Bom Dia Mundo Cruel!
 

 
Poesia punk
Consiste em adequar
Determinadas pessoas
aos seus respectivos palavrões
 
 
   
 
11/27/2003
 
Nem acredito que estou aqui, depois de tanto tempo lendo aquela porra de mensagem me barrando lá na porta da blogger...
De verdade, de verdade mesmo, não tenho nada pra escrever, mas não podia deixar de utilizar essa oportunidade, sei lá quando vai aparecer outra...
Bem, alguém aí gosta de Kiss (a banda, beijo eu imagino que todo mundo gosta)
Não???? E de pandas ou quem sabe de umPandinha...
Bem aqui vai uma das foto mais legais que recebi pelo correio esses dias:


11/25/2003
 
Meu deus, como eu estou poético hoje. Acho que vou mandar pra alguma revista de auto-ajuda, tipo capricho ou Cláudia (quem lê qualquer coisa dessas, definitivamente precisa de ajuda)...


Fui expulso do paraíso
Provavelmente a pedradas, não me lembro
Mas me lembro bem da vida de lá
De toda aquela música
As pessoas e as mulheres
Que sempre foram mais que pessoas
Porém, sobretudo e antes de mais nada
Me lembro do amor
Ah, como era fácil amar no paraíso
Era tão fácil
Tão bom
Era quase um escolha
À dedo nos conhecíamos
Trocávamos cartas, confidências
E nos amávamos,
Cada um conforme sua vontade
Sua alegria
Sua necessidade de estar vivo
Amar sempre foi meu preferido
Por isso não esqueci
Por isso e por isso eu repito
Aqui nesse mundo cão
Aqui no mundo cruel
Que fui expulso do paraíso
Mas continuo sabendo
(e aplicando na prática)
A arte de amar segundo o corpo
Segundo a vida
Segundo o mundo
Segundo a mim


Esse é meu de novo, mas não dei título ainda, se alguém se habilitar
 
Até Poemas

Ontem à noite
Perdi mais um poema
Por culpa dos olhos dela
Se não me engano, era um poema
Sobre beijos, sobre lábios
Vermelhos e delicados como pétalas de rosa
Mas os olhos dela me tomaram o poema
Talvez nem fosse um bom poema
Eu não sou um bom poeta, sabe?
Chão
Tato
Horizonte
Fôlego
Os olhos dela me tomam tudo


< timidez>Esse é meu < / timidez>

11/24/2003
 
Eu já devia ter colocado isso aqui há mais tempo, observem meus compatriotas do Cefet, como esse poema nos aproxima ainda mais....


Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.


Carlos Drummond de Andrade- Poema de Sete Faces

E eu nem gostava de Drummond naquela época, eu nem gostava de poesia direito...
 
Tá dificil de usar o blogger, vou acabar mudando de servidor mais cedo ou mais tarde...
 
O que é um conto de fadas? Há mais de um ano tenho trabalhado com os mais diversos tipos de histórias e esta é uma das mais intrigantes e complexas formas de narração já encontradas dentro da literatura dita ¿infantil¿. Primeiro porque um conto de fada não era conhecido como literatura infantil (mesmo porque esse é um termo muito recente), depois porque os contos de fadas nasceram, em sua grande maioria, da tradição oral (e muito antiga) e por último, estão repletos de visões e ações que seriam classificadas como impróprias para o público infantil. ¿A vida encontra um meio¿, já diria meu matemático preferido (aquele do Jurassic Park), ao dizer que nada pode conter a força da evolução. No caso desse tipo de conto, vemos um movimento parecido. Com a evolução da lei e da moral cristã, era de se esperar que as histórias populares fossem suprimidas pelos ensinamentos bíblicos, pelas histórias do próprio Livrão (que é imensamente rico e cheio delas). Mas isso não deteve aquelas histórias repletas de satanismos e comportamentos amorais, não. Claro que houve uma alteraçãozinha aqui, uma mudancinha ali, a alocação da doutrina católica ou protestante acolá, mas as histórias seguiam e sempre mais ricas e cheias de significados ocultos. Vinham de várias partes do mundo. Da cultura mística dos Celtas, da filosofia contemplativa dos gregos, da sabedoria religiosa dos orientais e mesmo histórias nascidas do berço do cristianismo, como os maravilhosos contos de Andersen, todas viajavam na boca dos contadores, nas penas e papéis dos compiladores e historiadores, ganhando um adereço, uma justificativa uma moral... e atingiram o patamar de contos de fadas, histórias que carregavam dentro de um enredo aparentemente muito simples, uma carga imensa de significado e cultura mundial.
Um conto de fada tem uma lógica muito simples, se inicia com um personagem (ou dois) central que vive numa situação de alienação e segurança completa. É então apresentada uma mudança brusca na realidade, um desafio que só poderá ser vencido por aquele personagem, ao mesmo tempo que ele sozinho é incapaz de transpor as barreiras (muitas vezes mágicas e inexplicáveis) que serão impostas durante seu percurso. Para isso ele sempre contará com a ajuda de seres externos (muitas vezes mágicos e inexplicáveis também) que o ajudarão a alcançar seu objetivo final, que é a felicidade eterna, o bem máximo (¿e foram felizes por muitos e muitos anos¿) depois de um duelo com aquilo que dentro da história será a reprodução do mal infinito.
Parece fácil, mas sem uma carga de dramatismo psicológico e dúvidas existenciais filosóficas palpáveis, um conto de fadas vira uma novela mexicana de terceira categoria ou o que é muito pior, vira o Harry Potter e vende como água...
Estamos atualmente com quatro grandes sagas fictícias acontecendo diante do meio de comunicação mais fantástico e interessante que a humanidade conseguiu inventar, ou seja, o cinema (não me perguntem o porquê, só sei que é assim). Enumerá-la-emos: Harry Potter, The Lord of the Rings, Star Wars e The Matrix. Obviamente será uma versão muito particular minha, mas enxergo dois processos mercantilistas com o único objetivo de fazer dinheiro e dois processos mercantilistas que tinham esse único objetivo, mas por uma ironia do destino acabaram fazendo um pouco mais. Os inúteis que serão prontamente descartados são Harry Podre e o clássico pornô ¿Tirem o dedo do anel do Frodo¿ . Aí vai ter neguinho fanático que vai dizer ¿O Tolkkien? Como é que você pode dizer que a obra (ou deveria dizer a Bíblia?) do Tolkkien (o magnífico Deus dos nerds) não é um conto cheio de mística e significado, cheia de recursos digitais caríssimos e muita, muita filosofia????¿ Bem, amigos, sinto muito, a filosofia do Tolkkien consegue ser mais baixa e ridícula do que a filosofia de nossa saudosa novela carrossel. O homem foi um grande geógrafo, formalizou um grande biólogo (claro que da Terra Média), mas não conseguiu nada colocando o anel dos hobbits em perigo...
Agora vamos falar das outras duas. Vamos começar pela parte dolorida: o Arranca-Rabo no Céu (Tradução de Star Wars para o idioma Mineiro). Primeiro, quero deixar registrada minha opinião pessoal sobre a saga: lixo. Lixo, lixo em cima de lixo. Pronto, agora vamos ser profissionais: sem querer aquele gordinho safado conseguiu puxar um monte de referências, situações, diálogos e idéias que caracterizam o filme no patamar de conto da fada. E o mais impressionante: ele faz isso em todas as duas séries... mas infelizmente, minhas opiniões pessoais não me deixam continuar o elogio à ode máxima da falta do que fazer. Deixemos para algum outro contador de histórias com um estômago mais resistente. Vamos falar de Matrix. Bem, pensando bem, não vamos não, já escrevi demais e tenho muita coisa pra fazer, continuo de onde parei mais tarde...
 
