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10/31/2003
De repente eu começo a sentir falta do Natal...
Segunda feira vou fazer uma oficina de ilustração de livros com crianças de mais ou menos 08 anos de idade. Que vai ser foda eu sei, o que eu queria dividir com todos é que nesse trabalho farei com que eles (devidamente acessorados) ilustrem um livro pra mim. A história escolhida é o clássico infantil Chapeuzinho Vermelho. Para que o efeito desejado de originalidade do trabalho seja alcançado, estou eu aqui, reescrevendo a história. Ao chegar no confronto final entre o nosso conhecido e adorado Lobo Mau e o maldito e anti-ecológico caçador, movido pelo calor do momento não resisti e acabei digitando o seguinte:
E então o lobo saltou sobre Chapeuzinho Vermelho, que saiu correndo assustada. Os dois começaram a correr ao redor da mesa, derrubando coisas pela casa e fazendo muito barulho e muita bagunça. Por sorte, passava por ali um caçador, que há muito já estava atrás desse Lobo e ao ouvir tanto barulho vindo da casa de uma velhinha, pensou haver algo errado e resolveu conferir. Quando entrou na casa, o Lobo já tinha cercado Chapeuzinho e se preparava para degustá-la, assim como já tinha feito com a avó. O caçador não pensou duas vezes, puxou a espingarda e com um tiro certeiro livrou a terra da existência maldita de tal ser vil e inescrupuloso."
Acho que vou ter que fazer de novo...
10/30/2003
O Adson está publicando um valiosíssimo dicionário da língua portuguesa (ou brasileira, aqui essa diferença costuma ser gritante), mas encontrei um verbete errado, então resolvi corrigir pra ele (se é que o cara lê esse blog):
" Medicina - Arte de se entreter um paciente até que a Natureza
resolva curá-lo."
Esse é o verbete, bem como o significado. Na verdade o significado acima não se refere à "Medicina" e sim à Homeopatia...
Ótimo dicionário, Adson!
10/28/2003
Bem, passei grande parte do meu fim de semana ouvindo e lendo Vinícius de Moraes. Na realidade, queria colocar muito poemas dele aqui, mas isso ia ficar meio chato e cansativo, por isso vou só recomendar a leitura do Homem. Mas é claro que não posso deixar de dar uma palhinha:
Nem a luz da lua na tarde
Nem a onda do mar quando ela vem
Nem a flor do céu quando se abre
Têm a graça de você
Meu amor
É bonita
É bonita
Ai, que aroma o corpo do meu bem
Ai, que negros são os seus cabelos
Meu bem, não vá mais embora
Não me deixe por favor
Sem meu bem eu me morro
Eu me morro de amor
De amor
De amor
Balada da flor da terra- Vinícius de Moraes e Cláudio Santoro
10/24/2003
Bem, posso dizer que adquiri o Toxicity, do System of a Down, quase unicamente por culpa dessa musiquinha aí em baixo. E adivinhem vocês qual a única música de todo o cd que se arranhou e não toca nem debaixo de reza brava...?
Não dá pra ouvir sem pensar no pessoal de Divinópolis...
Life is a waterfall
we're one in the river
and one again after the fall
swimming through the void
we hear the word
we lose ourselves
but we find it all....
cause we are the ones that want to play
always want to go
but you never want to stay
and we are the ones that want to choose
always want to play
but you never want to lose
aerials, in the sky
when you lose small mind
you free your life
life is a waterfall
we drink from the river
then we turn around and put up our walls
swimming through the void
we hear the word
we lose ourselves
but we find it all...
cause we are the ones that want to play
always want to go
but you never want to stay
and we are the ones that want to choose
always want to play
but you never want to lose
aerials, in the sky
when you lose small mind
you free your life
aerials, so up high
when you free your eyes eternal prize
aerials, in the sky
when you lose small mind
you free your life
aerials, so up high
when you free your eyes eternal prize
System Of A Down - Aerials
Uma vez, havia um escorpião que queria atravessar para o outro lado de uma lagoa. Como não havia ponte, resolveu que deveria pedir ajuda a um sapo. O sapo foi bastante categórico:
" Nem fodendo!"
" Mas porquê?"_ retrucou o escorpião com cara de ofendido...
" Como por quê? Porque você é um escorpião. Assim que você estiver em minhas costas vai me picar e eu vou morrer. Olhe bem pra minha cara, escorpião. Eu tenho cara de besta? Você está vendo alguma plaquinha de "o fim está próximo" aqui na minha mão? Pois é. Então nem fodendo!- explicou-se cordialmente o sapo.
Mas nosso amigo (aliás, seu amigo, porque eu não tenho nenhum amigo escorpião, acho) não se deu por vencido. Continuou a chorar, a tentar, disse para o sapo que se ele desse a tal carona ia pagar bem, ia protejer o batráquio e por fim depois de muito falar usou o argumento definitivo:
" Pensa comigo sapo, eu não vou te matar. Eu sou evangélico. E ainda por cima, se eu picar suas costas, vou afundar e morreremos nós dois. Viu? Eu também não quero morrer. Me leva cara... eu prometo não fazer piadinhas do tipo "o sapo me deixou dar uma montadinha nas costas dele"..."
Depois de refletir bastante o sapo acabou concordando:
" 50 pilas? sem piadinhas? Sem picada? Então eu deixo..."
O escorpião até pensou em soltar uma " todo mundo sabe que você deixa!", mas se segurou pra não perder a carona. Já no meio do lago, o sapo ia calmamente quando sentiu aquela picadura quente nas costas:
" FEDAPUTA! Mas porque é que você fez isso? Agora nós vamos morrer!"
" Amigo sapo..."_ disse tristemente o escorpião_" você mesmo disse. Sou um escorpião. Não consigo lutar contra minha natureza..."
Essa é uma fábula do Esopo sobre a natureza humana (por mais incrível que pareça ela não tem relação com escorpiões). Eu normalmente odeio fábulas, uma vez que de uns tempos pra cá todas passarm a ser escritas com uma moral depois do fim da história, ao contrário de quando foram escritas. As fábulas tinham a função de analisar a mente e o comportamento humano sobre forma de metáfora e eram realmente instrumentos eficazes na época. Hoje, uma das poucas fábulas que gosto é essa. Por quê? Porque ela me assusta. Sim, ela me assusta. Apesar de todos os supostos avanços da civilização, de todas as mudanças sociais, pouco sabemos (ou, pouco foi difundido) sobre a natureza humana. Será ela imutável? Seríamos nós seres que obedecemos normas de comportamento desenvolvidas durante nossas fases primárias de aprendizado? Ou será que não importa o quão mal você é, você pode simplesmente virar as costas para seu passado e viver de uma forma totalmente contrária à sua antiga vida, como se ela não tivesse mais influência sobre você... Será que realmente os assassinos, que nunca tiveram grandes problemas em tirar a vida das outras pessoas (leiam Carandiru ou Cidade De Deus pra entenderem do que estou falando), realmente assimilam o código cristão e os 10 mandamentos ao se converterem? Isso me intriga. Pra bom entendedor...
Agora sim, tudo mais ou menos do jeito que eu queria... Espero que os computadores de vocês tenham a fonte gótica instalada...
Bem agora que essa bobagem técnica foi resolvida, vamos falar de crises existenciais sérias.
de um lado, tenho o hardcore, a tosqueira, a cachaça, meus amigos e muita zona. De outro, tenho a técnica, a beleza, a psicodelia do rock progressivo e a mulher que amo. Se por um lado, ao estar com o lado hardcore vou ter que agüentar um maldito sentimento de saudade, aliado a toda a paranóia possessiva que me persegue, do outro vou ter que suportar todos os playboys da PUC de BH e de quebra pensar que a galera vai cair matando quando me ver depois... a vida tem essa terrível mania de me complicar as situações. Antigamente essas escolhas eram tão simples.
