Bom Dia Mundo Cruel!
 

 
Eu levava uma vida mais ou menos
Sem saber o que me esperava
andava por aí chutando lata
foi quando eu conheci a...
 
 
   
 
12/19/2003
 
Muitas mudanças, em breve muitas mudanças...
 
"Então foi isso que aconteceu?"
"Um-hum!"
"Seu tio na verdade era um mago que te pediu pra entrar numa caverna-shopping-center pra te transformar no chinês mais rico do mundo. A caverna desabou e tudo que você conseguiu foi essa lâmpada velha e um monte de frutas de vidro?"
"Pôxa mãe, fiquei impressionado em como a senhora aprende depressa..."
"Depressa o escambau! Aposto que você e aquele crioulo estavam vadiando e cheirando cola de sapateiro!"
"Mãe, olha o racismo. Que feio..."
"Feio é um homem daquele tamanho cheirando cola de sapateiro com meu filho! Seu vagabundo! Se aquela gente fosse boa, não teriam virado colônia da Europa! Esse canastrão estava era fugindo dos dono deles, aposto!"
E não ia adiantar discutir. Aladin abaixou a cabeça e começou a pensar se de repente cheirar cola não seria uma boa pra parar de prestar atenção nas coisas que a mãe falava. E no meio de um escândalo e outro, a digna senhora (digna porcaria nenhuma! Megera racista!) pegou a lâmpada das mão de seu filho reclamando:
"Me dá isso aqui, projeto de marginal! Eu me mato de trabalhar o dia inteiro, quem sabe isso não garante nosso arroz com bolinho de arroz da semana."
E ao dizer isso deu na lâmpada uma polida com a gola da camisa de Aladin. E adivinhem só o que aconteceu... vamos, adivinhem! Tudo bem, tudo bem, eu conto, apareceu uma figura enorme, com uma tatuagem do Karl Marx crussificado e um moicano multicolorido na cabeça. Possuía vários adereços metálicos ao longo do corpo e das roupas que na verdade eram apenas trapos de couro muito sujos. A mãe do Aladin fez o que qualquer ser humano decente faria numa hora dessas: Desmaiou. Já o Aladin, depois de ver tanta coisa, resolveu manter os sentidos pra saber qual era a daquele sujeito.
"EU SOU O GÊNIO DA LÂMPADA!!!! OBEDECEREI AQUELE QUE ATIVER EM MÃOS!!!!"
"E eu vou me dar bem!"- pensou nosso intrepido herói. aproveitando que sua mãe havia desmaiado, Aladin pegou a lâmpada das mãos dela e foi logo pedindo pra não perder tempo:
"Gênio, traga pra mim as melhores refeições que um chinês pode querer!"
"putaqueopariu, o último cara virou o senhor do universo mas vá lá, tomaê!"
Então, apareceu na frente da Aladin todas as variedades de pratos feitos com arroz que um chinês pudesse apreciar. Pra não falar nos peixes crus e coloridos e nas galinhas xadrezas assadas e cozidas. Tão logo a comida apreceu, o escravo anarquista desapareceu. A mãe de Aladin acordou, viu toda aquela comida e resolveu não discutir mais, voltou a viver sua vidinha ao lado de Aladin. Mas é claro que Aladin não vai ser feliz pra sempre ao lado da mamãe (isso é só pra Chapeuzinho Vermelho, a encalhada dos contos de fadas), não demorou muito, um dia estava ele vagabundan, ops, caminhando pelas ruas da China quando a princesa (deve ser outro cargo, mas como não sei o nome vai princesa mesmo) resolveu passar junto com seu séquito de empregados e guarda-costas brutamontes e eunucos. Todos deveriam se ajoelhar e a todos era proibido olhar para princesa, tamanha sua beleza. Mas claro que Aladin, o malandrão não resistiu e deu uma olhadela, pensando em se lembrar disso à noite, antes de dormir ou na hora do banho. Mas aquela princesa era tão, mas tão linda que assim que ele olhou descobriu que não dava pra ficar nisso. Ele tinha que arranjar aquela mulher pra ele. Mas como? Oh meu Deus, eu me pergunto! Sim, Aladin tinha um plano, mas era um plano longo e muito chato sobre o qual não quero falar agora...

12/17/2003
 
Olha, não prometo voltar a raciocinar antes do reveillon, mas só vou escrever em rosa choque numa próxima postagem, agora vamos tentar ser úteis para alguém. Depois de expor o ápice da cultura brasileira com a maravilhosa poesia de Zeca Pagodinho, surgiu a dúvida em nossa amiga portuguesinha sobre o que maldição seria uma moenda. Bem, moça, moenda é um trambolhão bastante difícil de ser esplicado. Posso adiantar que serve pra moer cana de açúcar no processo de beneficiamento desta. tem um desenho disso aqui em algum lugar, e eu ia até tentar colocar pra você ver, mas o Blogger Brasil maldito disse que meu arquivo é proibido. Procure por moenda no google imagens que deve ter alguma coisa...
 
