why don't you know that you are my mind
tell everyone in the world, that I'm you
take this promise to the end of you
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Bom Dia Mundo Cruel!
 

 
why can't you see that you are my child
why don't you know that you are my mind
tell everyone in the world, that I'm you
take this promise to the end of you
 
 
   
 
20.2.04
 
E eu podia dizer que foi tiro e queda. Podia dizer que na hora, nem pai, nem noiva, nem ninguém conseguiu ou quis contestar a soberania, a beleza e a extravagância, daquelas de quem pode, de quem é realmente o dono da realeza. Podia dizer também que o casamento foi o melhor o mais lindo e provavelmente um dos mais caros que todo o mundo dos contos de fadas já ouviu falar. Mas ia acabar gastando várias linhas preciosas e preciso acabar logo essa história antes que eu me esqueça que tenho novos planos e muitas outras vontades além deste pobre blog. Mas no fim foi isso. Aladin chegou abafando, ganhou sogro, sogra e noiva de supetão, com toda aquela comitiva de escravos e dinheiro, se casou e foi feliz pra sempre... quero dizer, nem tão pra sempre assim....
Em algum lugar da África, estava lá nosso amigo feiticeiro-mal-superpoderoso, lendo uma Caras, quando dá de cara com uma matéria c-o-m-p-l-e-t-a (menina!) falando de casamento, lua-de-mel, jantares caríssimos e teve somente uma certeza:
"Aquele vigarista roubou a minha Lâmpada Maravilhosa! Pirralho duma figa!"
E muito enfezado, resolveu que partiria para a China agora mesmo, para recuperar tudo aquilo que lhe custara anos de pesquisa e macumba da grossa.
Antes de narrar os próximos acontecimentos, tenho que explicar uma coisa para vocês, que um dia pretendem se casar com príncipes encantados e demais genéricos da raça: o conceito "feliz para sempre". No caso dessa história, ser feliz para sempre é viver rodeada de dinheiro e não poder sair pra gastar. É ser rodeada de escravos grandes, gostosos, burros e eunucos. É ter como marido o homem mais rico, forte, inteligente e corajoso de todo o país/reino/dimensão, mas ele nunca está em casa. E por último, mas extremamente importante, ser feliz para sempre é ser burra, mas muito burra, você nunca se pergunta e nem pergunta pra ninguém porque é que as coisas acontecem, porque é que as coisas são como elas são e etc. E era esse o caso de Aladin e sua esposa (que era uma princesa completamente tapada e feliz para sempre).
Já que naquela época não existiam nem futebol, nem o IBAMA, o grande esporte de final de semana dos chineses era montar uns cavalinhos e espetar umas flechinhas em esquilos, coelhinhos e demais animais silvestres de preferência sexual repudiada pelos demais (não havia GLS, havia GLH "H" de hunters). Aladin não era uma excessão. E como não precisava fazer nada o dia inteiro, podia ficar a semana toda por conta de caçar e comer veadinhos. E é aí que o arquivilão, aquele feiticeiro danadinho, aparece. Tão logo chegou à China, comprou um carrinho (um girinquixá) cheio de lâmpadas novas, exatamente iguais a aquela que Aladin possuía e foi até a os portões de seu palácio para oferecê-las. Chegou gritando:
"Troco lâmpadas, troco lâmpadas! Quem tem lâmpadas velhas?! Troque aqui, dona de casa, sua lâmpada!..."
A sapientíssima esposa de nosso herói, ao ouvir que algum imbecil estava trocando lâmpadas novinhas pelas velhas que temos em casa, não pensou duas vezes. Catou logo aquela velha porcaria que sempre via o marido tentadando lustrar, junto com aquele amigo punk esquisitão e tratou de trocar pela mais nova, bonita e brilhante lâmpada de cobre que o vendedor oferecia.
Ambos ficaram muito satisfeitos com a troca. Ela, voltou para sua ruminante vida de princesa feliz para sempre. Ele, de tão contente, se esqueceu que estava hospedado em um hotel e correu pra se esconder no meio do mato. Esperou até o anoitecer e já não agüentando mais de tanta expectativa esfregou a lâmpada. O gênio apareceu, com todos os piercings, tatuagens e o moicano colorido, mas agora tinha um expressão de dúvida e estranhesa expressa no rosto:
"Amo?"
"Sim, sim, sim!!!! Ha, ha, ha!!!! Sou seu amo!"
"Andou, ahn, pegando uma corzinha?..."
"Não, seu imbecil! Aquele pobre miserável do Aladin não mais será o senhor do gênio da lâmpada! Agora, eu, o feiticeiro, é que terei os maiores poderes do universo"
O gênio, parou, olhou bem pro gênio. Sentiu vontade de perguntar como era que ele hevia consegiudo a posse da lâmpada assim, tão fácil. Mas se lembrou de uma vez em que um de seus amos havia lhe perguntado como é que a figura máxima da servidão podia se apresentar como a figura máxima da anrquia para as outras pessoas. Então resolveu ficar quieto e se contentou em concordar com um "Só!"
Mas o feiticeiro tinha grandes planos para aquele gênio. Mas não pretendo contar agora como foi que ele deciciu aplicar os poderes infinitos que agora estavam sobre seu controle.