Mais um teste
Achei o erro! "orange", e não "oranje"... meu deus, o analfabetismo ainda vai me matar um dia... agora ainda me intriga porque diabos a frase saiu escrita em verde...
Bem, problemas técnicos, milhares deles, talvez eu tenha que destruir o blog mais cedo ou mais tarde. Espero que não. De qualquer forma, sõ depois é que eu vou me estressar por isso, agora não.
Bem vejamos se o que minha professora me ensinou funciona:
Esta frase tem que sair azul
Esta aqui vai sair cinza
E esta será estranhamente alaranjada
essa aqui deve estar riscada, eu acho.
letra grande
letra pequena
Azul escuro
e... deu merda! O que é que deu errado? onde eu escrevi "oranje" saiu verde! Verde não era "green"? E onde eu coloquei "dark blue" vei vermelho... será que eu acabei de descobrir que sou daltônico? Será que o maldito computador é que é daltônico e eu não sabia? Meu Deus, quanta merda...
10/23/2003
Sabe aquele famoso dia em que tudo caminha para um rumo razoavelmente bom, mas você ignora isso e insiste num mal humor e numa tristeza que mais cedo ou mais tarde vão consumir as boas coisas que haviam pra serem aproveitadas, o que vai te jogar num completo mar de lama, num caldeirão de merda, assim como você previa? É, eu também não entendi muito bem isso...
Mas acho que no fim, Darth Panda estava certo, " Strong in the ways of The Force I am not... and that sucks!"
10/22/2003
Alguém por acaso sabe como fazer pra se escrever colorido e não estaria louco para publicar algo me contando? estou com preguiça de pesquisar e estou meio sem tempo...
Gostei Marol, vou plagiar, lógico.
" O homem possui a idade da mulher a quem ama...."
Provébio chinês
Entederam?... eu entendi!
10/21/2003
Foi bem mais rápido do que imaginei! Finalmente, essa eu queria colocar aqui já faz um tempo, mas não me lembrava nem da letra, nem do nome. o Google é realmente um forte candidato a substituir o posto de Deus guiando os homens para a felicidade e sabedoria....
Todo o meu tempo
Todo o meu zelo
Todo o meu prédio já sabe que eu tenho
Um amor
Todo receio
Todo remédio
Tudo que sempre causava
Dor e medo
Se foi
Foi por te ver andando reto
Entre tudo que há de incerto em mim
E fui andando, voltei ao zero
Um recomeço é uma forma de se encontrar
Por ser tranqüilo, por ser sincero
Não me preocupa
O que não for é o que vai passar
Foi por te ver andando reto
Entre tudo que há de incerto em mim
Que eu sempre te quis
Sempre te quis assim
Só pra mim
Sempre te quis- Paralamas do Sucesso
Adivinha pra quem é essa música? Estou ficando muito previsível...
E ontem, por culpa de minha extrema imbecilidade, acabei colocando uma música linda, mas pelos motivos errados. Então, pra não desperdiçar a deixa que me dei, vamos colocar mais uma obra prima que andava perdida nos escombros de minha memória:
A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela,
Meu assunto
Levou junto com ela,
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito.
E tem mais:
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato.
Que papel!
Uma imagem de São Francisco
E um bom disco de Noel.
A Rita matou nosso amor
De vingança,
Nem herança deixou.
Não levou um tostão
Porque não tinha não,
Mas causou perdas e danos,
Levou os meus planos,
Meu pobres enganos,
Os meus vinte anos,
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
O violão.
A Rita- Chico Buarque
Hoje ainda deve ter mais música, se o Google me ajudar...
O Outro Lado do espelho
Como acertado, assim como em uma mesa de pôquer fechada, ninguém publicaria nada sobre o fim de semana sem a minuciosa revisão literária do outro.
Pra mim as coisas começaram mais cedo. Mas nem tão mais cedo para a Mariana, apesar de todas as minhas vãs tentativas de despertá-la. Conseguimos sair lá de casa quase uma hora da tarde (uma vez que combinei com meu irmão sair ali pelas 9:00, imaginei que ele estaria preparado para tal atraso). Ao chegarmos à Divinópolis, pedimos minha mãe para nos buscar, enquanto a Mariana ligava para casa, ludibriando seu inocente pai (" É claro que eu estou aqui em Ouro Preto! Você acha que eu estaria onde durante a festa do doze? Em Divinópolis?"). Ao chegarmos em casa, dupla má notícia: Feliz e Hudson, juntos e copulando. Vivos e se mexendo. Acontecia ali um encontro que pra falar a verdade, eu sabia que tinha que acontecer, mas que eu não queria muito: Mariana e Feliz. Não, não é porque eu temia que a Mariana se apaixonasse loucamente pelo Feliz quando o visse, mas é porque eu gosto muito da Mariana e não queria ter que dar-lhe banho em água fervente para matar todas as bactérias. Pensei " Quem sabe o Feliz vai só acenar com a mão..." estava enganado, claro. Precisei removê-lo quase cirurgicamente da minha namorada.
Resolvemos que o melhor seria sair logo e começar a beber para colocar as bobag, ops, nossas vidas em dia. Nunca pensei que encontrar um boteco aberto em Divinópolis fosse uma tarefa tão difícil. Durante o percurso, para piorar nossa lastimável situação, Feliz foi acometido de uma intensa vontade de se despir, sendo censurado prontamente pelos transeuntes de minha cidade natal (Oh, moço peladão!!!). Tudo bem, boteco encontrado, conversa sendo jogada fora e eu cometo meu primeiro grande erro. Esqueço de monitorar a quantidade de cerveja ingerida por minha amada cônjuge (tarefa que ela mesma já me delegou em outra ocasião), mal sabia eu que isso iria complicar minha vida mais tarde...
Algumas cervejas depois, resolvemos voltar à Batcaverna para assistirmos um filme que havíamos alugado (Melhor Impossível, se você ainda não viu, assista porque é bom. "As good as it gets" no original), mas não sem antes passarmos pelo vendedor de birita de confiança para nos abastecermos para a madrugada. Lá, na cachaçaria, encontramos Daniela e Aliny, na ativa e juntas novamente, comunicando a existência de uma festa mirabolante lá na casa do carvalho (mentira, na casa do Pingüim, um conhecido nosso). Tive um mal pressentimento. Prontamente disse " eu não vou!! Mas me esqueci do sábio complemento " Nem fodendo! tão importante quando precisamos nos fazer entender de forma objetiva e direta. Como ficou no ar uma impressão de que eu não queria ir em função da Aliny, houve pressão de todos os lados para que eu deixasse de frescura. Então eu cometi meu segundo erro. Ao invés de mostrar que sou o macho dominante, o senhor da razão, cujos argumentos são indiscutíveis e invioláveis, tão logo a Mariana disse " eu quero ir pra morrer de beber ni lá!" eu cedi. Cedi e fui acompanhando a galera. Claro, Deus nunca foi de me abandonar, então percebi de onde vinha aquele mal pressentimento: tinha festa porra nenhuma! Estávamos enfurnados na casa do Pingüim, com alguns amigos e conhecidos sem coca cola pra misturar no conhaque e ninguém deixava o som tocar uma música inteira que fosse (Deus, como eu odeio quando isso acontece). Então, resolvi com meus fiéis comparsas, Feliz e Mariana, que deveríamos voltar pra casa (o Hudson resolveu ficar e encarar seu destino). Como a Mariana já estava "morrendo de tanto beber", mesmo antes de chegar à tal festa, resolvemos dar um descanso à moça e fomos dormir sem ver o filme. Lá pelas três da madrugada, hora em que as almas penadas começam a se recolher, eis que aparece o Hudson lá em casa, pra reclamar pra mim um fora que havia levado da Aliny. Bom, imagino que algumas pessoas não entenderam que além de não ser namorado da Aliny, eu também não sou dono, gerente ou guru espiritual dela também, logo, se ela não quer ficar com alguém, parem de me culpar pela própria incompetência, por favor. Assim como surgiu, Hudson sumiu nas trevas, sem deixar vestígios de seu provável paradeiro. Depois pretendo publicar algo em homenagem à ele, já que no bar isso me foi cobrado pelo dito. No domingo tudo foi mais simples, porém tão acidentado como antes. Assistimos ao filme, almoçamos na casa da minha avó (que já está se habituando à Mariana, graças à Deus) e perdemos a chance de nos encontrar com a Su. Mais à tarde, ficamos ouvindo música (Cálix e Jethro Tull, claro) para depois levarmos nosso amigo Feliz até o ponto que o conduziria até aquele pedaço inútil de chão conhecido (pouco conhecido, aliás) como Pará de Minas. Não faço uma conclusão do final de semana, porque já estou acostumado à vida acidentada e ao destino sarcástico que persegue o Feliz à mim. Deixo isso para a protagonista que vivenciou tudo isso pela primeira vez, minha gatinha. Isto é, se ela quiser ou tiver coragem....