Percebam como aos poucos eu vou estragando meu template...

12/15/2003
 
Tudo bem, se ninguém gostou do amarelo, escrevo de verde... Mas não se preocupem (ou se preocupem, sei lá), não pretendo colocar fotos de chavalas (poxa Feliz, a gente tem até uma música com esse nome, vai me dizer que você não entendeu...), nem começar a escrever as coisas com x e no diminutivo. Mas como prometido, está aqui a letra do profeta das churrascarias, o messias dos vagabundos, a alegria dos puxadinhos e festas de família (aquelas pra tomar sol na laje), o grande rei Zeca Pagodinho:

MOENDA VELHA
(Wilson Moreira/Zeca Pagodinho)

Moenda velha
No engenho novo
Bota o caldo de cana
Pinga boa pr'esse povo
Cachaça pura, aguardente
Bebida da nossa gente
Ê,ê, ê, ê, ê
Bebida da nossa gente
Ê,ê, ê, ê, ê
Bebida da nossa gente
Moenda velha...
E provando depois da mistura
A boa cachaça saindo da cana
Desceu da moenda
Esqueço a maldade
Dessa gente profana
Vou levando no muque, no papo
Engolindo sapo
E na goela um amargo
Não veio emenda
Só mesmo um bom trago
Quer vem da moenda
Ê, ê, ê, ê, ê
Bebida da nossa gente
Ê, ê, ê, ê, ê
Bebida da nossa gente
Moenda velha...
Cachaça com bom tira-gosto
Se na goela passa
Aumenta a coragem
No peito e na raça
Eu trago a moleca pra junto de mim
Chego em casa tão bem
Quando bebo cana de alambique
Mas a do boteco me deixa sem pique
Não sei de onde venho, durmo no jardim
Ê, ê, ê, ê, ê
Bebida da nossa gente
Ê, ê, ê, ê, ê
Bebida da nossa gente

Érika, minha amiga, você que é de Portugal e não tem acesso à toda poesia de nossa produção cultural, perceba a beleza e o deleite das sábias palavras do autor. Verifique a a poesia e as figurações que o poeta usa para alcançar toda a maravilha d composição. Isso com cerveja, desce que é uma maravilha

12/12/2003
 
Eu disse que as coisas ficariam festivas e amarelas por aqui, não disse? Pois é, de agora até o reveillon, só vou escrever bobagens sem sentido, no intuito de me acalmar e me divertir, porque já estou farto de neguinho falando que o natal é uma data capitalista de merda, que o reveillon é um dia como outro qualquer e toda essa conversa pessimista. E em homenagem à minha irmãzinha, já começo colocando um trocadalho do carilho no "títalo" do blog. Amanhã tem música do Zeca Pagodinho, mas ainda não selecionei qual...

