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1/27/2004
Essa é pra homenagear meu irmãozinho, que não gostou da música , mas se interessou pelas letras. E também pro Luís que é pra ver se dessa vez eu acerto...
Where is the ritual
And tell me where where is the taste
Where is the sacrifice
And tell me where where is the faith
Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away
When they find a cure for pain
Where is the cave (Where the wise woman went)
And tell me where
Where's all that money that I spent
I propose a toast to my self control
You see it crawling helpless on the floor
Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away
When they find a cure for pain
When they find a cure find a cure for pain
Morphine- Cure for pain
Você percebe que está chegando no limite quando o punk que estuda com você aparece para dizer que precisamos fazer os trabalhos...
Há muito tempo eu não escrevo, há muito tempo eu não tenho lido blog de ninguém, há muito tempo tudo que tem dado pra fazer é me consentrar em levar ferro na escola. Agora por exemplo, acabo de fazer um dos dois trabalhos que eu tenho que entregar hoje. O outro já está pronto. Infelizmente eu não sei onde é que ele está pronto, perdi o raio do trabalho. Mas podia ser pior, pelo menos eu tenho minha namorada aqui, não é Marol? Depois me conta como vai a seca... Eu quero falar agora é com nosso companheiro Lusitano, o cronista Luis. Já faz um tempinho, eu coloquei aqui uma música do System of a Down por aqui e seu comentário foi que ela não era lá grandes coisas. Agora eu coloco Chico Buarque e o comentário é mais ou menos o mesmo. Então eu fiquei curioso (pra não dizer preocupado): qual é o estilo musical que mais te apetece meu amigo? Quais são seus companheiros sonoros nos momentos festivos, ou nos de solidão. O que é que você sugere pra eu colocar aqui quando não quiser escrever nada mas quiser atasanar a vida de vocês com meus ridículos sinais de vida? Bem, por enquanto é isso que o tempo me deixa fazer, até mais.
1/21/2004
Ops, erro grave, apesar de todos já saberem, a música da postagem abaixo é do Chico Buarque, o nome é Cálice.
E como tem sido cotidiano por aqui, não tenho passado bem. Ando sendo levemente esmagado pelas minhas obrigações acadêmicas e pelo meu cotidiano
metropolitano, mas não pretendo torturar ninguém com postagens ridículas e sem sentido, vou expressar meu cansaço e indignação perante à sociedade capitalista cristã ocidental de forma mais culta e brutal:
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Deixa eu lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil pai, abrir a porta,
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico do mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
Pai! Afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue
1/17/2004
Eu queria escrever mais uma parte do Aladin, mas estou numa lan house, sem dinheiro e com meu irmãozinho me enchendo a paciência para poder mexer na internet também (tudo bem, daremos os últimos cinco minutos a ele)
Pois é, ontem fui dormir às 05 e pouco da matina, não me perguntem o porquê. Estou meio triste, mas eu falei pra não perguntarem. De qualquer forma quero falar sobre um filme que eu re assisti ontem: Jovens Bruxas (infelizmente não sei o título original). O primeiro pensamento que veio assim que vi que o filme estava passando foi " Ah, meus treze aninhos...". E isso foi o primeiro choque. Pensar que já faz oito anos que eu assisti esse filme, Seis anos que ele tinha um duplo significado muito forte pra mim. Mas até ver o filme novamente, só me lembrava do primeiro, que era a minha tendência a invocar gnomos e demais entidades filhas da puta da natureza. " Meu Deus, mas logo você que é tão sério e bem comportado, invocando gnomos?..." Sim, eram as únicas experiências que a vida me