Quanto mais domingos passam, mais eu imagino o quão boa minha vida ainda vai ficar... infelizmete estou financeiramente quebrado e não posso fazer como o Feliz, que continua em seu universo de opulência mesmo tendo mandado seus patrões para a casa do baralho... eu pago conta de luz e aluguel...
mas voltando ao que interessa, o final de semana foi bom, o único problema foi descobrir que nunca terei um parceiro fixo de xadrez...

11/21/2003
 
Tá, esquece, depois eu falo de Matrix, primeiro eu vou falar de uma amiga a Mariana. Não, não é minha namorada, é uma outra pessoa com esse mesmo nome lindo... A Mariana em questão, é uma amiga que vejo muito periodicamente lá em Divinópolis. Possui um namorado blogueiro e depois de nosso penúltimo encontro, onde eu disse à ela: "Vai lá, monta um blog pra você", acho que ela percebeu ela não teria como escapar, do mesmo jeito que não escapou à cachaça, ao RPG e todas as outras práticas e rituais estranhos e que envolviam mortes que nossos amigos praticavam (em tempo: Érika... eu ainda tenho teu endereço...). Bem o lance é o seguinte, agora ela tem o blog eestou divulgando, sem ela precisar de spam nem nada. No momento ela está usando o espaço dela pra guardar todas as músicas que ela sempre soube que estavam na internet, mas nunca soube o que fazer com elas. Aliás, tirei um do acervo dela pra colocar aqui. É do Oswaldo Montenegro (um cara que eu gosto muito, apesar de que às vezes ele escreve como se tivesse dois anos de idade ou dois neurônios sei lá):

Quando voa o condor
Com o céu por detrás
Traz na asa o sonho
Com o céu por detrás
Voa o condor
Que a gente voa atrás
Voa atrás do sonho
Com o céu por detrás

Ah! que o vôo do condor no sol
Trace a linha da nossa paixão
Eu quero que seja
Mostrada no meio da rua e rolando no chão
Ah! que a gente despedace em luz
Ah! que Deus seja o que quiser
Escolha a cabeça
Com olho de bicho mas com coração de mulher

Quando voa o condor
Com o céu por detrás
Traz na asa o sonho
Com o céu por detrás
Voa o condor
Que a gente voa atrás
Voa atrás do sonho
Com o céu por detrás

Ah! se fosse como a gente quer
Ah! e se o planeta explodir
Eu quero que seja
Em plena manhã de domingo e que eu possa assistir
Ah! Que a miserável condição
Da raça humana procurando o céu
Levante a cabeça
E ao levantar por encanto escorregue seu véu

Quando voa o condor
Com o céu por detrás
Traz na asa o sonho
Com o céu por detrás
Voa o condor
Que a gente voa atrás
Voa atrás do sonho
Com o céu por detrás


Condor- Oswaldo Montenegro
 
Maldito seja o Blogger (sem link, como protesto) que não tem me deixado escrever desde ontem. Hoje foi um custo. E o pior, o que eu quero escrever é demorado e agora não tenho inspiração nem informações suficientes sobre o tema. Aliás se você, meu amigo leitor (meu Deus, como eu estou brega), ainda não viu Matrix e pretende assistir em paz, sem que nenhum engraçadinho fique contando detalhes do filme, não leia minha próxima postagem, é justamente disso que eu quero falar (e muito).