12/11/2003
 
E finalmente, depois de muito andar, o tio/ mago fez um sinal para que Aladin parasse.
"É aqui! Preste atenção, muita atenção..."
Então ele começou um estranho ritual, recitando palavras mágicas e batendo uma lagartixa de parede num pepino:
"Umogu gai fei di tao, umogu gai fei di tao, umogu gai fei di tao..."
Depois de certo tempo repetindo aquilo, a terra começa a tremer e Aladin pode vislumbrar uma maravilhosa construção que se ergue das entranhas do deserto, cheia de neon e janelas de vidro fumê. O tio começa um discurso pomposo:
"Jovem Aladin, aqui está seu futuro. Dentro desta caverna você encontrará os mais esplendoros tesouros. Há aí maravilhas espetaculosas, espetacularidades maravilhudas, que te tornarão o maior e mais rico rei da terra. Porém, Aladin, ao entrar, não deve se enganar. Não toque em nenhuma das jóias que haverão aí. Não esbarre em nada acidentalmente. Você andará pelo saguão principal, pelos corredores iluminados pelo brilho do ouro que contêm e se dirigirá para o mais profundo e mais sinistro aposento dessa caverna/ castelo/ porta da esperança. Um quarto cheio de fotos do Bush abraçado com o Alexandre Pires. Esse aposento é tão terrível que sua ilminação não passa de uma velha lâmpada. E é isso que você deve trazer pra mim. Você apagará a lâmpada, retirará seu óleo e a trará para mim, pois somente quando tiver a posse dela é que poderei fazer o encantamento necessário para dar-lhe todos os tesouros aí contidos. Confio em você jovem sobrinho, vá, mas antes, leve este anel. Ele lhe protejerá caso algo lhe aconteça lá dentro."
Aladin, muito espantado com as últimas revelações, pegou o anel, colocou no dedo e entrou. O que ele viu dentro daquele lugar é quase indescritível, mas vou tentar mesmo assim: era um aglomerado das mais estupendas jóias e pedras preciosas onde o metal mais vagabundo encontrado pertenciam às armas moldadas na mais pura prata. Luz e beleza era o que lhe cercava, uma beleza fria daquilo que não vive e portanto, não envelhece. A luz aparecia magicamente de todas aquelas peças e pedras que resplandeciam. ao atravessar diversos corredores, deu de cara com um pomar muito pouco convencional, pois suas árvores estavam carregadas de frutas feitas em vidro (claro que não era vidro, mas o pobre e inocente Aladin, que nunca havia visto diamantes, pensou que era isso mesmo). Aladin não resistiu e catou algumas pra mostar pra sua mãe. Depois continuou sua caminhada até a sala medonha. O rapaz correu e apagou logo a lâmpada pra não precisar se submeter àquelas imagens capazes de subverter a mais poderosa das mentes. Ao sair da sala, a merda que todos nós esperávamos acontece, uma voz metálica e fria ecoa no ar enquanto luzes vermelhas começam a piscar em meio a um terremoto:
"Atenção, esta caverna se auto destruirá em....100, 99, 98..."
"DHUP!"- Exclamou bravamente Aladin enquanto corria pelo meio de todos aqueles entulhos e todos os buracos que se abriam pelo chão. Ao chegar, completamente apavorado, verificou que a entrada/ saída da caverna, agora estava no teto, como se o lugar todo estivesse se revirando e afundando. Tentou alcançar o topo, mas era inútil. Seu tio estava lá, era sua esperança:
"TIO!!!"
"Aladin! Jogue a lâmpada!"
"Tio, me salva!"
"Aladin, jogue a l-â-m-p-a-d-a!"
"Socorro tio, eu vou morrer!"
"Joga a porra da LÂMPADA!!!!"
"Arrgh!!!"
"Moleque maldito! Pois fique enterrado aí até morrer de sede e fome!"
Tudo desabou, a entrada sumiu e o Aladin dançou. Só restava ao tio procurar uma outra forma de esperar mais uns duzentos anos, até que pudesse fazer novamente o encantamento para abrir a caverna mágica.
Enquanto isso, lá embaixo, o pobre Aladin maldizia o destino com palavras que eu não teria coragem de reproduzir nem em chinês. Ah, esqueci de mencionar uma mania do nosso protagonista: esfregar as mãos quando fica nervoso. E foi o que fez. Adivinhem... não? Então eu vou contar, apareceu um sujeito todo estranho na frente de Aladin. Usava um chapeuzinho verde e amarelo, trancinhas rastafari e um abadá da mesma cor do chapéu. tinha um cigarro estranho que exalava um perfume bastante característico no ar, o que momentaneamente tranquilizou Aladin. A figura se apresentou:
"E aeh? Putz, qualé cara? Que deprê é essa? Conta aeh pro geninho do anel (intacto mano, intacto) que ele resove pra tu mano."
"Resolve? Então me dira daqui, maluco."
"Só!"
E ao dizer essas palavras e depois de dar uma longa tragada em seu baseado mágico, o gênio fez Aladin aparecer do lado de fora, no meio do deserto, com as frutas de vidro numa sacola e a lâmpada amarrada na cintura.
"Aeh véi, negócio é o seguinte, agora você dá seu jeito. Eu vou-me embora que eu tô numa lesera, numa larica. Tô afim de batê um rango legal e dar uma encostada (sem me tirar, mano). Falô, irmão."
Bem, conclusão, Aladin estava salvo, porém, sem dinheiro, sem tio e com muito chão pra andar. Como é que ele ia explicar aquela zona toda pra mãe?... ia dar um trabalhão.
 
Hoje de manhã, enquanto tomava banho (uma cena muito sexy, vocês precisavam ver...), me lembrei dessa música e me dei conta de uma coisa: Eu gosto tanto de Cranberries e acho que nunca pus nada deles por aqui. Como essa música me deixa feliz, resolvi que vamos inaugurar um novo tempo feliz e amarelo por aqui:

The Cranberries


Forever Yellow Skies

Yellow skies, I can see you in the yellow
skies,
see you again, i'll see you again,
in my dreams, in my dreams,
in my dreams, in my dreams

Morning light, I remember morning light,
Outside my door, I'll see you no more,
in my dreams, in my dreams,
in my dreams, in my dreams

CHORUS:

forever, forever, I'll be, forever holding you
forever, forever, I'll be, forever holding you
responsible, responsible, responsible,
responsible

Black and white, It's become so black and
white
So insecure, you're so insecure,
that's what you are, that's what you are,
that's what you are, that's what you are.