proporcionava, experiências que hoje em dia percebo o quanto simplórias e carentes de análise e embasamento científico eram (mas graças a Deus nunca me rebaixei lendo qualquer coisa do Paulo Coelho, além das primeiras páginas de "O Alquimista", que me fez cultivar essa idéia muito feliz da vida). Mas até assistir de novo não me lembrava do segundo significado, que se encontra na presença daquela personagem que depois virou protagonista do "Pânico" ("Scream", no original). Quem assistiu deve se lembrar da bruxa que tinha a pele das costas totalmente deformadas. Isso pra mim foi meio marcante porque eu tenho um problema extremamente parecido com aquele e esse foi meu drama de adolescência e provavelmente será meu drama eterno durante toda a vida (porque alguém aqui tinha que ter motivos reais pra reclamar da aparência). O fato é que foi a partir daquele filme que eu parei pra pensar o que é eu trocaria por um corpo normal, pra perder todas as neuroses que me tornaram uma pessoa fechada, séria, depressiva... E ontem, ao rever o filme senti uma ponta de nó na garganta ao ver a determinação da personagem em vender a alma (e topar receber o mal vezes três depois de receber a dádiva) pra poder eliminar de sua vida o que fazia com ela não se enxergasse como ser humano. Bem, eu já fui assim. As cicatrizes ainda estão aqui, mesmo porque nenhuma entidade sobrenatural se manifestou para retirá-las, mas nesses oito anos de convivência eu acabei me acostumando e acostumando as pessoas a elas. Ainda me restam várias neuras, várias contenções, mas hoje já sou quase normal. Mas resolvi escrever pra desencargo de consciência que por via das dúvidas, que ontem eu senti um aperto na garganta ao assistir a cena em que os médicos começam a operá-la...
1/16/2004
sabe aquelas famosas postaens feitas de com um teclado problematico que nao nos permite acentuar as palavras, pois bem...
"O cyberespaço, como espaço de magia por excelencia, e (aqui era pra ser acentuado) visto como pontencializador das dimensoes lu (aqui era pra ser acentuado)dicas, ero (aqui era pra ser acentuado)ticas, hedonistas e espirituais. No (aqui era pra ser acentuado)s podemos dizer que com o advento da cybercultura, estamos diante de uma verdadeira info-gnose, um rito de passagem em direça (aqui era pra ser acentuado)o a desmaterializaça (aqui era pra ser acentuado)o po (aqui era pra ser acentuado)s industrial." (Andre (aqui era pra ser acentuado) L. M. Lemos, doutor em sociologia pela Sorbonne)
A (aqui era pra ser acentuado)s vezes eu me sinto ta (aqui era pra ser acentuado)o imbecil por deixar pra fazer meus trabalhos escolares na u (aqui era pra ser acentuado)ltima hora, tanta coisa pra debater e eu sem tempo pra pensar...
1/15/2004
Estou meio atolado comalguns trabalhos da faculdade, mas tive um idéia (o que é uma coisa muito rara) e resolvi que a colocaria aqui. Faz algus dias (02, acho) que comentei com minha namorada que estava querendo escrever uma história. Não uma recontagem, algo meu de verdade. Cheguei em casa e de madrugada, antes de capotar de sono escrevi uns três paragrafos da história. Olhei praquilo tudo e pensei categoricamente " lixo"! Fui dormir e no outro dia (acho que ontem) resolvi que seria bastante interessante mudar a perspectiva da coisa. Ofereci a história para que minha namorada pudesse completar com mais uns três parágrafos antes de voltá-la pra mim, mas agora eu quero ir além. Alguém se habilita a escrever uma parte da história junto comigo, depois da Mariana? Quem quiser, deixe o e-mail nos comentários, que eu vou passando aos poucos pra vocês, mas com a condição de que vocês vão escrever e me devolver pra acabar sem publicar nada nos respectivos blogs, ok? Foi a únicamaneira de trasformar algo que seria uma histórinha chulé e sem muito significado em pelo menos uma brincadeira interessante...