Para o Cronista: Calma, meu amigo. Não se trata de uma questão de ignorância de sua parte e sim de preguiça da minha. SGE significa "Seleto Grupo à Esquerda. Simples...

11/19/2003
 
Para o Thiago Mad Max (ou coisa parecida)

Não dá pra sustentar uma bandeira inútil sobre ações que nenhum de nós toma. Pense que as coisas que você fala simplesmente perdem o sentido quando nem mesmo você consegue acreditar nelas (e eu sei que você não consegue). Sua fala só seria muito bem exemplificada se dita por um morto, ou melhor, um suicida, porque se negligenciar a descobrir os porquês é negligenciar sua própria existência. Então, ou você acompanha suas falas de um comprimidinho, uma balinha na cabeça, ou pense bastante antes de falar besteira, meu amigo...
 
Olha, não era hora de escrever nada, mas acho que o momento pede, vocês sabiam que todos os blogs relacionados no SGE são lidos por mim sempre que possível (quase diariamente, por duas vezes ao dia), e que gosto tanto do que leio que, para mim, todos são cultuados como escritores profissionais, gosto de lê-los e os leio com o mesmo prazer com que me defronto com um Veríssimo ou Álvares de Azevedo (sem todo aquele sangue, é verdade). Bom, isso é pra explicar que hoje de manhã finalmente conheci a Lidi! Bem, ela é que perguntou "Você é o Rodrigo?", mas isso não vem ao caso. O problema é que acho que o mais substancial que consegui pronunciar foi "Você é a Lidi? Nossa... eu sou seu fã." e as perguntas sobre inspiração poéticas, referências literárias e motivações artísticas eu não consegui fazer...

11/18/2003
 
Pra quê amar? (teoria do Feliz)

Bem, segundo meu amigo mais canalha, machista e inescrupuloso, ninguém precisa de amar, de confiar nos outros e essas pieguices que são meramente invensões do capitalismo pra vender cama de casal e aliança (pra não falar que é muito rentável aos bancos por causa das contas conjuntas). Tudo que uma namorada/esposa/amante pode oferecer podemos encontrar em dois amigos, 10 cervejas, um cachorro e três prostitutas por semana, sem o incômodo de ter que aturar os defeitos que normalmente descobrimos nas pessoas que amamos de verdade. Segundo o já citado filósofo, conversar com mulheres e devereas desgastante para os homens (e para as mulheres também, não vou destruir o nome dele tanto assim também), já que temos linhas de raciocínio muito diferentes. Resumindo: se eu quero conversar, filosofar, falar besteiras, tenho que simplesmente procurar meus amigos; se quero um pouco de afeto, chamo meu cachorro; se quero fazer sexo, procuro uma prostituta e a cerveja permeia todo esse ambiente (porque afinal de contas, ah vocês já estão cansados de saber). Assim, nossas relações com mulheres não passam de contatos profissionais (porque elas não serão escravas, continuam existindo e com todos os seus direitos garantidos) e sexo, que não vai deixar de ser um contato profissional, já que é pago. Sem amizades, sem crises de relacionamentos, sem ciúmes, sem culpa, apenas sexo, viver que é bom, vivo com homens.

Bem, essa é a infeliz teoria do Feliz, claro, ele pode desmentir, ou pode pensar à respeito e modificar, mas na prática sempre volta pra isso, uma boiolagem sem tamanho. Quero me manifestar contra tudo isso agora, antes que haja qualquer possibilidade de que se confundam essas idéias às minhas. na verdade só discordo dele em função da minha própria felicidade que ocorre pelo movimento oposto, o de analisar e entender o mundo, principalmente o pensamento não linear feminino (não existe crítica em "não linear" e sim, eu estou medindo minhas palavras pra não tomar porrada da minha namorada!). Não consigo pensar em ter como amigos apenas um bando de homens fedorentos e que ficam fazendo campeonatos de arroto (e não me venham com essa história de que um bando de homens juntos e sozinhos não fazem esse tipo de coisa), meu "eu" (mesmo que seja irreal, como propõe a nova teoria científica que está numa destas Galileus que circulam por aí) me induz à felicidade dentro de relacionamentos psicológicos/ afetivos/ sexuais com mulheres. Tá, estou falando demais, paro por ora.
 
É, eu devia basear minhas relações em dinheiro, pelo menos teria a bolsa de valores pra calcular e analisar o caos pra mim... Ainda falando de amor, até onde vale à pena amar? Tudo bem, ficou parecendo uma enquete de revista feminina (com o perdão do machismo), mas plagiando as idéias de nosso amigo Feliz, colocando tudo numa balança, desde o ciúme, a sensação de ser traído ante qualquer ausência maior que 5 minutos até acordar recebendo beijos, ganhar bolo de chocolate no aniversário e tudo o mais que existe, será que compensa? Não digo isso por mim, pra mim tudo compensa (e para provar, vou confessar aqui que uma vez fui a um show dos Engeinheiros do Hawai e me diverti muito, ou seja, posso me divertir com Tudo mesmo!), mas uma vez que debato bastante isso com ele e recentemente ouvi um "querer eu quero, só não sei se eu agüento", volto a me questionar sobre essa triste teoria de que o amor é só mais uma arma para o sofrimento cotidiano e os bons momentos servem apenas para apascentar a realidade de que se sofre muito mais amando do que sem amar. O grande impasse de estar escrevendo tudo isso, reside em minha opinião própria. Sou contra tudo (ou quase tudo) isso que acabei de dizer, tanto em termos de teoria quanto em termos de vivência, logo fico com uma estranha sensação de superioridade, como se eu fosse Deus e estivesse discutindo sobre um probleminha humano e ordinário, pelo o qual eu mesmo não passo, daí a pergunta: estou falando um monte de merda? Ou será que a teoria do Feliz tem seu respaldo social? E pelamordedeus, qual é o segredo de Tostines? Acho que nunca vou poder responder a qualquer destas perguntas...