12/10/2003
 
Cinco e meia da manhã, alguém bate na porta. As pessoas da casa parecem não querer acreditar que isso aconteceu, mas isso acontece de novo e de novo até que elas realmente acreditem. Então uma voz feminina grita:
"Aladin! Abre a porta pra mamãe por favor!"
"$*&@ de velha estúpida!"- era o que alguém ouviria se estivesse bem perto de Aladin naquele momento. Ele cambaleia até a porta, mas ao abri-la, dá de cara com algo que lhe deixa muito bem acordado:
"Dinher...ops, tio!!!"
Era o tio/ mago, que havia vindo para buscar o rapaz bem cedo, pois os homens de negócios tem começar a trabalhar assim para poderem acabar como o Bil Gates, por exemplo. Os dois partiram depois de uma despedida mais ou menos calorosa da mãe de Aladin (que afinal de contas estava com muito sono e uma ponta de felicidade por ver o filho finalmente desmontando de suas costas). Andaram pela cidade, o tio o conduziu até uma loja de roupas caras e disse que o "sobrinho" podia escolher o que melhor lhe aprouvesse. Aladin, para mostrar que era um chinês de estilo catou o que havia de mais caro e berrante (assim como a classe média de hoje costuma fazer) e se sentiu muito bem. Não quero me prender a estas descrições, mas sou obrigado a mencionar o turbante (?) rosa choque (no meu tempo chamávamos rosa choque, acho que hoje as patricinhas denominam pink. Disse patricinhas porque só elas é que usam roupas, ou o que quer que seja aquilo que elas vestem, nessas cores) cheio de esmeraldas muito, mas muito brilhantes. O tio o olhou pensando que talvez se ele mesmo tivessem escolhido não seria obrigado a andar com um palhaço pelas ruas da China, mas depois se lembrou que o mais normal seria a massa de chineses achar tudo aquilo lindo e quem sabe, até normal...
Depois disso, foram caminhando, caminhando e caminhando. Durante o percurso, conversaram sobre tudo. Sobre família, religião, escola, mulheres e mulheres, conversaram sobre futebol, pingue pong (que na época era um esporte em ascenção na China) e sobre as mais efêmeras coisinhas do dia a dia. Depois de muito andar e conversar, Aladin percebeu que eles estavam no meio de um lugar deserto, cheio de areia e sem nenhuma água, nenhuma pessoa e sem nenhuma loja de departamentos para que gerenciasse. resolveu esclarecer a situação:
"Tio, se o negócio do senhor ficava em outra cidade, você bem que poderia ter arrumado uns camelos pra gente ir pedalkando até lá né?"
Nesse instante, o mago/ tio parou, olhou fixamente para o rosto de Aladin e num movimento brusco atirou-se sobre ele em prantos:
"Me desculpe sobrinho! Me desculpe! Eu menti pra você, eu menti! Sou um desalmado! Me desculpe!"
Depois de alguns pedidos do sobrinho para que o tio se recompusesse e umas três chapuletadas no pé da orelha do tio, o mago resolveu explicar o que diabos estava mesmo acontecendo por ali:
"Bem, terei que te contar toda a verdade. Não existem lojas. Não existe futuro como gerente. Eu menti pra você, Aladin. O que existe na verdade é a chance de se tornar o homem mais rico e poderoso do planeta. Negócio garantido e sem muito esforço físico ou mental. Na verdade existe uma caverna mágica no meio do deserto e dentro dessa caverna existem os maiores tesouros do mundo, as pedras preciosas mais belas e estravagantes e os objetos mais bem trabalhados no mais fino ouro. Porém, ninguém, a não ser a pessoa do mais puro coração, poderá entrar nessa caverna. E essa pessoa é você, Aladin! Você foi o escolhido para entrar e se tornar o possuidor de todas essas riquezas..."
"Peraí, deixa eu ver se entendi. Você está me dizendo que a loja não passa de conto de fadas..?"
"Aham!"
"...E que verdade mesmo é esse negócio de caverna mágica com tesouro..?"
"Aham!!"
"...E que você está dando tudo isso pra mim, assim, de mão beijada, sem pedir pra rachar os lucros, nem cobrar pela localização da caverna?"
"Aham!!!"
"Então tá beleza! Vamos logo que eu estou doido pra me transformar no rei da cocada preta!"
"Isso!"
Depois de se entenderem, os dois caminharam por quase dois dias, vale dizer que a partir daí quem animava a expdição era Aladin, o último a deitar e o primeiro a se levantar. Aquele que possuia o coração mais puro e inocente e a maior vontade de enriquecer do dia pra noite, sem nenhum esforço. Tudo isso, pra dar um futuro melhorzinho pra mãe, ora essa...
 