1/12/2004
Data: 19/12/03
Sim, esta será uma postagem retrospectiva à data acima. Aconteceram várias coisas desde essa data que me pareceram importantes o suficiente para serem citadas aqui. E na Sexta Feira em questão houve minha despedida das crianças da creche Aurélio Pires. Mesmo que por qualquer razão hedionda do destino eu me mantenha como monitor e contador de histórias pelo meu projeto, perderei contato com pelo menos uma das turmas com as quais trabalhei ao longo de 2003, porque os meninos já estão com 06 ou 07 anos e é hora de seguirem rumo à escola de verdade. Infelizmente, para mim, são justamente essas crianças às quais estou mais apegado. Fui pego um pouco de surpresa, pois a coordenadora da creche os havia juntado (todas as turmas com as quais trabalhei) numa única sala, talvez para acelerar o processo ¿Mala de Leitura¿. Depois disso, me despedi calorosamente deles, com um daqueles famosos abraços grupais em que as crianças vão se amontoando sobre a vítima, no caso, eu. Já estava com a mala em punho, pronto para ir, quando a já citada coordenadora me pede para esperar, iria haver uma distribuição de salgadinhos e refrigerantes, eu podia ficar e aproveitar o BL (Boca Livre). Pensei em recusar (juro!), mas vi de relance, sobre a mesa do refeitório da creche, deliciosos e ornamentados bolos de festa e resolvi reconsiderar a decisão. Enquanto esperava ocorreu a primeira cena emocionante em relação à minha despedida das crianças mais velhas. A Gerlaine (e aqui cabe um parêntese importante sobre a Gerlaine. Em alguns casos os programas, tão na moda, de inclusão da criança negra como cidadão acabam por ter um efeito colateral terrível em instituições públicas de maioria negra: a exclusão e baixa estima dos poucos alunos brancos. E aí é que se encontra a Gerlaine, uma menininha de uns 06 anos de idade, pobre e loura, ou seja, bastante estigmatizada, excluída e principalmente calada, que nunca demonstrou grandes sinais de afeição por mim. Fim do parêntese sobre a Gerlaine), que sempre se encontrou quieta, calada, se aproximou de mim, me encarou e muito devagar abraçou a minha perna (o máximo que sua altura permitia). Deixou a cabeça se encostar e permaneceu ali, por vários segundos, até que outros garotinhos foram se aproximando, da mesma e silenciosa maneira, se encostando junto ao meu corpo, calados e tristes. Fui muito macho nessa hora, quem me conhece sabe que em qualquer momento assim costumo desabar e chorar como se meus braços estivessem sendo arrancados, mas me segurei porque alguém ali precisava dar estabilidade emocional aos meninos, eu que chorasse depois, no colo da minha namorada!
Mas como se não fosse bastante, uma das educadoras da creche se aproximou muito cautelosamente e me fez um pedido, mais ou menos ordenado: ¿Entre naquela salinha ali comigo por um momento, por favor?¿ Meio desconfiado, meio com medo, resolvi obedecer (vocês não sabem o tamanho daquela educadora). Ela entrou atrás de mim e certificando-se de que ninguém nos seguia, fechou a porta, me encarou profundamente e clamou: ¿O Homem ia vestir de Papai Noel não vem! Pelamordedeus, veste de Papai Noel pra gente!¿ Obviamente algo como um ¿puta que pariu¿ sonoro e valoroso me ocorreu, mas novamente fui macho e resolvi me segurar. Me resignei a perguntar ¿ Tudo bem, onde é que estão as roupas?¿ As roupas estavam lá na salinha, mas as botas do velho capitalista não estavam no lugar em que deveriam. A educadora me pediu que esperasse até que encontrassem as danadinhas. Depois de algum tempo de espera (e de detonar um pratinho especialmente preparado com salgadinhos, talvez na esperança de que eu ganhasse qualquer espécie de tecido adiposo sobre meus ossos magros e ombros finos), finalmente as botas foram achadas. Fui conduzido à salinha e após um minucioso exame do aparato conclui entusiasticamente: ¿ Temos um problema aqui.¿ ¿ Qual?¿- indagou a educadora- ¿ O número dessas botas, é 37.