17.2.04
 
E ninguém sabe fazer sonetos

Você é o lixo do mundo
Macaco bobo e senil
Com menos de um ano de idade
Você é o lixo do mundo

Você que não sabe rimar
Você que é um macaco imbecil
Você é o lixo do mundo
E que não merece viver

Chora macaco sujo
Você que é o lixo do mundo
Esperneia esse mundo fútil
E aprende que com amor não se rima

Você não sabe amar
Você é o lixo do mundo
Você nem precisa de verbo
Vai viver comer e foder

Você é o lixo do mundo
Faz mais alguém sofrer
E pare de matar a poesia
Você que é o lixo do mundo

E aqui dentro do caldeirão
Onde somos todos iguais
Nem poetas, nem irmãos
Ou mesmo governantes
Você é só o lixo do mundo
Você é um macaco imbecil
 
Em homenagem ao meu amor (sem link já que ela nunca mais voltou ao blog):

"Tutu-Marambá não venha mais cá
Que a mãe da criança te manda matar"
"Tutu-Marambá não venha mais cá
Que a mãe da criança te manda matar"

Ai, como essa moça é descuidada
Com a janela escancarada
Quer dormir impunemente
Ou será que a moça lá no alto
Não escuta o sobressalto
Do coração da gente

Ai, quanto descuido o dessa moça
Que papai tá lá na roça
E mamãe foi passear
E todo marmanjo da cidade
Quer entrar
Nos versos da cantiga de ninar
Pra ser um Tutu-Marambá

Ai, como essa moça é distraída
Sabe lá se está vestida
Ou se dorme transparente
Ela sabe muito bem que quando adormece
Está roubando
O sono de outra gente

Ai, quanta maldade a dessa moça
E, que aqui ninguém nos ouça
Ela sabe enfeitiçar
Pois todo malandro da cidade
Quer entrar
Nos sonhos que ela gosta de sonhar
E ser um Tutu-Marambá

"Boi, boi, boi, boi da cara preta
Pega essa menina que tem medo de careta"


(A noiva da cidade- Chico Buarque)
 
Em homenagem à Marol. (ninguém tem que agüentar ninguém. )

Vontade de ser sozinho, sem brilho do que passou
A taça do mesmo vinho, sem brinde mais por favor
Não é que eu não tenha amigos não, não é que eu não dê valor
Mas hoje é preciso a solidão
Em nome no que acabou

Vontade de ser sozinho, mas por uma causa sã
Trocar o calor do ninho, pelo frio da manhã
Valeu a orquestra se valeu agora é flauta de Pã
Hoje é preciso a solidão, Com a benção do Deus tupã

Ô menina

E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
Mas o vento não traz resposta
Acabou

A flecha que passa rente, cantor implorando um bis
O cara que sempre mente, a feia que quer ser miss
Gaivota voando sob o céu, a letra que eu nunca fiz
Tudo é a mesma solidão mas dá pra se ser feliz

E a quem perguntar....