11/17/2003
 
Desde de bem pequenino, sempre acreditei em coisas como força do amor, capacidade de um ser humano mudar o mundo, confiança canina e outras pequenas bobagens capazes de fazer as pessoas felizes. Porém ao chegar aos meus 10, 11 anos de idade, cheguei à brilhante conclusão de que isso era tudo besteira, mentira, balela, conto, lorota e demais adjetivos... resumindo, a felicidade era algo inalcansável ou mesmo inimaginável, o mundo só existia com o propósito de nos fazer sofrer mesmo que iludidos num mar consumista amoroso. Essa forma de entender o mundo me governou até descobrir que as pessoas (inclusive eu) podem amar sim, emais, podem fazer suas vidas felizes através desse amor. Isso aconteceu por volta de meus 15 anos de idade e se tornou idéia fixa até mais ou menos ontem, quando eu comecei a perceber uma coisa tristemente interessante à respeito do amor: Ele existe sim, mas está longe de ser o responsável pela felicidade e pela capacidade de mudança do mundo por aprte das pessoas, muito antes pelo contrário, ontem, pela primeira vez na minha vida, percebi que o amor é um sentimento que pode levar à infinita tristeza do indivíduo, que pode trazer mágoa e solidão e que às vezes seria melhor até nem amar. Mas que fique claro que apesar de ter percebido isso, ainda não consigo compactuar dessa opinião caótica. Leva-se muito tempo e muita reflexão para se mudar uma linha de pensamento...

11/14/2003
 
Putz, ficou enorme. Se vocês gostarem avisem, conheço outras. Ah, antes que eu me esqueça. Essa história é a versão real, coletada tanto pelos irmãos Grimm, quanto pelo Charles Perraut (o Perraut até coletou essa história antes). Claro que é um reconto a minha maneira, mas fui fiel ao enredo, conservando até alguns diálogos como no original. Já estava querendo escrevê-la há algum tempo, desde que a Daniela fez a análise mais ou menos psicológica da história. Fica a coisa como a coisa foi inventada...
 
Bem, até que foi rápido (na verdade, eu não tive que trabalhar, era um alarme falso). Já que eu não tenho mais nada pra fazer, por enquanto, vou continuando aqui a história do barba azul:

...Então a filha mais nova resolveu aceitar a proposta de casamento do Barba Azul, porque estava convencida de que alguém com tanto dinheiro não poderia ser tão ruim assim (não me perguntem qual o sentido dessa frase). Eles devem ter noivado por muito pouco tempo, mas o casamento e a festa foram acontecimentos memoráveis tamanha a pompa e a abundância de gente, música e iguarias que foram apresentadas. A moça se sentia em um novo mundo. Porém, mal acabara sua lua-de-mel, o marido a chama para dizer que precisaria viajar a negócios e que infelizmente ela teria que ficar cuidando da casa. Então ele entregou-lhe um molho de chaves e começou a explicar:
"Com essa, você poderá abrir os armários do primeiro andar, esta outra abre os do segundo, esta maior abre as portas que levam do salão principal aos outros cômodos da casa, esta prateada vai abrir os quartos de hóspedes, no terceiro andar..." e foi explicando, explicando, até que chegou na última chave, uma chave pequena, velha e um pouco enferrujada:
"Preste bem atenção aqui. Esta última chave abrirá o quartinho dos fundos, porão. Em hipótese alguma quero que esta chave seja utilizada, ouviu bem?! Não se aproxime daquele quarto, caso contrário, não vai haver nada que você não poderá esperar de minha cólera!"
Depois dessa meiga observação sobre o quartinho do porão, Barba Azul sugeriu a sua amada esposa que chamasse suas amigas pra passarem o tempo juntas (eu é que sou pervertido ou vocês também estão pensando em orgia e sacanagem?) para que, assim, ela não se sentisse sozinha. Se despediu de sua esposa e viajou. A menina não perdeu tempo, chamou sua irmã e mais um bando de mulheres loucas para conhecerem aquela enorme casa, que mais se assemelhava a um castelo e começaram a fazer a maior zona naquele casão. O fato se deu da seguinte forma, a meiga, delicada e obediente esposa do Barba Azul, fez de tudo, mas sempre com uma coisa na cabeça, o que diabos havia naquele maldito quartinho e por que, meu Deus, ela não podia se aproximar dele? Verificando que suas convidadas estavam bem entretidas com seus jogos (Santa mãe, alguém me consegue uma exclusiva com o Perrault pra eu saber que se estava rolando "folhinha verde" lá), ela, sorrateiramente se esgueirou até o porão e com as mãos trêmulas abriu a porta daquele quarto. Assim que entrou, um vento gélido vindo não se sabe de onde, fechou a porta atrás dela, deixando-a na mais completa escuridão. Apesar do medo, resolveu avançar, mas no primeiro passo, sentiu que seu pé acabava de pisar em uma poça de um líquido grosso. se agachou e esperou que seus olhos se acostumassem à escuridão para então constatar que a poça era formada por... sangue! Sim, sangue. De súbito, ela percebeu que havia o barulho de goteiras e ao olhar pra cima viu todas as esposas anteriores do Barba Azul, degoladas e presas por ganchos ao longo do teto. Ela sentiu tanto pavor que deixou a chave cair dentro de um poça. Então, no meio de uma crise de choro, ela pegou a chave e subiu de novo pra a superfície da casa. Ao chegar no Hall, adivinhem com quem ela se depara? Vamos, adivinhem... tudo bem, vou contar pra vocês, com seu marido, o próprio Barba Azul, com uma cara toda satisfeita, dizendo que enquanto estava a caminho recebeu uma mensagem dizendo que tudo já fora resolvido sem que houvesse a necessidade de incomodá-lo pessoalmente. Por sorte, essa história se passa em algum lugar da Europa antiga, então sabemos que essa mocinha já era pálida como uma vela, mesmo antes de seus dois maiores sustos, mas ela estava lá parada e com a boca aberta, quando seu marido lhe fez o pedido crucial:
"Querida, pode me entregar as chaves, por favor?"
Ela não sentia suas pernas. Cambaleou até seu quarto e pegou as chaves, ao olhar para a pequena chave, que havia caído na poça descobriu que ela tinha ficado manchada. No desespero, largou a chavinha no quarto e levou o resto do molho, para seu marido. Nem bem as teve em suas mãos, Barba Azul perguntou:
"E a pequenina, onde está?"
Ela sentia algo mordiscando seu estômago pelo lado de dentro:
"Devo ter esquecido lá em cima, depois eu lhe entrego."
Subiu rapidamente para o quarto e se colocou a lavar a chave. Mas vocês sabem, urubu de azar... a porcaria da chave era mágica, sempre que ela limpava a mancha de um lado, a danada reaparecia do outro, assim por mais que tentasse a chave nunca se limpava (eu fico pensando na cara dela ao ver isso. Aposto que a primeira coisa que passou pela cabeça dela foi "puta que paril, eu vou morrer!" he, he, he).
Já no final da tarde, o Barba Azul, no auge de sua educação exige:
"Cadê a chave, p**ra? Trás ela pra mim agora!"
A moça subiu, catou a chave e desceu morrendo de medo. Estendeu a chave ao marido. Ele, com um sorriso no rosto fez a já esperada perguntinha básica:
"Por que é que a chave está manchada?"
"É que eu...eu... eu não sei! Isso! Eu não sei porque é que essa maldita chave não se limp, quero dizer, porque é que ela está suja! Isso... eu... não sei"
Aí, aconteceu o óbvio:
"Mas eu sei. Você esteve lá no quartinho, não é? Você viu o que eu quardo no quartinho, não é? Mesmo eu pedindo para que você não se aproximasse. Pois bem, prepare-se para se juntar as donzelas que lá estão."
Nossa mocinha se desesperou, o Barba Azul, com a mesma expressão de quem dá comida pro cachorro, pegou um facão que mais parecia um sabre e partiu pra cima dela. Ela resolveu que a única coisa que poderia fazer era tentar ganhar algum tempo:
"NÃO! POR FAVOR, EU IMPLORO! ME DEIXE AO MENOS REZAR PRA ENCOMENDAR MINHA ALMA! POR FAVOR, PORFAVORPORFAVORPORFAVOR! AAAAHH!!!"
"ponte que partiu... Tudo bem, te dou sete minutos pra ir lá em cima e fazer suas últimas orações, mas apenas sete minutos!"
Ela subiu de novo, pensando no que poderia fazer. Então uma luz iluminou seu pequeno cérebro, uma lembrança feliz lhe correu à mente. Seus dois irmãos, que eram cavaleiros do reino, lutavam kung fu, judô, jiu jitsu, esgrimavam e sabiam sete passos de dança cada um, estavam vindo visitá-la naquele mesmo dia. Ela correu até a janela e gritou por sua irmã, na torre ao lado (que estava perdida lá, procurando por sexo, se lembram):
"Ana, minha irmã ana, não vê ninguém chegando?"
"Não vejo nada... além do sol que soleja e do capim que verdeja..."
Nessa hora, Barba Azul já bastante irritado começou a gritar:
"Como é, você não vai descer?"
"Ana, minha irmã Ana, não vê ninguém chegando?"
"Não vejo nada, além do sol que soleja e do capim que verdeja..."
"Você não vai descer?!!!"
"Ana, minha irmã Ana! Não vê ninguém chegando?"
"Sim, vejo uma nuvem de poeira no horizonte! Oh não, era só um rebanho de carneiros..."
"Se você não vai descer, então eu vou aí para buscá-la!!!"
"Ana, minha irmã Ana! Não vê ninguém chegando?"
Mas ela não teve tempo para ouvir a resposta de sua irmã. O Barba Azul arrombou a porta e a levou lá pra baixo. Lá, ele a a garrou pelos cabelos e levantou o facão. quando estava preparado e confiante para mandá-la desta pra melhor, a porta de sua casa se escancarou e entraram dois cavaleiros. A irmã Ana, apesar de não aparentar muita inteligência (aliás, isso devia ser um mal de família) havia visto os irmãos e fez sinal para que eles se apressassem. Barba Azul ainda tentou fugir, mas foi vencido com golpes de kung fu, judô, jiu jitsu, estocadas de floretes e depois de morto teve seu corpo pisoteado pelos irmãos dançarinos daquela pobre moça, que jazia quase sem vida, pelo tamanho susto que havia passado. Quando tudo se acalmou e todos ouviram sobre o quão terrível era o Barba Azul, verificou-se que ele não possuía outros parentes vivos, portanto, tudo que lhe pertenceu ficou como herança para sua última esposa. Com aquele dinheiro, ela comprou títulos de nobreza para seus irmãos, deu à sua irmã uma vida confortável e arranjou para si um outro marido muito bondoso, carinhoso e com um... ah esqueçam, que a fez esquecer todo o mal que o terrível Barba Azul fez a ela depois que ela o enganou e o assassinou.
 