¿ Não muito a par do ¿tamanho¿ do problema ela ainda arriscou um ¿ E...¿ ¿ E daí que eu calço 42...¿ agora ela é quem foi macho pra caramba, porque eu percebi claramente que o puta que pariu quase escapuliu pela garganta dela dessa vez. Não teve jeito, foi o All Star mesmo. Como todos os que convivem comigo sabem, inclusive as crianças, o All Star preto, sujo e surrado é uma das minhas marcas registradas. E apesar dos meus esforços em grudar algodão pelo rosto, praticamente todas as crianças que por ventura já tinham participado do Mala de Leitura sabiam que era eu por debaixo das roupas vermelhas, dos travesseiros e do algodão. Mas o velho bastardo, quero dizer, o bom velhinho, tem um carisma que quando aliado ao meu (sim, me chamem de gostoso) produz algo de mágico nas mentes daqueles meninos e a aparição e distribuição de presentes foi um sucesso. Tão logo tudo aquilo acabou refleti sabiamente que a culpa de tudo aquilo ter acontecido tinha sido da minha vontade de comer bolo, coisa que eu ainda não tinha feito. Decidido a experimentar (um eufemismo para mandar ficha) o tal bolo e a encobrir minha manifestação de Papai Noel, tirei meus tênis e fui até o refeitório para cumprir minha missão inicial. Me ver descalço deu um toque a mais na dúvida da aparição do maldito Papai Noel já que sempre que alguém me perguntava pelos tênis tinha que engolir um ¿ O Papai Noel me pediu emprestado, se mandou e nem me deixou um presentinho...¿ Pra completar resolvi ir embora descalço mesmo, estava há apenas uns seis quarteirões de casa. Ao fazer isso descobri que BH é a cidade mais vomitada e cagada de Minas Gerais, Quem gosta de BH tem seu jeito de mostrar, o slogan não me sai da cabeça até agora...
Tinha mais um monte de coisa pra deixar aqui hoje, mas está tudo num disquete e o pc em que estou não consegue ler nada, talvez mais tarde...
O Aladin chega em casa correndo e grita:
" Mãe! Mãe, estou querendo me casar, você tem que pedir minha futura esposa em casamento pra mim!"
Primeiro a mãe de Aladin leva um grande susto. Casar? Mas ele nem em ondecair morto... depois disso passa pelo seu pbre coração de mãe que provavelmente ela vai sentir falta de seu único filho, todos os bos momentos que passaram juntos. Mas enfim ela se conforma, ele já é quase um adulto e se está falando que escolheu uma noiva, quem sabe já não conseguiu um emprego, algo certo e acertado para garantir o futuro de sua família. Ah, todos esses pensamentos faziam dela amãe mais feliz do mundo. Mas ele acabara de lhe pedir para que ela fosse falar com sua noiva e ela mesmo nem sabia quem seria a mulher que fizera com que seu filho amadurecesse dessa forma tão maravilhosa. Então, ela o olhou cheia de ternura e perguntou:
" E então meu filho... com quem você pensa em se casar?!"
" Eu quero me casar com Badrulbupur, a filha do imperador!"
" ..............."
Bem, aqui nós podemos parar e imaginar sonoras gargalhadas que devem ter durado pelo menos uns cinco minutos. A mãe de Aladin rolava pelo chão enquanto lágrimas saltavam de seus olhos. Uma nítida expressão de deboche estava estampada no rosto da mulher. Aladin estava lá. Impassível, esperando sua mãe parar com seu ataque histérico. O que ele chamava de calma e serenidade era entedido como completa loucura insana por sua mãe. Depois de muito rir (mas muito mesmo), ela conseguiu recuperar o fôlego para conversar com Aladin:
" Você enlouqueceu menino? A filha do Imperador da China? O que te faz pensar que o imperador daria a filha dele em casamento à você?"
Aladin fez uma expressão muito séria. Talvez estivesse voltando à razão, pensava sua mãe.
" Calaboca e escuta velha. Acontece que estive observando ultimamente por aí, como quem não quer nada, uma joalherias. E comparando aquelas minhas frutas de vidro com as jóias, descobri que nenhuma, mas nenhuma daquelas jóias possui brilho ou tamanho possa competir com o das frutas. Logo conclue-se que..."
" Vidro bonito..."