E todo mundo é sozinho, e ai de quem pensar que não
A moça com seu vizinho, soldado com capitão
E resta quem está sem seu amor, amar sua solidão
Hoje é preciso o uivo de um lobo na escuridão


(Só- Oswaldo Montenegro)
 
Sabe aquele dia em que tudo podia estar indo muito bem... pois é, bem que podia mesmo. Mas eu tenho sempre que insistir em sentir a angústia de ter as mãos atadas frente ao meu próprio destino e a leve desconfiança de que no fim a felicidade é uma busca utópica e impossível. Quem lê o blog desde o príncipio já leu isso aqui antes, mas nunca é demais perguntar (pode ser que alguém responda, de preferência Deus): Por que é que eu tenho que destruir tudo aquilo que eu toco? Por que é que quanto mais eu tento fazer as pessoas ao meu redor felizes, elas insistem em se magoar e sofrer por estarem ao meu lado? Às vezes eu me pergunto se realmente eu deixei de ser aquela pessoa fria e calculista com um coração de pedra que eu fui há uns cinco anos atrás, se eu realmente aprendi a demonstrar meus sentimentos e a felicidade que as pessoas podem trazer pra minha vida. Porque parece que não, parece que eu ainda continuo na mesma marcha infeliz rumo a um destino vazio e escuro... eu queria saber realmente o que é que eu sou, que perturba tanto quem convive comigo...