O Rodrigo não é um bom namorado
O Rodrigo não é um bom amigo
O Rodrigo não é um bom aluno
O Rodrigo não é um bom contador de histórias
O Rodrigo não é um bom escritor
O Rodrigo não é um bom músico
O Rodrigo não é um bom cantor
O Rodrigo não é um bom irmão
O Rodrigo não é um bom filho
O Rodrigo não é um bom companheiro de apartamento
O Rodrigo não é um bom empregado
O Rodrigo não é um bom gerente
O Rodrigo não é um bom administrador
O Rodrigo não é um bom disseminador da informação
O Rodrigo não é um bom organizador de festas
O Rodrigo não é um bom exemplo
Resumindo...

O Rodrigo não é um bom ser humano
Logo...

O Rodrigo gostaria de mudar e acredita que Papai Noel trará para ele um belo pedaço de carvão esse ano...

12/9/2003
 
Bem, estou meio transtornado, vocês sabem como é, escola, trabalho, natal, famílias... por isso canalizo minha confusão através de algumas histórias sem sentido, através de postagens sem nexo, uma zona. E em tempo, se alguém perdeu tempo lendo o Aladin (a minha versão), vai ver que numa frase eu escrevo algo como "ele não exitou"... me desculpem pela burrada, descobri apenas hoje que o certo era Hesitou, como todos provavelmente já sabiam...
 
"E aí?"
"Como assim, e aí? O que é que você está fazendo aqui?"
"Nada, mas achei que talvez você precisasse de mim, acertei?"
"humf... você sabe que pode morrer por continuar aqui. Nunca pensei que você seria tão ridiculamente imprudente..."
"E eu nunca pensei que um dia ia te ver vestindo uma camisa vermelha. em falar que você não me parece tão perigoso sem aquela foice."
"A foice é o que eu tenho de menos perigoso. Mas você tem razão, algumas coisas mudaram, de repente, o tempo parece outro. É como se o infinito deixasse de correr dentro de mim. Como se eu não desejasse a vida eterna."
"Vai esquecer o sangue da fênix?"
"hum... é cedo, mas muito provavelmente vou."
"E isso quer dizer que nunca mais precisarei arriscar meu r... me arriscar por causa disso. A foice bem pertinho do meu pescoço..."
"Não. Você, quer queira ou não, ainda é meu último decendente vivo. Eu tenho que te matar, coisa de família."
"Ainda com a história do seu pai. Me escuta, se você tem tanto nojo do próprio sangue, porque a idéia de filhos? Eu nunca estaria aqui se não fosse por você em algum ponto do passado, visto que você matou tudo que pudesse um dia ser a minha família..."
"Deve ter faltado alguém, ou... ou..."
"O único elo com meu passado, estranho você querer me matar. Sabe, eu já devo ter mencionado que não consigo me lembrar de nada que aconteceu antes... antes disso. E mesmo que me lembrasse, assim, desse jeito, seria uma coisa meio Spawn tentar voltar pra família. Já pensou que eu posso ter um filho?"
"Cala-te! Eu o teria descoberto. Eu te descobri, não? Mas sua pergunta, por mais imbecil que possa parecer, é válida. O que me levaria a ter filhos no passado, ou porque eu escolheria isso?"
"A Ninfa!"
"Cala-te! Se eu ouvir esse nome de novo, farei questão de me lembrar quem somos! Não existe nada que me aproxime da Ninfa!"
"Então ela está livre? Hum... sabia que eu simpatizo muito com ela? Aquilo deve dar uma chave de b..."
"Mas não é possível! Será que e vou ter que te matar aqui? Pensa comigo, mesmo que fosse a Ninfa, como eu faria para ter filhos no passado?"
"Se ela fosse com você..."
"Tudo bem, acabou a brincadeira, vai embora!"
"Pô, que foi que eu disse dessa vez?"
Nesse momento os olhos de Afardon se escureceram. Sombras saltaram ao seu redor, como bons soldados ou cães que eram. Cyrtrix resolveuque realmente era o momento da despedida. Mas antes, a alfinetada final:
"Sempre que quiser conversar, é vir se sentar no meu telhado com essa camisa vermelha. Ficou bonito!" e saltou.
Afardon se sentou. Estava novamente sozinho, mas se alguém ainda estivesse ali, o teria visto balbuciar:
"Se ela fosse comigo... se ela fosse..."
 