" Não mãe. Deixa eu explicar de um jeito que até você e aquele rato ali no buraco da parede vão conseguir entender. Essas frutas são as maiores safiras, opalas, granadas, esmeraldas que a humanidade provavelmente vai ver. Então, você vai pegar algumas, vai até o palácio do imperador, pede pra falar com ele e dá as frutas de presente, dizendo que eu quero me casar com a princesa. Mas diz que eu sou um príncipe senão não vai adiantar nada! Vai lá e faz direito mãe. Alguma dúvida?"
" Por que é que você não vende as frutas, fica milhonário, monta uma rede de lojas de qualquer coisa se casa com a mulher que você quiser e vive bem durante toda a sua eternidade ao invés de dar as frutas pro imperador arriscando-se a perder tudo a troco de nada?"
Novamente Aladin tornou sério seu semblante. Analisou bem a colocação da mãe. Afinal ela não era tão intelectualmente aleijada assim. Encarou-a fixamente e disse:
" Porque não. As frutas são minhas e eu faço com elas o que bem entender. Agora vai logo pra casa do imperador e não esquece de que a senhora é mãe de um príncipe, entendeu? PRÍNCIPE!!!!"
E lá foi a mãe a mãe do Aladin, com aquela resignação típica das mães que sabem que seus filhos vão se dar mal, mas que mesmo assim não conseguem negar as vontades dos moleques. Com as jóias numa sacola, pediu aos guardas uma audiência com o imperador, dizendo trazer uma boa nova para o grande governante. Os guardas ficaram tão intrigados com a ousadia da mulher (que quis falar diretamente com o patrão) que resolveram fazer com seu pedido chegasse até os ouvidos do homem. O imperador, também, muito curioso, mandou com que ela entrasse trazendo a tal boa nova. Ela adentrou a sala onde ele sen assentava em um enorme e majestoso trono. Se inclinou diante do nobre e abriu a sacola esparramando o conteúdo brilhante diante dele.
" Meu imperador, quem me manda aqui é meu filho, um príncipe e com este presente ele pede a mão de sua filha em casamento."
O imperador deu uma olhada no tamanho daquelas jóias. Nunca tinha visto nada tão grandioso. Realmente, um homem que pode presentear alguém com tão manignífcos artefatos deve ser merecedor da mão da filha de um imperador. Mas vocês sabem que não importa o lugar do mundo, ou a posição social, um pai é sempre um pai e ele vai sempre fazer perguntas cabulosas quando alguém se aproximar de suas filhas.
" E seu filho, é o príncipe de onde, posso saber eu?"
Fodeu. Fodeu, fodeu e fodeu. Eram essas as palavras que rodeavam a mente da Mãe de Aladin. Como assim príncipe de onde? Olha o tamanho das jóias. Bem, ela tinha que responder rápido.
" Meu imperador, o príncipe não deseja ainda se identificar. Tão grandioso presente serve para mostrar a veracidade de sua realeza."
Nossa, mas que bela saída. O imperador não iria conseguir resisitir. E não é que Aladin estava certo? Iria realmente conseguir descolara princesa. Ou pelo menos era isso que sua mãe imaginava. O imperador tinha algo diferente ne cachola. E era algo cabuloso digno de um pai que não quer ver a filha nas mãos de qualquer rapazinho irresponsável que torra dinheirão com mulherada.
" Então, nobre senhora, diga a seu filho, o prín, que aceito seu presente de muito bom grado. Mas se ele realmente pretende se casar com minha filha ele terá que se esmerar mais. Esperarei que ele me mande aqui como presente, 777 milhões de rúpias que deverão ser carregadas por 333 escravos negros adornados com as mais belas pedras preciosas e comandados por 111 escravos brancos armados com espadas de ouro. Esse é o dote para a consumação do casamento."
E dizendo isso, o imperador deu a reunião por encerrada, encaminhando a mãe de Aladin para fora do palácio. Ela,coitada, voltava pela rua balbuciando ininterruptamente enquanto mantinha os olhos esbugalhados:
" Fodeu, fodeu, fodeu, fodeu..."