Se você quer ler a versão acidentada desta história clique aqui
10/20/2003
Eu te vejo sair por aí
avisei que a cidade era um vão
"Dá tua mão!"
"Olha pra mim!"
"Não faz assim!"
"Não vai lá não..."
os letreiros a te colorir
embaraçam a minha visão
eu te vi suspirar de aflição
e sair da seção
frouxa de rir
já te vejo brincando, gostando de ser
tua sombra a se multiplicar
nos teus olhos também posso ver
as vitrines te vendo passar
na galeria
cada clarão
é como um dia
depois de outro dia
abrindo um salão
passas em exposição
passas sem ver teu vigia
catando a poesia
que entornas no chão...
Vitrines- Chico Buarque
Se você tem tempo, disposição e principalmente paciência para ler o Bom Dia Mundo Cruel, vai gostar de perder seu tempo lendo O Cronista. Nosso amigo lusitano é a mais nova aquisição ao SGE (Seleto Grupo à Esquerda). E como eu disse uma vez à uma platéia composta só por metalúrgicos semi analfabetos : " Livro grosso não assusta ninguém, né?..." O cara escreve bem, e perde muito menos tempo com besteiras do que eu. Mas por favor, não me abandonem. Ah! E um último recado para o próprio: "Ei! Cronista! Eu estou de olho nas suas visitas ao blog da minha namorada, ok?!"
Sociedade X Casamento
claro que a Mariana não deve estar querendo ler, ouvir ou debater sobre isso de novo, mas tenho que levar ao grande público a discussão.
Sábado, estivemos no casamentode uma amiga dela. Fora as trivialidades (eu me comportar como um evangélico nos momentos de oração, dançar em todas as músicas e levar diversos beliscões por fazer as pessoas ao meu lado rirem), houve um momento, aquele em que as famosas alianças são trocadas, que a mariana se pronunciou: "ridículo pensar que alinça prova qualquer coisa pra qualquer um."
PAUSA PARA REFLEXÃO
Esqueçam a deturpadora e desprezível idéia de não me utilizar dos maravilhosos recursos gramaticais conhecidos como adjetivos. Tenho, digo, eu tenho que dar características às coisas! Maldição!!!
FIM DA PAUSA PARA REFLEXÃO
Então começou o debate, porque eu nunca poderia deixar um assunto tão legal escapar pelos meu dedos. Pra não perder temp descrevendo diálogos que eu infelizmente nem me lembro mais, vou explicar o meu ponto de vista.
Eu não vejo o casamento como um imposição social. Por quê? Porque há a escolha. Imposição social é jornada de trabalho, ou você faz ou se exclui da sociedade, vira um mendigo ou ladrão, resumindo, uma anomia social.Ninguém me despreza por ser solteiro (isso acontecia há muitos e muitos anos atrás, não hoje).
O casamento é um ritual, não um sentimento. Não adianta dizer que se "sente" casado. Ninguém se sente casado. A gente pode amar, pode se sentir preso à alguém, mas casamento é um ritual social, ou você pratica ou não pratica. Não existem meios casamentos, ou esse negócio de casado no sentimento, porque casamento existe enquanto lei, não é só querer estar casado. Tem que casar. O resto é amor, paixão, dependência financeira, psicológica...
Não, as alianças não servem para provar nada pra ninguém. Quando a gente casa, passa por um ritual social, uma mudança social porque agora seremos pessoas casadas. As alianças fazem parte do ritual, tanto quanto a cerimônia, a papelada, o vestido...
Assim como um punk se veste agressivamente para mostrar aos outros que é punk, um casado usa uma aliança para mostrar que é casado. Não é pra provar amor, ou se lembrar que é casado. É pra mostrar para a sociedade que agora ele pertence a uma outra casta. Ele não é um homem solteiro.
A justiça reconhece uniões estáveis como casamento (sim rapaz, querendo ou não, quandoa gente se "ajunta" está casando judicialmente). Isso se tornou lei por culpa das pessoas que não querem deixar de ser solteiras, mas querem estorquir todos os bens do próximo quando se casam. Essa é a principal forma de "proteção" ao direito de não se casar. você pode acumular os bens dos outros sem precisar de nenhum ritual para isso.
Então, pra quê casar? Se não considerarmos os motivos religiosos, podemos dizer que casar é como fazer uma tatuagem. A gente faz porque quer e unicamente por isso. Nem todo mundo sente aquela vontade de mudar de casta, de ser socialmente enxergado como casado, porque a imagem do ser humano casado é muito mal vista. Normalmente se faz alusões àquela instituição falida, promovida por uma gravidez ou movida pela traição. Mas no fundo casar não passa de uma confirmação social de algo que a gente sente. Ao contrário do que a gente pensa, não é "provar" pra ninguém nosso amor por alguém, nem pra nós mesmos. É só pra "contar" pros outros, pras pessoas que não nos conhecem, pras pessoas que nos conhecem, para aqueles a quem não vemos há muito tempo, que nós amamos alguém por um tempo tão infinito, que nem nos importamos em admitir publicamente... agora, por quanto tempo esse infito dura, só os casados poderão nos dizer...
Depois de refletir sobre a publicação que fiz sobre os títulos dos blogs, resolvi passar um dia sem me utilizar de adjetios. Não sei se conseguirei, mas vamos tentar...
10/17/2003
Homossexualismo outra vez?