Continuando o esquema da história

Então Aladin pegou as moedas de ouro e correu para contar a sua mãe sobre seu tio. A viúva de Mustaphá teve um vislumbre de uma vez que o marido reclamava da vida de filho único, mas não recusaria tal oferta generosa e tão inusitada presença para o jantar, pegou as moedas e foi fazer algo que há muito já estava querendo fazer: comprar coisas decentes para comer e beber. Foi uma festa, iguarias temperadas com especiarias e vinho, bastante vinho, porque afinal de contas ninguém (ou quase ninguém) compra cachaça com ouro. A senhora mãe do Aladin aproveitou também e deu uma passadinha numa tenda da Gucci, onde acontecia uma liquidação para dar uma renovada no quarda roupa, quem sabe se o tiozão não iria querer subir na hierarquia de parentesco com o Aladin, não é mesmo? Bem, tudo comprado e devidamente cozido, cosido e vestido, era só esperar pela presença do convidado principal. Aladin estava ansioso para apresentar a mãe seu mais novo (?) tio. Ouviram batidas na porta, a solícita viúva correu para abrir e não conteve sua surpresa ao se deparar com o mago estido em seus trajes finos e cheios de jóias
"Boa noite."
"Mas o senhor é pret..."
"Pretensioso? Oh, me desculpe, minha cunhada, por todos esses anos de sumiço, querer eu, aparecer assim tão de repente em sua vida e na vida do pobre garoto Aladin (disse isso agarrando o rapaz pelas bochechas e apertando até quase arrancá-las)A senhora deve pensar muito mal de um homem que não se manteve presente e ativo, nem mesmo num momento difícil, como tenho certeza que foi, a perda de meu amado irmão, Mustaphá!" Nosso amigo mago, pra ser mais convincente desabou em prantos, imagino que até ele mesmo já sentia um pouco irmão do finado mercador...
Não... sua cor... você...
Sim, estou um pouco pálido devido as longas viajens, mas não se preocupe boa cunhada, irei me reestabelecer para melhor participar da vida da minha adorada família!
Todos se sentaram para começar a comer. A mãe de Aladin parecia realmente estarrecida com o aparecimento de um irmão perdido de seu marido, pois se comportava como se estivesse visivelmente desconfortável. Tudo bem, quem eu estou querendo enganar? A mãe do Aladin era racista. Não estava nem um pouco satisfeita de ter um negão de dois metros altura sentado ao seu lado e comendo a sua comida. Era uma cretina, o que explica o porquê do Aladin ser o coração mais puro. Os chineses dessa história são uns malditos. Mas retomando... Num dado momento do jantar o mago/ tio resolveu fazer um daqueles comentários indiscretos e que normalmente nos deixam constrangidos:
"...e vejo que o jovem Aladin é um rapaz inteligente e habilidoso, provavelmente já possui o sucesso dentro de alguma área profissional..."
"Esse vagabundo só quer saber de comer dormir e assitir o Pokemón, cunhado. É o maior enconstado de todo território chinês!" esclareceu prontamente sua mãe. Nesse momento o mago sentiu que as coisas caminhavam melhor do que ele esperava. Se o Aladin não trabalhava, podia aplicar o golpe muito mais facilmente.
"Coisa feia hein, senhor Aladin...tsc, tsc, tsc, desse tamanho e obrigando tão gentil criatura a trabalhar para seu sustento. Mas vejo um grande futuro para você, de qualquer forma. Por acaso você não estaria interessado em gerenciar uma de minhas inúmeras lojas e com isso garantir seu futuro profissional e também uma vida digna para você e sua mãe?"
"Bom, tio, pra falar a verdade eu gosto de Pokhummm..." a mãe de Aladin lhe deu um beliscão tão forte por debaixo da mesa que por um momento ele pensou que havia sido picado por uma naja.
" Mas é claro que o Aladin adoraria ter um emprego. É um rapaz sério, responsável e que possui o perfil de um bom administrador (a mãe não disse uma completa mentira) vai adorar ser gerente de uma de suas lojas lojas!"
Tudo saía como planejado. Aladin já era praticamente propriedade do mago, para fazer sei lá o quê com ele. Só faltava uma última pergunta, para definir realmente quão puro, bom, inocente e sem maldades era o coração do jovem Aladin. O mago, obviamente, não exitou:
"Então Aaldin, quer dizer que você daria para um bom administrador?.." e não se sabe se por boiolice ou inocência...
"Claro tio! Quando o senhor quiser..."
A coisa estava feita. No outro dia combinaram que o tio/ mago, buscaria Aladin para que os dois viajassem e começassem a brilhante carreira do menino. O mago se despediu e foi arquitetar o resto de seu plano malévolo. Continua... (assim eu espero)

12/4/2003
 
Eu até tentei colocar isso ontem, mas como se não bastasse meus atuais problemas com a Blogger Brasil, o computador cismou de travar todo, me deixando imensamente chateado. Já tinha escrito quase tudo que eu queria (umas trezentas e cinqüenta linhas mais ou menos) quando tudo ficou paralisado, tudo mesmo. E quando isso acontece, só mesmo tacando o dedão no "reset" pra tentar resolver....