Vamos tentar de novo, se nenhum de vocês estiver querendo ler histórias, me avisem!
 
Era uma vez, um homem muito inteligente e muito rico, dono de plantações e pastagens (muito gado!) e também algumas minas... Esse homem também poderia até ser muito bonito, não fosse por um defeito, possuia uma enorme barba azul, o que, além de chocar as pessoas que travavam contato visual com ele, ainda lhe rendiam essa alcunha.
Uma vez, Barba Azul visitou a casa de uma senhora na cidade que tinha duas filhas muito bonitas e disse a ela que gostaria de se casar com uma das duas, elas escolheriam qual. Houve, claro, muita discussão e muita briga, pois nenhuma delas queria se casar com um homem feio como ele. Havia ainda um outro problema. Barba Azul já havia se casado várias vezes e ninguém sabia o paradeiro de suas esposas, elas simplesmente desapareciam...
Para provar o quão legal e amavél, o feioso podia ser, levou as duas meninas, mais alguns convidados, para uma surub, ops, festa em sua casa, para que todos pudessem ver as dimensões de suas propriedades e pudessem festejar a fartura de sua vida. Depois de uns três dias de festa (e nada me tira da cabeça que existe muito sexo e muita maconha envolvida), a filha mais nova daquela senhora começou a achar que o Barba Azul não era assim um homem tão terrível e que sua barba nem era assim tão azul (os irmãos Grimm escrevem desse jeito, podem ler os livros)... e resolveu aceitar a proposta de casamento, mas como eu tenho que ir trabalhar agora, vou deixar pra contar o resto depois...

11/13/2003
 
Para a Dani

Ei Dani, estou deixando uma postagem de alerta pra você. Você deixou um daqueles gifs pedindo pra gente comentar o que você escreve, mas seu sistema de comentários não está funcionando. Como sei que meu irmão não deve saber muito bem o que fazer sozinho, espere até o fim de semana, para que possamos não saber o que fazer juntos. Se sair qualquer coisa boa a gente conserta seu blog!
 
Essa é do mestre Vinícius para meu amor::

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem maior aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro: dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.


Vinícius de Moraes- Não comerei da alface a verde pétala
 
Injusto... Às vezes é no meio disso que a gente acorda, no meio de um mundo injusto. Injusto porque não nos garante 100% de felicidade, não nos garante 100% de segurança. Nem na cidade e nem dentro de você, na sua vida, entendam como lhes parecer melhor. Impressiona às vezes como é que podemos nos curvar tanto à força do vento, com é que podemos suportar a dor, a solidão, a dúvida. Hoje eu estive pensando sobre o pensar. Existe gente que consegue viver sem isso, sem esse questionamento constante do que é existir, do pra quê existir, do porquês de amar. E o pior, tem gente que acha isso irrelevante, que se irrita ao ser confrontado com os próprios sentimentos, que odeia ser colocado em contato com os sentimentos dos outros. É o pessoal que, não importa se são homens ou mulheres, dizem que "não se discute relacionamento, que isso é coisa de chorão..." Esse mundo, essas pessoas me cuspiram um dia, me colocaram pra fora. E eu não quero voltar, não quero mesmo. Prefiro me isolar. Ficar sentado na minha pedra eternamente só me questionando "por que é que eu escolhi viver?", "Por que amar o mundo?", "Por que entendê-lo?". Sozinho ou não, sei que não posso deixar de me perguntar as coisas, de perguntar aos outros (por isso que fico meio chateado sempre que pergunto algo no blog e só a Érika se dá ao trabalho de responder), de tentar entender os porquês de se estar vivo. A única verdade dogmática a qual cheguei é que se tiver que parar de me questionar, posso parar de viver. Pra isso fugir do mundo sem questionamentos, pra não optar pelo veneno, pela corda, por um tiro...
O pensar e o sentir, para minha humilde pessoa, se colocam como as mais básicas necessidades humanas, muito além daquelas necessárias à existência física ou existência social. Para exemplificar essa relevância, podemos tomar como exemplo um corpo extremamente faminto e fatigado, que de repente cai inerte desmaiado. Enquanto ele não se reanima ou é reanimado por alguém, a mente desse corpo não pára. Continua, por meio de delírios e sonhos e pensar, a criar e principalmente, a sentir. Eu vivo num mundo de questionamentos constantes, sempre em busca de respostas, por isso é que acredito que existem explicações pra tudo e quando não existe, a gente cria a explicação. Estamos aí pra nos questionarmos por que é que estamos aí. A coisa tende a se complicar, por isso paro por aqui, por enquanto...