Sim. Está na moda e vamos falar disso até que se torne tão normal que saia da moda... Eu li no Feliz, que por sua vez leu nO Cronista, uma publicação sobre o homossexualismo, então pensei que não queria me sentir excluído da discussão e resolvi escrever de novo. de qualquer forma, acho que o que tenho a dizer, que possa dar alguma contribuição para a discussão, já disse direto ao cronista: " O importante é o respeito.". Nosso amigo coloca em dúvida a questão da denominação e de sua prórpia aceitação ao fato da existência da homossexualidade. A nomenclatura é necessária, porque temos a necessidade de classificar tudo (sou um futuro bibliotecário, de classificação eu entendo). Não podemos simplesmente negar a existência dos homossexuais, ou imaginá-los iguais aos heterossexuais. Somos todos diferentes e nesse caso num ponto extremamente importante para nossas vidas. Acredito que a partir do momento que visualisamos essas diferenças, acabam-se os preconceitos, ou pelo menos a maioria deles. Eu sou heterossexual. Viu? também sou classificado e não tenho medo de dizer isso. E é aí que está o problema... a maioria dos héteros só consegue se afirmar assim quando exibe também qualquer espécie de aversão aos homos (que acabam ficando com o nome da espécie. "Homo" de homossexual e Homo Sapiens sapiens). Logo pra quem não manifesta esse tipo de preconceito é difícil bater no peito e dizer "eu gosto é de mulher!" pois resta o medo de parecer machista ou preconceituoso. Na verdade eu sinto muita contade de parar de discutir e ir viver a vida, mas não podemos ignorar que tem gente sofrendo muito por culpa de imposições ou cobranças que nós chamamos de "sociais"por termos dificuldade e medo de identificar. Como dito abaixo, quando mencionei meu novo amigo gay (que não vou dizer o nome porque só faço isso aqui quando sou autorizado), muitas pessoas ainda têm esse medo de interação com os homos e eu sei lá porquê! Uma vez vi um outro conhecido dizer que queria ser cantado por um gay só pra ter motivo pra bater em alguém. E ele me disse isso como se fosse um fato normal, como se um gay não tivesse o direito de procurar parceiros ou tivessem a obrigação de saber identificar os outros gays dentro da sociedade. Patético. Imeginei que se ele fosse uma pessoa relamente bem resolvida consigo, nunca tomaria como insulto a possibilidade de ser considerado gay. Mas é uma realidade e contra isso que eu luto. Muito à meu modo, mas eu estou lutando e conto com qualquer um que leia isso pra me ajudar. Lembrem-se de primeiro, resolverem suas prórpias vidas, descobrirem quem são vocês realmente. Porque só assim podemos viver em conjunto, sem neuras, sem obstáculos e sem ficar reproduzindo preconceitos...
Rodrigo, você está muito, sei lá, muito...
Essa frase foi escrita pelo meu irmão para designar sua provável insatisfação com o conteúdo do blog (o meu, claro). Bem querido irmão, vamos analisar o atual contexto político em que nos encontramos para melhor configurarmos um panorama da presente situação a ser descrita e que caracterizará o espaço de leitrua com o qual você não me parece muito satisfeito (Se você sobreviveu até aqui, meus parabéns). Porque é que eu tenho um blog? A resposta mais simples e clara disso seria: pra nada. Você, que é um leitor assíduo vai se lembrar da retrospectiva onde eu dizia que montei isso porque estava lendo blogs demais e as pessoas começavam a me perguntar por que é que eu não montava um pra mim. Logo, ao contrário de você, que usa seu blog como ferramenta para falar de seus amigos ou da Lariz, que usa o blog para expor seus dons poéticos, eu nunca tive um propósito claro para estar escrevendo aqui. Depois de tudo pronto é que eu fui começar a fazer amizades pela internet, a discutir e trocar conhecimento com outras pessoas e também manter meus velhos amigos informados sobre minha vida aqui em BH. Porém, nem sempre temos algo diferente e novo acontecendo, nem sempre temos assuntos legais e inétidos para discutir o que me leva a escrever qualquer besteira que me venha à cabeça, como por exemplo aquela mal e porcamente escrita publicação sobre o dia em que fiquei conversando com meu novo amigo gay sobre seus namorados... de qualquer forma, se a Daniela também notou, talvez seja algum problema aí, no mundo real. Mas nesse caso, fique tranqüilo. talvez seja realmente só falta de álcool no corpo mesmo...
10/16/2003
estava atentando para uma coisa por estes dias. Os nomes de nossos blogs. Tudo bem, um os títulos tem que ter um certo impacto para demonstrarem o princípio de nossas capacidades criativas e não espantarem logo de cara nossos potenciais leitores. Mas, ao analisar bem, se levássemos ao pé da letra os títulos, poderíamos confirmar que um terço dos blogueiros vai se matar depois de finalizar sua seção, um terço será internado durante a seção e o último terço é composto todos por gênios da literatura e da poesia, agraciando o mundo com suas fantásticas produções artísticas. Percebam a necessidade que temos de passar qualquer tipo de anormalidade para o mundo através de nossos títulos esquizofrênicos tais como: Realidade: memórias de um existência acidentada, ou A Inconstância das Coisas, ou Sou doida sim, e daí?... nesses blogs procuramos narrar nossas vidas, registrar nossos pensamentos e poesias, acumular lembranças de fatos que muitas vezes deveríamos enterrar ou esquecer. E o que mais me impressiona, quanto mais eu leio, mais descubro o quão rotineiros são os nossos acontecimentos únicos, especiais, loucos e anormais. Então pra quê essa posição de inconformismo ou de singularidade perante o mundo que nos aprisiona? Bem, talvez por querermos buscar de volta nossas identidades e singularidades que vêm se perdendo cada vez mais por culpa desse mundinho massificado, principalmente quando se trata da internet, essa rede onde ninguém pode tocar ninguém (o que me faz voltar àquele papo sobre os cinco sentidos e sua importância) e ninguém tem realmente certeza sobre quem é quem e quem quer o quê... ou não.
Infelizmente aquele banner da campanha de respeito à gays, lésbicas e transgêneros estava dando pau (no bom sentido, se é que existe um bom sentido para essa expressão), não conduzia à página dos caras, então eu resolvi tirar. Se alguém tiver alguma notícia do que houve, entre em contato, por favor...
10/15/2003
Porra! Se vocês entrarem no blog do Feliz, verão que ele nunca tem menos de três pessoas circulando por lá. Então, movido pela inveja e curiosidade, resolvi colocar um contador aqui também. Infelizmente isso vai gerar um daqueles pop-ups chatos quando você sair do blog. Como eu devo ser o maior visitador desse lugar, se isso encher demais o meu saco, retirarei o contador...
Vocês sabem que eu não sou de ficar colocando o resultado dos meus testes aqui, mas esse foi irresistível:
 Que pagodeiro você exterminaria?
Das coisas que acontecem quando se mora com um bando de loucos
Ontem, cheguei levemente acabado em casa (não me perguntem porquê) e desmaiei tão logo alcancei a cama (docemente embalado pelo som do Cálix). Hoje pela manhã, acordei (tarde) e cambaleei até a sala, na esperança de achar minha toalha e tomar um banho. Qual não foi a minha surpresa quando descubro duas pessoas dormindo no chão, separadas, porém, cobertas até a cabeça. Reconheci uma como sendo mulher (sim, eu tenho os sentidos tão apurados que consigo distinguir os sexos das pessoas só olhar para elas). Só que não passei daí, uma vez que imaginava que o outro vulto fosse de um homem. E não era...