O que o Disney nos escondeu

Era uma vez, na China (sim, na China), um garoto que passava seus dias sem fazer muita coisa útil. Era filho de uma viúva (do finado mercador Mustaphá), que era obrigada a fiar algodão para sustentar a casa e o filho, que não possuía emprego. Ele já tinha quinze anos de idade, o que na época, tornava Aladin um homem feito, ao contrário de hoje, que temos bebezões de até 40 anos de idade. Oh, sim, esse garoto se chamava Aladin...
Um belo dia, uma figura um tanto quanto peculiar caminhava pelas ruas da chinesas chamando bastante a atenção das pessoas, era um homem grande e forte, com a pele da cor do mais escuro e brilhante ébano (o que contrastava com todos os chinezinhos amarelados) e o corpo adornado por várias jóias e uma espécie de capa feita com o couro de um leão. Era um mago africano, que tinha assuntos seríssimos para resolver ali, mas para resolver esses assuntos, seu poder não valeria de nada, pois a única coisa de que necessitava era alguém com o coração puro. E quem diria que seu aparelho mágico para detectar corações puros (o "pureheartmetter") apontava ali, o moleque Aladin como possuidor de um coração puro como poucos haviam espalhados pelo mundo (se um cara que deixa a mãe trabalhando como uma escrava tem um dos corações mais puros da China, eu é que não queria me encontrar com um desses chineses da história). Bem, depois de perguntar aqui e ali, o mago acabou descobrindo um pouco da história de Aladin, se aproximou e perguntou: "Você garoto! Você é o filho de Mustaphá, o mercador?"
Tão logo Aladin confirmou a pergunta, o mago, do alto de seus 1,90m (Perto dos chinas era um monstro) se atirou sobre Aladin, chorando e dizendo: "Oh, finalmente achei a família de meu irmão! Oh, meu finado irmão Mustaphá! Porque é que o destino nos separou desta maneira??? Meu Deus, meu Deus!!!" (claro que ele deve ter invocado os deuses de sua cultura, mas eu li a tradução de um autor provavelmente católico). Aladin achava aquilo muito estranho, mas nunca duvidaria da palavra de um homem daquele tama..ops... chorando com tamanho sentimento. O mago então, deu a ele algumas moedas de ouro e disse: "Leve isso para sua mãe e diga que hoje irei jantar com vocês, minha família!" Bem, ao ver todo o ouro, Aladin se esqueceu dos pormenores étnicos. E daí se ele tinha um tio negro, numa família composta somente por chineses? Seu coração puro não iria admitir comportamentos racistas. Correu para falar pra mãe sobre o our..ops... sobre o tio. O que rola no jantar eu conto depois.

12/3/2003
 
Bem, às quartas feiras eu costumo ir contar histórias para as turmas de uma creche aqui perto da UFMG. Na turma de meninos mais novos (por volta de uns três anos de idade) existe uma figurinha rara, o Mateus, que é o maior motivo de dor de cabeça para a professora da turma. O guri é do boró encerado, só anda com a vó atrás do toco. Jás há algumas quartas que eu não o via na turma na hora em que ia contar histórias, então comecei a me preocupar (pro meu projeto de incentivo à leitura funcionar, as crianças têm que estar lá pra poderem ser incentivadas), o que está acontecendo com o Mateus? Assim que a turma dele saiu, resolvi chamá-lo para uma conversa em particular de homem pra homem. Perguntei: "Mateus, por que é que você não estava aqui para ouvir histórias?" -E ele- "A tia pediu pra eu ficar lá fora." "Mas por que a tia pediu isso pra você, Mateus?" "Porque eu estava com o chaveiro do coleguinha na boca..." ele disse isso meio com vergonha de confessar a má conduta. Eu mesmo sabia que não era apenas isso, mas resolvi jogar duro "Mas porque você fez isso?" notem que jogar duro é simplesmente entrar no jogo e pedir para que ele mesmo se entenda. Ao fazer essa pergunta ele parou, me olhou e do fundo de toda a sua experiência de garoto de três (ou quatro, mas ele é bem pequeno) anos de idade e lançou: "Porque eu estavo...
Resolvi então combinar com ele uma coisa, disse que ele podia assistir a história comigo na outra turma, mas que ele precisaria ficar quietinho e respeitar todos os nossos combinados, sem atrapalhar seus colegas. A outra turma o recebeu muito bem, eles ouviram a história, mexeram com livros, e se foram. Ao final da manhã, quando estava indo embora, a professora do Mateus (que coordenava a distribuição de escovas de dente entre os meninos, que já haviam almoçado) tentou me passar uma descompostura, dizendo que assim eu acabava tirando a autoridade dela, porque não adiantava ela punir e ele conseguir tudo com o mal comportamento e blá, blá, blá... "Olha lá!"-disse ela apontando pro Mateus, que corria como um deseperado e subia em todos os lugares e brinquedos da creche- "Na hora de escovar os dentes e ele está assim, completamente sem controle!"
Fui saindo pelo corredor, olhando o Mateus, que estava justamente pulando pra dentro da piscina de bolinhas. Tive a mesma sensação que tinha quando tinha permissão para entrar naquele brinquedo. Fiquei pensando. No final, quem está certo é o Mateus mesmo....