Bem, se Aladin realmente quer se casar com essa mulher vai ter que ter um plano muito bom e com um retorno financeioro monstruoso. Ou então... bem, depois eu explico mais...
1/5/2004
Creck,...creck... ( barulho de ossos estralando)
Putz, que saudade disto aqui. Faz tempo, não? Pois é, esse negócio de parar de trabalhar, parar de estudar e parar com tudo tem a pequena desvantagem de me deixar sem alguns pequenos recursos da sociedade moderna, como por exemplo internet, café de graça, literatura infantil, etc... mas cá estamos novamente, talvez um novamente bem curto, mas m novamente. Primeiro, Feliz Natal pra vocês, fazendo um pequeno apanhado do que folheei (sou o único ser humano que concegue folhear blogs), tenho que explicar aqui que acredito em Deus e acredito em Jesus Cristo (de uma maneira muito minha e muito discutível também, mas acredito) por isso espero que sinceramente vocês tenham ao menos se divertido com o Natal, ganhei vários brinquedos e estou muito feliz por isso. Ganhei também um livro de contos do Machado de Assis (Machadão, para os íntimos) e um livro de crônicas do Rubem Alves (que é meu herói, esse foi presente da minha namorada linda). Outras postagens sobre isso somente em remissivas. Agora o reveillon, feliz 2004 pra vocês. Tenho que, novamente, fazer o aposto explicativo sobre o valor do ano novo. Em algum momento, por mais ridículo, fútil e pequeno que seja qualquer ser humano, deve-se parar e refletir sobre o que tem sido a vida até aqui e o que vai ser da vida daqui pra frente. Quem diz que faz isso todo dia é no mínimo imbecil, não se decide um futuro em um milésimo do presente. Você passaria a vida decididndo e se lamentando ao invés de executar. O ano novo é uma ótima oportunidade (já que é feriado) pra fazermos esse planejamento. E é também uma ótima oportunidade para um jantar romântico com a mulher que a gente ama...
Terminado o blá, blá, blá sobre as festas de fim de ano (claro, nada melhor para reflexão filosófica e prática do que encher a cara e falar umas bobagens em família), vamos falar sobre as tais mudanças mencionadas no último post (aliás, muito interessante largar o blog por algum tempo, as pessoas acabam comentando). As mudanças não tem ligação nenhuma com as cores ou formatos das letras, nem com a freqüência das postagens. E sim com toda a estrutura do Bom Dia Mundo Cruel!. Aliás, a vida dele está condicionada ao final do Aladin. Tão logo a história acabe, provavelmente o blog acaba junto. Mas não se alegrem tão cedo, meus amigos, não pretendo abandonar o mundo virtual assim tão fácil ou tão rápido. Nem tampouco pretendo me firmar com o pobre Crônicas boêmias. No final, descobri que tudo não passa de uma mesma coisa. Devaneios de uma mente carente de análise. Quando bolei esse espaço tinha pensado num outro perfil da minha vida que não condiz com meu atual estágio de percepção da realidade (quem duvida pode conferir nos arquivos). Então nada mais justo do que juntar os trapos e começar tudo de novo, não acham? Bom, pra finalisar, gostaria de agradecer as manifestações apreço recebidas pelas pessoas que eu conheço pessoalmene e pelas que não conheço pessoalmente, neste fim de ano. Infelizmente não pude pedir à vocês que tomassem um conhaque com coca cola nas festas de fim de ano e dissessem "Esse é em homenagem ao Rodrigo!" Mas se vocês quiserem ainda podem me homenagear assim mesmo, eu mesmo tomei um conhaque com coca cola por cada um de vocês, juro! Nada mais justo do que respaldar minha boa intenção devolvendo o cumprimento. E sim, eu conheço Florbela Espanca e Fernado Pessoa, são poetas portugueses que assim como Camões, extrapolaram o conceito de nacionalidade, pra nossa sorte. por enquanto é isso. Talvez eu demore a voltar. Talves não. Até...
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