Ele acordou primeiro, veio até a cozinha, onde eu estava trabalhando em uma fórmula química perfeita para o equilíbrio do leite e do chocolate, abriu a geladeira, pegou uma lata de coca cola e disse para eu não me assustar, ele sempre acordava meio de mal humor mesmo. Apesar da voz rouca e grave, devido à ressaca e ao sono, percebi, pelo seu modo de conversar, que nosso hóspede não compartilhava das mesmas preferências sexuais que eu (consegui uma maneira totalmente eufêmica de dizer que eu bati o olho nele e vi que era gay). depois disso nos sentamos na sala. A moça já havia acordado e também um dos meu companheiros de apartamento. Ficamos todos conversando sobre a noitada que eles tiveram (ficaram todos impressionados com minha capacidade sobrenatural de dormir enquanto todos tocavam violão na sala às três da matina). Mas a parte boa da conversa veio depois que meu amigo voltou para seu quarto pra dormir mais um pouco. O hóspede relatou sobre seus amores além-mar (disse que já havia se envolvido com um inglês, um Alemão, um sei lá o quê) e eu fiquei pensando " Primeiro eles vêm e tomam nossas mulheres. Agoras nossos gays. Se continuar assim, o Brasil se tornará uma nação de justiceiros...". Pra não deixar a conversa esfriar perguntei a ele se o mito sobre a incopetência sexual dos ingleses era verdade e se funcionava com os gays também. Então o cara se empolgou e relatou casos e mais casos de sua vida enquanto eu e a moça (depois que ela tirou a cara de debaixo do lençol pude constatar que eu havia bebido numa mesma mesa que ela na segundo feira, num boteco copo sujo que costumamos freqüentar) ficávamos rindo e dando palpites. É muito divertido entender que apesar de não ter preconceitos com homossexuais, eu consigo enxergar a visão de mundo propriamente gay. São pontos de vista diferentes, maneiras diferentes de enxergar preconceitos, como quando ele criticou a posição dos gays que se isolam ou isolam as outras pessoas, " Isso só reproduz o preconceito... nas palavras dele, enquanto eu me preocupava em falar de heterossexuais que costumam agir de forma bastante ignorante perante essas pequenas diferenças de preferência... (aquela história de desde que seja longe de mim eu aceito e mais um monte de merda). Claro que isso se estende bastante, mas isso que eu escrevi aqui já serve como exemplo. Por que eu estou contando isso? Bem, primeiro porque não é todo dia que a gente acorda com um gay dormindo no chão da sua sala (e eu já estou aproveitando para mandar para a "ponte que partiu" quem vier com piadinhas do tipo acordou com outro gay...) e principalmente, fiquei lembrando dos meus antigos colegas de apartamento (os playboys da PUC). Imagino que se eles passassem por uma situação semelhante, haveria uma reação bastante negativa, talvez até agressiva por parte deles. Sim, eu quero concluir que o mundo é um lugar nojento e preconceituoso e que só eu vou para o céu, aproveitar a única criação de Deus, capaz de fazer um homem mais feliz do que uma mulher pode fazer. Não eu não sei o que é, só sei que é algo muito precioso pra Deus ir dividindo assim com qualquer um, sem fazer uma avaliação muito criteriosa...
Ah, e antes que eu me esqueça, eu também queria dizer com essa publicação que os ingleses são realmente incopetentes em se tratando de sexo (sejam heteros ou gays)...
10/14/2003
Esse  é uma homenagem para o meu Amorzinho, num acesso de romantismo e depois de pensar " Onde é que eu vou arrumar um girassol uma hora dessas, meu deus???!!!"
Cálix
finalmente, arrumei ânimo para escrever sobre esta minha recente boa descoberta no mundo da música mineira (porque o universo
da música mineira é algo à parte, convenhamos). Estive num show e adorei. Goste tanto que num impulso consumista comprei um CD por abusivos R$15,00!!! Mas como são uma banda mais ou menos nova e que ainda não receberam o devido reconhecimento dentro do cenário músical, valeu à pena pagar tão caro (vamos encarar como um investimento). O CD também é ótimo, porém, achei muito diferente da perfomance no show. Enquanto nas apresentações ao vivo a banda mostra um som bastante progressivo e por vezes psicodélico, o CD se mostra bem mais comercial, puxando bastante para o rock mineiro e "clube da esquina"(14 Bis, Milton nascimento e adjacentes). Claro que podemos enxergar as mesmas qualidades da banda (à excessão do baixista,
que possui um instrumento quase mudo no CD), como a capacidade de solar, de encaixar os instrumentos e de serem bastante "sinfônicos" (sim, havia um regente com eles...). mas existe a necessidade de falar de um caso especial dentro do Cálix, que é o vocalista. Há tempos não se via um vocal tão perfeito, tão limpo potente e afinado, chegando a nos
remeter os vocais místicos de Milton Nascimento (é sério, ouçam e me contem depois). Após ouvir exaustivamente o CD, pude constatar também, que não existe nenhuma letra que possa ser considerada ruim. Todas possuem um elevado grau de simplicidade e poesia que me fizeram pensar seriamente em desistir desse negócio de expressar meus sentimentos,
pois já existe gente fazendo isso pr mim e muito bem. Claro que eu pensei " Tenho que colocar uma música deles aqui" mas logo veio a dúvida: QUAL???? Depois de alguns dias de elocubração e depois da Lidi ter colocado "Seu Dom" no blog dela, resolvi colocar com a qual me
identifiquei bastante, cujo nome é "Fora do Mundo". Não sei por quê, mas também me lembrei muito da Su enquanto ouvia essa música... (aliás, esse CD é a cara dela!)
você que está longe e talvez sem saber onde estou
andei por aí já faz tempo, mas tudo mudou
As coisa parecem iguais
As casas da rua, os quntais
Crianças, os cães e os casais
que passam e parecem em paz
Parecem não me ver quando apareço e desço a rua outra vez
Ouvi alguém dizer que se lembrou de mim
Sem ter motivo algum
Que o meu tempo passou
E que eu sonhava tanto
Sem medo de viver
No mundo lá fora
Me sinto agora
Tão fora do mundo...
Fora do Mundo- Cálix
Percebam que a música termina com reticências...
10/13/2003
Feliz, seu bicha! Sem essa de publicar qualquer coisa sobre o fim de semana sem me mandar po e-mail antes!!!! Lembre-se do nosso acordo!
Calma, preciso fazer um aposto. Eu não estou pretendendo finalizar meus dias nessa infeliz dimensão, nem estou num dia ruim (bem, mais ou menos, mas tudo corre como previsto). Na verdade estou fazendo uma homenagem ao meu amigo, o Monoh, que além de possuir o centro de equilíbrio corporal no dedão do pé (ele caminha como uma marionete), teve muitas dificuldades para acessar esse blog, porque sempre digitava www.adeusmundocruel.blá, blá, blá... é mesmo uma mula, mas é meu amigo e sou obrigado a gostar dele e até a homenageá-lo. Parabéns Monoh, você trocou o Título do Bom Dia Mundo Cruel (por hoje...)
10/10/2003
Ontem, graças à Mariana, pude constatar que algo que já vinha observando, que vem acontecendo timidamente, já é uma realidade (pelo menos para mim): a música brasileira de boa qualidade não morreu! Sim, ontem ouvi pela priemira vez o CD da Maria Rita (juro que procurei por um site, mas não encontrei nada), filha da nossa querida Elis Regina (fiquei com preguiça de procurar site). O CD é ótimo, e apesar da voz da menina lembrar muito a mãe, é um trabalho autêntico, não fica à sombra de ninguém. Os arranjos são bons, as letras bastantes inteligentes e se meu comentário sobre o vocal faz referência à Elis Regina, não preciso acrescentar mais nada. Claro, como diria um certo professor aqui da faculdade, " Nem tudo são flores...". Existem duas músicas que não me agradaram. Uma é logo a primeira do CD, acho que o nome é "A Festa" (o problema de CD pirata é a falta do encarte), porque pra mim é necessário muita copetência para colocar as expressões "olhos verdes" e "corpo moreno" numa letra sem que a música decaia para uma baladinha/ sambinha/ o que for, bastante brega. E a outra música ruim é a interpretação da nova música da "Tia Velha" (não, eu não estou falando do Roberto Carlos), mas só por culpa das rimas infames e da letra mal organizada, acho que no caso dessa música em especial, podemos dizer que Maria Rita pegou um vaso de barro e o folheou a ouro... no mais, só posso recomendar e torcer para que ela alcance o devido destaque, sem ser destruída pela mídia, que provavelmente vai fazer de tudo para apresentá-la como uma substituta para a Elis (eu adoro a Elis, ninguém substitui Elis Regina), o que com certeza pode gerar uma resposta negativa para a carreira da moça. Blá, blá, blá... ouçam o CD e depois me contem...