12/2/2003
 
Isso eu escrevi ontem, mas o pessoal da Blogger Brasil se recusou a me deixar publicar:

Como é o costume da segunda feira, falemos do final de semana...
O final de semana nada mais é que o fim do período mais ou menos produtivo compreendido entre a sexta (às vezes quinta)e segunda feira.Mas vamos nos reter a um final de semana específico, ou seja, esse último. Pra dizer a verdade, meus finais de semana em Divinópolis têm se tornado processos diplomáticos complexos, necessitando alta capacidade argumentativa antes e depois da viagem, por isso fico, por várias vezes, me sentindo um clandestino em solo divinopolitano. Daí, passo meu tempo lá com as únicas pessoas que tem tempo sobrando pra se importar comigo: o Hudson e o Toquinho (minha 2ª namorada e meu cachorro, respectivamente). O título de 2ª namorada foi atribuído pela minha mãe, que tem que disputar com ele por um pouco da minha
atenção. Ultimamente, meu amigo Hudson tem se dedicado a estudar violão, principalmente samba. Temos ouvido muito os sambistas clássicos, como Toquinho (não, dessa vez não estou falando do cachorro, mas do músico),
Baden Powel e outros caras fodas da música brasileira. Claro que pra falar da música deles, fica impossível não mencionar as letras que beiram a perfeição do poeta Vinícius de Moraes. Então imaginem a seguinete cena:
Uma chuva torrencial, dois malandros, uma garrafa de cachaça curtida com rapadura e um som tocando discos de vinil do Vinícius, não se esqueçam do violão (o nosso, não o do Toquinho). Bem, aí está meu sábado... muita música, cachaça e saudades do meu amor. Não parou por aí, assim que a chuva parou resolvemos ir até a Dublin (agora em novo endereço e com novo nome, indivulgável de tão ridículo), para um show muito ruim de algo entre punk rock e múica pop. Encontrei lá algumas das caras metades politizadas do meu irmão, que
estavam lá, chorando perdas amorosas. Ótima desculpa pra eu ficar falando
do quanto eu amo a minha namorada e mostrar pra elas que a raça humana ainda tem cura (< ironia>eu sou demais!!! ). Não posso negar que o domingo foi a conseqüencia do sábado. Envolvidos pelo clima poético
e depois de assistir um documentário sobre a vida de Vinícius (Poeta nosso que estais no céu do Rio de Janeiro/ rogai por nós, poetas menores/ agora e na hora de nossos porres/ amém!), resolvemos gravar uma fita K7 com tudo aquilo que conseguimos produzir durante o sábado, ou seja, lixo. Hoje de manhã, estava ouvindo a fita e constatei o quanto podemos amar
o lixo (é muito engraçado, vou guardar para a posteridade)... bem é isso, para a sorte de vocês, não tenho recursos digitais suficientes para reproduzir nosso barulho na rede. Posso vender cópias pelo correio, que tal?

Para a Lariz:
Não queria comentar, mas estou fazendo um curso com o pessoal da Capricho para me tornar conselheiro criativo e útil para adolescentes do sexo feminino, sou um dos destaques da turma, mas ainda tenho algumas crises de lucidez que me fazem sugerir conhaque para as pessoas, na verdade eu deveria dizer "um urso de pelúcia, use um urso de pelúcia!"

12/1/2003
 
Só para constar, estou vivo, bem e amando, mas amando muito mesmo!!!! Depois, com mais calma, falarei mais mal do Tolkien (com um K só, muito obrigado Rogério) para vocês...

 

 


   
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