um dia eu gostaria de ser professor e trabalhar justamente com este tipo de público.
Acho que vou começar a fazer análise para me livrar dessas idéias masoquistas.
 
Tava dando uma olhada no último post e Putz! Tá uma merda! Acho que esse negócio de escrever antes e só depois vir publicar não dá certo comigo. Hoje, por mais incrível que pareça, o mundo cruel tá me dando um pouco de sossego. Mas de acordo com a atual conjuntura da situação sócio-cultural dos países latinos da América do Sul, ( e com o alinhamento do sol com a lua e júpter lá de vela ), acho que coisas como pagamento, trabalho fluindo sem grandes problemas e mensagens legais em todos os tipos de suportes informacionais não vão ser nada perto da granada que eu vou explodir na minha mão. Por enquanto eu aproveitar a calmaria, caprichar nos sorrisos, na cara de bonzinho ( de otário até ) pra só depois fazer a quela expressão de dr Hannibal Lecter prestes a atacar uma pobre vítima que achava que aquele maldito canibal era só mais um velhinho simpático... E aposto que deus tá rindo de mim numa hora dessas, rindo de rolar no chão... Cê me paga velho safado!
 
Hoje, lá em Divinópolis, virei pra minha mãe e falei "Vou dar uma chegada ali no Banco do Brasil." Saí andando, e observando a cidade. Eu conheço aquele lugar igual a palma da minha mão ( na falta de uma analogia melhor ), mas mesmo assim eu fiquei observando, fazendo umas comparações com BH. Nessa porcaria de cidade a gente não dá um pulo ali no banco... a gente não consegue fazer nada sem gastar dinheiro ( que aliás eu tenho muito pouco ), não tem liberdade, porque tem sempre um fdp querendo te assaltar e a única característica boa BH teria por ser uma cidade tão grande, que seria proporcionar o anonimato para as pessoas que moram aqui, não funciona, ta todo mundo metendo o bedelho na sua vida, todo mundo te olhando com aquele olhar de crucificação, mó merda!!!
Mas beleza, tive uns bons momentos depois que eu cheguei, umas muito boas companhias, mas a feiúra, a sujeira, a violência gratuita ( que assusta até minha colega que veio de Vitória ), isso tudo me faz pensar o quanto a vida longe daqui vai ser boa... Claro que qualquer um que more aqui, ou numa cidade maior, tipo São Paulo, vai falar que eu estou exagerando, que isso tudo é paranóia, frescura, caipirisse, mas foda-se! Eu definitivamente não gosto de cidades grandes...

6/9/2003
 
POST PARA BETA

É, eu sei, eu nem contei pra ela que eu tenho um blog, mas pretendo fazer isso mais cedo ou mais tarde.
Esse post é pra ela, porque ela foi uma das pessoas que virou pra mim e falou: " Vai lá, monta um blog pra você!"
Eu conheci ela no ônibus e fiquei sabendo que ela tinha um blog ( desde este dia, eu leio o betavox, que, aliás, tem um link ali do lado ). Aconteceu de eu deixar um comentário que teve um certo duplo sentido, ficou meio assim... apaixonado, mas não era bem por aí, eu só percebi isso depois que ela respondeu pra mim.
Beta, eu acho seu estilo, a forma como você escreve, algumas coisas sobre as quais você escreve, muito legais, por isso, querendo ou não, agora eu sou seu fã, e vou esperar pelo livro que você, provavelmente num momento mãezona, falou que iria escrever... Quando eu falei que fiquei viajando em você, é porque eu tenho dessas coisas mesmo, tipo uma inclinação para poeta de boteco, e convenhamos, você é muito lindinha, né? Claro que rola uma viagenzinha básica de vez em quando, mas não assuta, eu não vou ficar no seu pé, ou me comportar de qualquer forma ofensiva, agressiva ou romântica ( pra falar a verdade, a gente nem se conhece de verdade, você nunca vai saber se eu estou agindo diferente ou não )
Mas que o blog é bom, é!
 
"Eu... nunca mais eu vi
os zóim do meu amor
nunca mais eu vi
os zóm dela briá
nunca mais eu vi
os zóim do meu amor
que são dois jarrinho de frô que todo mundo qué cherá"

Cordel do Fogo Encantado é muito legal!!! E de longe, essa é a música dos caras que mais me agrada.
Teve show deles nesse fim de semana, e eu não fui. Mas foi uma pessoa que adivinhou o quanto eu gosto dessa música e lembrou de mim enquanto ela tocava. Valeu mesmo!
 
Hoje eu acordei com vontade de ser finito. Não suporto mais pensar que eu vou ter prestar contas de tudo que acontece por aqui!
Cansei de ser razoável, ponderado, honesto, autruísta e todos aqueles atributos que as boas pessoas têm...
Não quero o céu, não quero limbo.
Estou louco pra me ver livre do inferno
Vou inutilmente tentar pensar mais em mim, fazer mais coisas pra mim
Esse fim de semana eu matei o bom moço...
Agora Deus vai ter o maior trabalho porque eu não consigo deixar de acreditar no velho!

6/7/2003
 
Hora de colocar alguma coisa aqui:
Os pés descalços queimando asfalto
Os carros passam, vêm e vão
Eu dobro a esquina, eu vou na onda
Pego carona na multidão
Você olhou, fex que não me viu
Virou de lado acenou com a mão
Tomou um táxi, entrou, sumiu
Deixou o resto de mim no chão
Vai ver que a confusão fui eu que fiz
Fui eu
Há algo errado no paraíso
É muito mais que contradição
Sou eu caindo de um precipício
Você passando num avião
Você olhou fez que não me viu
Foi como se eu não estivesse ali
Desligou a luz, deitou, dormiu
Nem pensou em se divertir
Vai ver que a confusão fui eu que fiz
Fui eu

Eu tenho a mania de esperar meu ônibus cantando... normalmente está muito tarde e ninguém passa na rua, ninguém se incomoda.
Hoje, se algum vizinho acordou deve ter me ouvido cantar essa música umas seis vezes...

6/6/2003
 
E deus disse: Faça-se a luz!!!!
E a luz se fez...

 

 
   
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