10/9/2003
AAAAAIIIII!!!!! SANTA! Pronto. Desestressei, segundo conselhos alocados pelo sábio filósofo Pandinha. Ainda estou levemente revoltado pela minha insgnificância perante o mundo, a macrocosmo e as pequenas relações sociais do dia a dia, mas acho que um dia eu vou ter que acostumar. No momento, minha prioridade vai ser falar sobre uma coisa na qual pensei ontem, enquanto ainda estava mega feliz. Estive pensando que determinados seres humanos se ligam mais em determinados sentidos físicos para viver ou se satisfazer. Por exemplo, eu sou um cara que me ligo mais ao tato e ao paladar do que aos outros sentidos. Tem gente que certamente se liga mesmo à visão, ou à audição. Mas eu gosto mesmo é do tato e do paladar. Pensem vocês, o mundo onde não existisse a visão seria incabível, perderíamos muitas formas de linguagem e interpretação, pra não falar em conforto estético, que alcançamos através da apreciação, seja de um desenho muito bem feito ou das maravilhosas formas possuídas por alguns seres humanos (não vou citar nomes pra não começar guerra de sexo). Mas e um mundo em que não pudéssemos sentir manifestações físicas? Um mundo onde os abraços não fizessem sentido, onde não houvesse prazer nos beijos, um mundo sem dor física, porém sem prazer físico. A ciência continuaria aí. A sociedade também. Mas acredito que a ausência de experimentação física poderia nos levar a um processo de depressão, tudo seria vazio e sem sentido. Porque, no fundo, o que desperta o tesão dos olhos nada mais é do que a vontade de se ter, de tocar, de morder, lamber, seja um sorvete, seja seu amante, ou mesmo aquele bebê bonitinho, que desenvolverá resistência natural a qualquer um que se aproxime com a indisfarçada intenção de apertar-lhe as bochechas. Vamos direcionar isso. Marol, você é uma pessoa de imagens, eu vejo isso em você. Pense no que aconteceria se não houvesse um "recheio", uma presença para tudo aquilo que se representa? Érika, um mundo onde nós não tivéssemos abraços para nos confortar nesses malditos momentos em que nos sentimos angustiados e incompreendidos? O que seria isso? Mariana, o que seria de nós, se eu não pudesse apertar suas bochechas ou morder sua barriga e assoprar só pra te ver se contorcendo em cócegas? Nós íamos ter que inventar assuntos inteligentes e chatos para ficarmos conversando durante toda a vida.... Pois é. Se não houvessem visão e audição, talvez não houvesse humanidade, pela falta dos processos de comunicação fundamentais para o desenvolvimento. mas se não houvessem paladar e tato, talvez fosse melhor que não houvesse a humanidade, pela falta do quê comunicar e pela falta do que representar... e tenho dito!
Eu deveria estar escrevendo sobre a minha felicidade. Devia estar escrevendo sobre o show do Cálix, ontem, que foi ótimo. Talvez alguns comentários sobre o CD deles que eu comprei. Quem sabe falar sobre os e-mails da Lariz, que fizeram com que eu me sentisse muito querido, apesar de... pois é. Apesar de! Quando a gente começa a pensar que aquela famosa trilha para a felicidade é uma ilusão e que não vale à pena tentar mais, o destino vem e te soca bem no queixo, pra te fazer enxergar todo o mundo colorido que te cerca e que na verdade, você é que nunca soube realmente aproveitar toda aquela maravilha. E depois de te socar e chutar pra te mostrar a felicidade, ele faz questão de te empurrar pra longe, de te mostrar através de uma redoma de vidro, que você não merece o tal mundo perfeito ao seu redor. Você é um incopetente. Você tem o dom de semear o sofrimento, a angústia e o desespero no coração de quem ainda sobrou ao seu lado. Sua mania ridícula de enxergar tudo tão simples e bem estruturado é que te leva à ruina. " Observe, ser humano ridículo. Aqui está o mundo que te faria feliz... e aqui está o mesmo mundo, mas com você nele. Percebe como você destrói tudo por onde passa? Olhe para as pessoas distantes de você. Vê? Elas sorriem... você é uma criatura lamentável e fadada ao fracasso..."
E só então você entende como existem coisas que são relamente imutáveis. Comportamentos que nunca se alteram, modos de vida que nunca se encaixam e destinos que ao se encontrar, explodem. E depois de algumas explosões você segue, débil e fraco, enquanto o destino ri. E ele ri.
BOM DIA MUNDO CRUEL!
10/8/2003
E tem aquele dia em que você acorda bem, acorda leve, olhando o mundo como se o céu fosse mais azul, a grama mais verde e o Feliz mais bicha... aliás, Feliz, eu não odeio Beatles, mas acho que essa conclusão ainda não foi devidamente discutida com você. Mas de qualquer forma, é muito interessante quando o motivo dessa leveza e essa felicidade vem de uma pedrada. Sim, a vida me deu uma pedrada ontem. Eu estava meio encucado com algumas coisas, não sabia bem o quê... de repente era só o destino, que ficava batendo no meu ombro e dizendo "Se prepara que lá vem merda!" Então a vida veio e me deu uma pedrada. Confesso que doeu. Fiquei meio atordoado, com aquele sentimento de estômago embrulhando, mas tudo comum, pedradas doem. Mas depois veio o alívio. É... aquele alívio de quando a gente está passando muito mal por culpa do vinho e depois vomita. Aquele alívio de quem está esperando ônibus às três e meia da madruga, já pensando que vai dormir na rua e vê o busão se aproximando na esquina. Aquele alívio de "que bom! Espero nunca mais passar por isso de novo!" Mas de qualquer forma, alívio. E por causa de tudo que envolve essa pedrada, da situação, do tamanho da pedra, da pontaria do atirador e mais porque eu vi a tradução dela no blog do Feliz (e estava toda errada, como eu já esperava) é que resolvi colocar aqui a primeirinha estrofe de "Thick as a brick"
( Introdução fantástica no violão)
Really don´t mind if you set this one out
My words, but a whisper
Your deafness a shout
I may make you feel but I can´t make you think
Yours sperms in the gutter
Your lovers in the sink
( agora vem aquilo que se parece com um refrão, prestem bastante atenção no significado disso!)
So you ride yourselves over the fields
And you make all your animal deals
And the wise man don´t know how it feels
To be thick as a brick
UUUUUUUUHHHHHHHHUUUUUUUU!!!! Lindo! Lindo! Eu adoro essa música ( já mencionei que ela tem 45 minutos de duração?)! Eu estou leve, leve... minhas estações se estabilizaram. Como é bom estar vivo....
Por enquanto....
10/7/2003
Por acaso alguém aí leu a publicação da Mariana, escrita ontem, sobre o diálogo entre ela e Dona Lia Fofoqueira? Pois é. Tudo mentira. Balela, história, gatunagem, engabelação, trololó, conto, agá, 171, ficção, brincadeirinha, invenção, traquinagem e principalmente pilantragem. Ela gritou truco na nossa orelha e todo mundo pensou que ela tinha um zap na mão... Que vergonha hein, dona Mariana... tsc, tsc, tsc... ficar inventando histórias com o nome de velhinhas indefesas que não podem nem mesmo acessar a internet. E eu não me admiraria se você contas que essa Dona Lia Fofoqueira é muda. Eu bem pensando que teria que me despedir de minha placa de proibido parar e estacionar... pensando que teria que virar vegetariano, que todo domingo eu ia comer feijoada de soja, pé de porco de soja, carne de coelho straight edge...