11/12/2003
 
Todo mundo já deve ter ouvido algo da Maria Rita (filha da Elis Regina). Mas tem uma música em especial que eu gostaria de comentar. Meu amor acabou me mostrando ela uma vez dizendo que lembrava de um primo sempre que ouvia. Bem, a música também me lembra alguém. Lembra um pouco minha irmãzinha, mas posso estar enganado. De qualquer forma, o comentário que eu queira fazer a respeito da música é que às vezes, enquanto estou escutando, acabo me sentindo um pouco orgulhoso, um pouco cheio de mim, por ser esse imbecil sentimental que eu sou, a letra dela é essa:

Não
Ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi
Escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde* se entregar
E agora vai ter que pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz, sempre diz,
Que é do tipo "cara valente"
Mas veja só
A gente sabe
Que esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão, então
Não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
Que a gente não cai não
Eh, eh*
Ele não é de nada
Oiá*
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior
Eh, eh*
Ele não é de nada
Oiá*
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoa


É da Maria Rita, mas não me perguntem o título

Explicações: 1º= não sei se pôde realmente tem acento;
2º=Eh, eh, expresão jocosa que serve para diminuir o ego do alvo. Alguns regionalismos podem reduzi-la para um único "eh" bem comprido, ou como no caso de Divinópolis, pode-se fazer um "ni" acompanhado de um pequeno beliscão nos mamilos do sujeito a ser desmoralizado;
3º=Oiá, expressão comum nas músicas brasileiras como o samba, o axé e o pagode. Consiste em se pegar um número aleatório de vogais e juntá-las numa única palavra gerando um barulho mais ou menos de acordo com a música.

11/11/2003
 
Finalmente posso acentuar novamente as palavras!!!

Será que a fé move realmente montanhas? Como estou completamente sem assunto, mas com uma vontade enorme de escrever qualquer coisa, resolvi me fazer essa pergunta. Será que estados psicológicos induzidos (fé, rituais místicos e demais manifestações sobrenaturais de procedência duvidosa) podem sanar grandes patologias físicas? Se por acaso, algum evangélico que esteja lendo isso aqui e já tenha passado por uma grande cura espiritual (com você, assistir não vale) ou mesmo alguém que petença a alguma seita ou grupo que pratica rituais para alcançar determinados objetivos concretos no nosso plano material (acho que o pessoal do Santo Daime costuma fazer isso), gostaria de muito de ouvir sua história. Nossos leitores diários também podem (e devem) falar à respeito.
(pausa de uns três minutos para meditação profunda)

Tudo bem, vou confessar que fiquei com essa dúvida depois de ler no Dichavagando uma porção de coisas sobre Lilith (aquela mulher que eles inventaram para o Adão, e que qualquer ser humano que lê a Biblia com qualquer propósito que seja, não encontra um gancho pra encaixá-la na história) e que na maioria das coisas que eu li, haviam comentários sobre como invocar Lilith para abortar crianças indesejáveis. Após um momento de reflexão (e claro, de lembrar da Kathúcia Caetano de Oliveira, minha querida amiga morta) fiquei pensando no quê possui na cabeça alguém que faz um ritual pra que Lilith acabe com sua gravidez indesejável. Opinião pessoal? Claro que eu tenho, métodos anticoncepcionais e caso isso não funcione (o que é pouco provável), métodos científicos de aborto (tema polêmico!!!). Não pretendo discursar sobre isso (pelo menos não agora), apenas aconselharia aos invocadores de Lilith que procurem resolver seus problemas utilizando as forças místicas da medicina alopática ou então passem a amar seus futuros rebentos...
Acabei me desviando do assunto principal. Mas a enquete continua: você já aceitou passar por algum substituto místico da medicina alopática (como por exemplo a homeopatia)? Por que você fez isso? Funcionou?

11/10/2003
 
Para o Feliz, mas ainda sem os acentos

Eu acordei todo amarrotado, como sempre, e me dirigi para o banheiro. Pra variar, o monstro estava la, me encarando, feio como ele so. De repente, ele coloca o braco magro pra fora do espelho, e aperta minha barriga, com aqueles tres dedos compridos e aquelas garras (nao sei como ele nao me machucou) e diz em meio a um sorriso sarcastico (dois pontos) "Eh rapaz... voce que nao soca um sabugo de milho no cu nao pra voce ver..." Depois ficou parado me olhando, bem no fundo dos meus olhos e disse(dois pontos de novo) "Sem dinheiro, sem perspectiva e ja ja deu dezembro, o projeto vai parar e voce vai ficar sem emprego tambem. Mas o conhaque ta ai que eu sei..." entao ele sumiu...
 
Publicado sem utilizar acentos graficos

Talvez mais tarde eu edite, mas estou escrevendo num teclado todo bichado, que nao me permite acentuar as palavras...
De qualquer maneira vou comecar como eu queria ter comecado(dois pontos) todos sabem que sou um homem doente. Nao e que eu queira me gabar, mas sou o bagunceiro desorganizado mais metodico e cheio de manias que ja pisou na face da terra! Isso serve pra pra explicar pra voces que foi muito dificil escolher mudar de ultima hora toda minha programacao de fim de semana. O plano orignal contava com conhaque, hudson, samba e Vinicius de Moraes. Iamos passar o fim de semana compondo e bebendo. Mas, Sexta feira a noite, fui convencido pelos argumentos, pelos olhinhos melancolicos e pelos sorrisos certos a ficar em BH por uma semana a mais. E se ela me convenceu a desistir de um programa que eu ja sabia que ia gostar, se ela me convenceu a mudar um padrao be estabelecido na minha vida, se ela me convenceu a ligar pra minha mae quase chorando pra dizer que nao iria mais, podem saber, que ela ia ter uma tarefa muito complexa pela frente. Mas eu nao me arrependo de confiar nas pessoas em quem eu cofio por isso. Foi um Fim de semana otimo! Apesar de ter descorberto os males que o excesso de feijoada com caipirinha, cerveja e vinho seco podem fazer num ser humano, o meu final de semana foi fantasticamente delicioso (meu Deus, como eu gosto de adjetivos!!!). Entao, contrariando todas as teorias de como a segunda feira e um dia terrivel, que deveria desaparecer do mapa e todas as que dizem que nada mais horripilante do que um despertador programado para as 06(dois pontos) 15 da manha, hoje o relogio tocou nesse horario e eu acordei muito bem disposto. pra minha imensa felicidade havia um anjo dormindo ao meu lado. Ele me abracou, me beijou e disse que tinha que voltar pro ceu, mas me prometeu que se fosse uma pessoa boa e justa durante todo o dia, ele voltaria a noite para me liberar para alguns pecados conjugais... E nao, esse nao foi o final feliz da minha historia. O final feliz da minha historia reside no fato de eu ter perdido um CD da minha namorada. Um Cd de heavy metal que ela adora. Tao logo dei pela ausencia do objeto, pensei "agora fodeu!" e comeceia procurar o cd feito um louco. Achar o CD eu achei, mas legal mesmo foi achar o CD dos Beatles que eu tinha perdido ha muito tempo e ja nem imaginava rever um dia. E meu final feliz reside no fato de que eu passei a manha inteira ouvindo musica (porque eu fiquei inspirado com isso de ter achado CD) e pensando em quao bom foi meu final de semana...