Quando eu conto histórias no meu blog, eu costumo explicar que são de mentirinha, que ninguém precisa acreditar nelas... você me enganou direitinho, caí como um patinho nessa... Mas deixa estar. Você e o Feliz que me aguardem, a vingança é um prato que se come frio e pelas bordas...
10/6/2003
Sucker love is heaven sent.
You pucker up, our passion's spent.
My hearts a tart, your body's rent.
My body's broken, yours is spent
Carve your name into my arm.
Instead of stressed, I lie here charmed.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you
Sucker love, a box I choose.
No other box I choose to use.
Another love I would abuse,
No circumstances could excuse
In the shape of things to come.
Too much poison come undone.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you
Every Me...he
Sucker love is known to swing.
Prone to cling and waste these things.
Pucker up for heavens sake.
There's never been so much at stake
I serve my head up on a plate.
It's only comfort, calling late.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you
Every Me...
Every me and every you
Every Me...
Like the naked leads the blind.
I know I'm selfish, I'm unkind.
Sucker love I always find,
Someone to bruise and leave behind
All alone in space and time.
There's nothing here but what here's here's mine.
Something borrowed, something blue.
Every me and every you
Every Me...
Every me and every you,
Every Me...
Placebo- Every me every you
Eu realmente gostaria de escrever algo à respeito dessa música, mas ela fala muito por si só. Me lembro que foi a primeira do Placebo que eu cheguei a ouvir, e imaginei que era só mais uma bandinha pop que meu irmão estava escutando. Mais tarde, quando fui ouvir mais músicas compostas pelo grupo é que realmente descobri a verdadeira vertente do Placebo, que bebe na fonte do The Cure e outras bandas melancólicas ao estilo. Mas deixando de lado o lado "eu recomendo", sempre quis colocá-la aqui, porque algumas coisas nela lembram minha distorcida e alternante personalidade...
Faltou um último comentário sobre meu domingo: é difícil pensar em casamento aos dois meses de namoro. Mas depois daquela lasanha estou começando a pensar em investir na bolsa de valores e descolar uma grana extra... sabe como é, esse negócio de igreja, festa, lua de mel, a gente acaba torrando um dinheirão... E o primeiro que me aparecer com a história de que está afim de comer a lasanha da minha namorada vai levar uma bordoada e um catiripapo (isso foi pra você Feliz, seu maldito!)!
Valeu Feliz!!! Graças às suas mensagens e sua publicação agora eu já sei que o show do Cálix é ótimo! Quarta Feira agora, eu os assistirei, de graça, muitíssimo bem acompanhado, pela minha namorada e munido de nosso companheiro de aventuras, o "Presidente"... Pra não falar que finalmente poderei conhecer a Lidi, que disse que estaria lá também... Algo me diz que vai ser ótimo...
Hoje tenho muita coisa pra contar. Primeiro, descobri que realmente a minha vida poderia se tornar um enredo de novela das... são as das 19:00 que são humorísticas, né? Então, novela das 7:00 (pm). Isso mesmo. Para comprovar vou contar uma pequena história que precisa de alguns complementos.
Primeiro, eu namoro meio escondido. Digo meio, porque a mãe dela sabe, mas o pai não. Isso costuma criar situações mais ou menos cômicas, como por exemplo, entradas clandestinas na casa dela, que mais parecem com as invasões do pessoal do Missão Impossível (tudo milimetricamente calculado e cronometrado). Apareceu agora, uma oportunidade (ínfima, mas mesmo assim uma oportunidade) de ir até Ouro Branco pra assistir um show, na Festa da Batata, do Iron Maiden constipado, ou seja, show do Angra. O problema, é que os ingressos e a hospedagem ficam por conta dos tios que pertecem à família do pai da moça, logo eu teria que ser apresentado ao referido antes da partida. Diálogo acontecido no Sábado à noite (ou domingo de manhã, não me lembro bem...)
EU_ "Então, pra ir ao show, você vai ter que me apresentar pro seu pai."
ELA_ "aham..."
EU (com a cara mais cética que um ser humano pode fazer)_ "Mas então você vai fazer isso assim, sem nenhum problema?"
ELA (me dando um abraço)_ "Claro! Afinal de contas eu não posso ficar te escondendo pra sempre! Até quando você acha que nós vamos ter que namorar escondidos?! Um dia meu pai vai ter que saber!"
EU (ainda com a cara meio cética)_ "tá..."
Bem, domingo à noite, precisávamos buscar uns filmes para um trabalho do papai (o dela, que é laboratorista). Antes de sair de casa estávamos elocubrando sobre qual seria nosso destino então...
EU_ "E aí? A gente vai fazer o que?"
ELA_ "A gente tem que buscar os filmes."
EU_ "Mas qual o itinerário?"
ELA (com uma experessão extremamente confiante e decidida)_ "sei lá!"
EU (com cara de Xeque Mate)_ "Então a gente faz assim, vamos até o centro, buscamos os filmes, depois entregamos ao seu pai. Daí a gente já aproveita e você me apresenta o velho..."
ELA (com cara de quem teve um braço amputado sem passar xilocaína)_ "..."
Aposto que vocês pensaram que era eu quem não queria ser apresentado... mas de qualquer forma, decidimos que eu a esperaria do lado de fora até que ela entregasse os filmes, quando chegávamos à esquina da casa dela, heis que ela me arremessa na direção oposta com um grito abafado de "MEU DEUS! A DONA LIA FOFOQUEIRA!" Sim meus amigos. Na novela da minha vida também existe uma dona Lia fofoqueira... aquele típico personagem que passa a vido dependurada no portão de casa para monitorar todos os movimentos dos seres humanos do lugar. Resolvemos que eu iria esperar na esquina (atrás do muro ou nas sombras, por via das dúvidas). Mas mesmo assim (segundo meu amorzinho) Dona Lia Fofoqueira havia nos captado em seu potente radar doméstico e ficou com aquele sorriso maldoso de "pensaram que conseguiriam me enganar?... he, he, he..."
Dona Lia Fofoqueira, vejam vocês...
10/3/2003
Atualizei o Crônicas Boêmias. Estava aqui no serviço, sem ter nada pra fazer e resolvi fazer um breve comentário sobre nossa realidade espiritual...
Que rufem os tambores, que toquem as cornetas, vamos fazer uma "ola" ("ola", sem o "r", seus pervetidos) em homenagem ao mais novo blog da praça! Trata-se nada mais nada menos que o blog da Suelen. Pra quem não sabe, Suelen é uma grande amiga minha e inclusive já foi minha namorada (ela carrega o nobre título de minha primeira namorada). Não, não existe mais nada, estou mais do que muito bem servido de amor, paixão e... ah, sem mais esclarecimentos para o momento! Minha gatinha linda já sabe que eu a amo. Mas pra não sair do assunto, bem vinda, Su! Espero que você possa demonstrar no blog todo aquele seu cinismo e bom humor!