11/6/2003
 
Quem quiser ler o que eu vou escrever hoje dá um clique aqui...

11/4/2003
 
Eu tenho estado longe. Tanto, que até uma pessoa que só atualiza o blog bimestralmente já esteve aqui querendo ler coisa nova. E o pior. Não tenho tido tempo nem de ler o SGE! Quando muito uma ou outra coisinha, um blog aqui... outro ali, um desastre. Pensando bem, as poucas coisas que tenho acessado também não têm se atualizado atualmente, o que me faz pensar na merda que nossas vidas vão se tornando à medida em que o fim do ano aparece. Na verdade, tenho muita coisa pra falar. Agora eu estou aprendendo a esculpir em massinha (daquelas coloridas para modelar) e já tenho dois brinquedos prontos, um punk de massinha e um ET de massinha, pena eu não ter câmera digital pra mostrar pra vocês... eu até tinha que falar que o meu blog preferido ressurgiu das cinzas, mas está uma bosta, pra falar a verdade, então não vou comentar por enquanto. Mas vamos voltar a falar da merda do final do ano, porque foi o semi-assunto do último post.
Novembro/ Dezembro: e de repente seus coordenadores se lembram que se o projeto não anda não se renova a mamata pro ano que vem. Todas as possibilidades de atuação são pensadas e executadas (pelos pobres monitores, claro). Tudo que podia ser resolvido ao longo do ano, toma um rumo agora, além dos malditos relatórios que têm que ser entregues pros deuses federais, para que no ano que vem eu volte a ter salário e minhas chefes tenham as gratificações financeiras tão almejadas. Acho que todo mundo que lê isso aqui e trabalha entende o que eu estou falan, ops, escrevendo. E pra quem não trabalha, não precisam ficar cabreiros, tenho más notícias pra vocês também. No fim do ano começa uma estranha onda de falsidade da parte das pessoas, todas começam a exibir aquele maldito olhar de compaixão ridícula e típica do Natal. E hoje o Natal se tornou uma maldita data comercial, pra quem tem dinheiro mostrar que tem dinheiro e pra quem não tem se endividar todo pra fazer de conta que tem. Então, se você é como eu, uma pessoa que gosta de Natal, automaticamente você é visto como um maldito capitalista, porque paz e amor eu podia ter calabrado o ano inteiro. Ninguém pensou que o ano inteiro eu estava ralando meus ossos pra poder descansar nos feriados e refletir sobre mais um ano de ralação...
A vida nunca pára. Nem no reveillon. Amanhã vai ser igual a hoje. Mas se a gente não pode sentar e avaliar nunca vai ser diferente mesmo. E, meus caros amigos, eu pretendo fazer diferente. Pretendo mesmo. Se você é igual ao Che e treme de raiva ante as desigualdades, então pára de reclamar seu bunda e faça diferente. Aniquile os preconceitos e não os reproduza, acredite no amor e pare de semear que ele é só desculpa para a falsidade (se você não acredita no amor, respeite quem acredita, imbecil!). Pare de menosprezar as crenças alheias, respeite os evangélicos e os céticos, porque no fim, talvez e muito provavelmente nenhum deles vai estar certo. Já falei do amor? Ah, já. Pois é. experimente sair do seu mundinho e experimentar esse sentimento com a mesma ânsia de quem experimenta tequila pela primeira vez. Tem gente que gosta e tem gente que não. Foda-se sua opinião final, vá vivê-la e sinta-se feliz com isso. Se você não acredita em Deus, procure alguém que realmente acredite nele para pssar o Natal e celebre como se acreditasse, eu digo isso pela diversão, porque quer você queira, quer não, o Natal virá, então relaxa e goza, afinal foi disso que você nasceu. Reflita no fim do ano, é a única coisa que te resta, já que seus amigos viajaram ou saíram para comemorar uma data que pra eles não tem sentido, tanto quanto não tem pra você. Se você está no mesmo barco de seus amigos, ótimo, não pare para refletir, será pior pra você se você entender. Por enquanto vou parar meu esparro com o mundo, porque acabei te ter uma idéia pra fazer uma guitarra de massinha e colocá-la no meu punk. No mais só estou escrevendo isso porque pra variar li algo que me deixou mega deprimido, mas como nunca sei até onde vai minha capacidade de distorcer os fatos, não quero nem comentar mais nada...

 

 


   
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