10/2/2003
Tudo bem, eu também me rendi ao lance do Googlism. Aí estão alguns dos resultados do meu nome:
rodrigo is 3
rodrigo is not living in argentina right now
rodrigo is hit in the back and dies
rodrigo is his man
rodrigo is a hero
rodrigo is an episcopal see
rodrigo is very helpful in giving an additional point of view or explanation of the lessons
rodrigo is fiery and brilliant
rodrigo is a three
rodrigo is forceful
rodrigo is back
rodrigo is better
rodrigo is not blind to this
rodrigo is currently involved in sigma phi epsilon and habitat for humanity and is a portuguese language drill instructor
rodrigo is
rodrigo is perhaps
rodrigo is a spanish brujah
rodrigo is a likely hero
rodrigo is forced into exile as a consequence of personal ideals and honour
rodrigo is his sister
rodrigo is crying
Tudo bem, eu fiz um recorte, mas interessantemente a maioria dos significados tinha relação à uma peça escrita para violão clássico e música latina. Quem sabe um dia...
Se vocês forem pessoas espertas lerão o Betavox hoje. Não, eu não ganho comissão pra falar bem da Beta e nem recomendar o blog dela. Faço porque relamente gosto do que eu leio lá...
Os dois estão deitados conversando sobre trivialidades. Ele olha para ela e diz: " faz de conta que você está dormindo." Ela o encara por algum tempo com um semi sorriso nos lábios e a expressão mais que justificada de "por quê", então diz: " Por quê?"
E ele: " Pra eu fazer de conta que estou te acordando com beijinhos..." Ela não se segura e começa a rir. Aquele riso que começa com um sorriso simpático e acaba numa gargalhada gostosa e sonora, que aliás, ele adorava ouvir. Depois de domar seu espanto e felicidade ela resolve entrar no jogo, faz uma cara séria, fecha os olhos e inicia uma respiração serena como se estivesse realmente dormindo. Ele a encara. Passam-se quatro segundos, talvez cinco. Ele chega os lábios bem perto do ouvido dela e dispara: " Faz de conta que passou um tempão!" e começa a beijá-la...
10/1/2003
É, eu precisava estar estudando, mas estava dando uma olhadinha nos meus arquivos. Quando eu achei isso, confesso que fiquei emocionado...
"olá rodrigo.... axo que foi você que comentou no meu blog ... eu andei lendo o seu blog ontem e realmente adorei muito... parabéns mesmo pelos seus textos... não axo que mereçamos parabéns pelos textos mas quem sabe até pêsames, pois para escrever certos textos é preciso ter na alma uma dor que o mundo desconhece.... espero que continue a me visitar... vou te linkar e passar aki.. vc estah nos meus favoritos parabéns mesmo- LaRiZ"
Nuca pensei que uma pessoa que nunca me viu, nunca me deu um abraço e nem sabe meu nome completo ou qual é meu prato predileto iria arriscar a se referir a minha pessoa como "irmão". Percebam que minha maninha foi deliciosamente poética comigo desde o primeiro comentário. Agora leiam o comentário dela de novo e pensem: assim começou uma amizade virtual que deu certo... eu espero.
Já que aquela figura não deu certo, que tal uma musiquinha?
Lovin' you has got to be
(take me to the other side)
Like the devil in the deep blue sea
(take me to the other side)
Forget about your foolish pride
(take me to the other side)
Oh take me to the other side
(take me to the other side)
My mama told me there'd be days like this
And man she wasn't foolin'
'cause I just can't believe the way you kiss
You opened up your moth with bated breath
You said you'd never leave me
You love me, you hate me, I tried to take the loss
You're cryin' me a river but I got to get across
Lovin' you has got to be
(take me to the other side)
Like the devil in the deep blue sea
(take me to the other side)
Forget about your foolish pride
(take me to the other side)
Oh take me to the other side
(take me to the other side)
I'm lookin' for another kind of love
Oh lordy, how I need it
The kind that likes to leap without a shove
Oh honey, best believe it
To save a lot of time and foolish pride
I'll say what's on my mind, girl
You love me, you hate me, you cut me down to size
You blinded me with love and, yeah, it opened up my eyes
Lovin' you has got to be
(take me to the other side)
Like the devil and the deep blue sea
(take me to the other side)
My conscience got to be my guide
(take me to the other side)
Oh honey, take me, take me, take, take, take, take
Take me to the other side
I'm lookin' for another kind of love
Oh, lordy, how I need it
The kind that likes to leap without a shove
Honey, you best believe it
Now I ain't one for saying long goodbyes
I hope all is forgiven
You loved me, you hate me, I used to be your lover
You know you had it coming, girl
So take me to the other side
Take me to the other side, take me to the other side
Lovin' you has got to be
(take me to the other side)
Like the devil and the deep blue sea
(take me to the other side)
My conscience got to be my guide
(take me to the other side)
Oh honey, take me to the other side
Aerosmith- The Other Side
Eu gosto de Aerosmith sim, e daí?
Tá certo, nada como um dia após o outro pra gente conversar com as pessoas certas e resolver alguns mal-entedidos que ficam ali, beliscando suas partes baixas... De repente eu comecei a ler nosso amado Seleto Grupo à Esquerda e fiquei com uma vontade de escrever, mas não sei bem o quê... Acho que seria uma excelente hora pra colocar umas figuras no ar, pra dizer por mim, como eu me sinto em relação ao mundo, pra dar uma desestressada, mas descobri que colocar figuras não tem a mesma emoção que eu sinto ao procurar as letrinhas no teclado e colocar todas as coisas toscas que eu penso no ar, do mesmo maldito jeito com que elas saem da minha cabeça. Acho que o destino anda me enviando sinais... já vi porções de blogs com publicações diretas aos leitores, tipo "respondendo comentários",,, acho que eu deveria fazer algo assim agora para mandar umas mensagens pra algumas pessoas com quem eu estou precisando trocar uma palavrinha:
Feliz, como tem estado essa sua agenda? Quando é que eu vou poder te paresentar minha namorada, sentar pra tomar uma Nova Schin e comer um pé de porco no capricho, seu bicha? E para de me enviar aquelas mensagens que o pessoal te envia na tentiva de te fazer menos boiola, deleta elas porque eu sou uma pessoa decidida e não vai ser uma foto,,, hum,,, degustativa (meu deus, de onde eu tirei essa expressão?!) daquelas que vai me fazer mudar de opinião.
Marol, você sabe que eu te amo, né? Eu fui meio sentimental demais no post sim, mas o "grosso" do que eu escrevi não é pra você, seu recado é simplesmente pra utilizar melhor todas as horas de teoria que eles pregam na FaDOM. Pelamordedeus. Outra coisa, sabe o lance do sacrifício da Érika? Quer me ajudar? Você só precisa arrumar instrumentos de tortura, que eu me encarrego da parte financeira. Depois a gente elabora com mais calma (que é pra parecer acidente).
Suelen, segundo você mesma, você lê essa joça de vez em quando, então acho justo te mandar um beijo e um abraço. Tão logo eu apareça em Divinópolis a gente podia se encontrar, vou tentar te dizer quando...
Érika, prometo parar de falar mal das feministas e deixar que vocês continuem seus planos para o domínio mundial em paz (he, he, he). Viva seus dias como se fossem os últimos, mais cedo ou mais tarde eu puxarei seu pé...
Deus, que história é essa de procurar qualquer um mais sábio que eu para me redimir perante Você? Por favor, não me diga que eu terei que me converter! Não tenho a menor vocação para evangélico, você sabe. Aliás, nós já tentamos isso antes, foi você mesmo que disse pra eu largar aquela galera que aquele meio nunca levaria ao esclarecimento necessário!
Tá certo, isso está ficando muito chato. Vou mandar a mensagem para o coelho da páscoa por e-mail. Até tentei colocar a tal figura agora mas essa carroça se recusa a exibir o que eu estou querendo mostrar...
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