11.2.04
 
"Filho, precisamos conversar."
"Olhou o que eu te pedi?"
"Olhei, precisamos conversar."
"É sobre a data? Olha, eu estou muito ansioso, pode marcar tudo e me falar..."
"Filho, precisamos conversar."
"%$)*&&$, mãe!!!!!!!! O acontecimento mais importante da minha vida pra acontecer e você com esse papo de "filho, precisamos" precisamos nada! Diz aí o que disse o imperador e quando é que eu vou me casar com a mulher mais linda e com o nome mais esdrúxulo do planeta."
Bem, retomando, na última edição, a mãe de Aladin (isso, ele ainda vive) havia acabado de receber um pedido que qualquer ser humano consideraria irrealizável (pra não falar de racista, como quase tudo dentro da história do Aladin). Ela ainda não estava totalmente recuperada do choque e nem sabia como iria dar tal notícia para seu filho, que além de perder o casamento, ainda tinha perdido as pedras preciosas que haviam ficado como um presente para o imperador. Até ali, ela já tinha conseguido ensaiar uma boa parte do início da conversa "filho, precisamos conversar."... mas e agora? Agora que o menino estava ali para ouvi-la, como dizer a notícia mais trágica, que sua única chance de se dar bem na vida (investindo as pedras preciosas) ou de se casar havia escorrido pelos seus dedos, como se fosse a areia que cobre o deserto? Provavelmente ele iria odiá-la pelo resto de sua vida. Não havia mais nada a fazer. Só havia um jeito de contar isso para Aladin. E o jeito era tirando o seu da reta...
"Olha, eu conversei com o imperador sim, ele foi até muito gentil e tal, ofereceu cafezinho..."
"Mãe, conheço esse seu olhar, o que é que aconteceu?"
"Não, nada não, só estou comentando que se você ainda tiver qualquer chance de se casar...ops!"
"A senhora dizia..."
Ela não conseguiu fazer direito, precisave improvisar, inventar, fazer qualquer coisa e rápido, o olhar de descrença dele só ia aumentando. Pobre Aladin, ontem era só um menino e hoje vai sofrer a dura rejeição dos chineses excluídos pela sociedade...
"Tudo bem, filho. O negócio é o seguinte, você precisa trabalhar muito. O imperador pediu 444 escravos carregando 777 milhões de rúpias. Como 300 desses escravos tem que ser negros e pela taxa de intercâmbio de variação das rúpias, aliada ao rendimento da poupança do mercado externo, você provavelmente poderá se casar dentro de uns 18.002 anos! Vamos, levanta aí que ninguém vivie pra sempre!"
Aladin olhava pra ela entre atônito e divertido. Então era isso. Aquela velha raposa chinesa queria estorquir muito dinheiro do príncipe Aladin. Então, o que ele gostaria que fosse o gran-finalle (se é que é assim que se escreve) ia se tornar seu passe de entrada para dentro do palácio do rei e para dentro das pern... dos braços da princesa.
"Acalme-se minha mãe. Isso não passa de mais um teste do imperador para assegurar que sua filha se casará com alguém digno de corgo de futuro imperador da China! Eu sei o que fazer e gostaria que a senhora se tranquilizasse. Apenas aguarde e confie..."
Aladin então, deu um beijo na testa da mamãe, e correu para o quarto com a lâmpada. Cabe aqui, uma observação geofictícia. Na época em que se passa a história, os satélites espaciais ainda estavam em fase de teste, por isso era muito difícil determinar ao certo o que era a Índia, o que era a China e o que era de quem. A vida dos sem-terra era muito mais complicada porque eles nuca sabiam o que estavam invadindo, se tinha dono, se não tinha, era um inferno. Mas era dessa falta de organização que Aladin iria se beneficiar. Ao entrar no seu quarto, pegou a Lâmpada, que se encontrava escondida e esfregou. Em pouco, o gênio da lâmpada apareceu em sua frente, em meio a uma cortina de fumaça e ostentando seu colorido moicano (e alguns incontáveis piercings).
"O que você deseja, maluco?"
"Gênio, dessa vez preciso de algo realmente grande, me mande um palácio bem aqui (mostrando um mapa da china. Aquele que tem o planeta Terra viajando em cima de uma tartaruga. Naquele tempo a Terra não tinha alvará para fazer movimentos de rotação/translação) ó! Tá vendo? E eu quero grande, com os tetos todos pintados com detalhes em ouro, e sem esse negócio de concreto vagabundo, tá? Faz tudo em marfim que é mais vistoso. Pensando bem, esquece os detalhes em ouro. Faz com coisas bem extravagantes de ouro. E coloca muitas pedras preciosas. E monta um parque de diversões no fundo igual ao do Michael Jackson. Ah, e antes que eu me esqueça, descola aí uma comitiva de 333 escravos negros e 111 escravos brancos carregando 777 milhões de rúpias que eu estou afim de impressionar uma mina aí."
"Só. Lá vai. HEY HO! LET'S GO! HEY HO! LET'S GO!"
E com essas palavras mágicas, capazes das mais audaciosas transformações, tudo aquilo que Aladin desejou se tornou realidade (encomende aqui seu Gênio da Lâmpada e pague em 60/ 90/ 120 ou 150 dias!). De posse de um reino, muitos escravos e muito dinheiro, tudo que Aladin precisava era povoar seu espaço. Coisa que ele pretendia fazer tão logo se casasse. Crescei-vos e multiplicai-vos ele pensava....
E com isso, acabo de dar mais um passo para a extinção do Bom Dia Mundo Cruel!... alguém me segure!!!!
 
Marol, liga não, piora mas melhora. Acho que seria legal se a gente pudesse conversar depois...
 
De tempos em tempos sem conseguir imaginar porquê, me pego dentro de um sentimento de angústia muito grande, que parece uma espécie de azia que come meu estômago enquanto a única coisa que eu consigo me perguntar é "porque é que isso está doendo tanto?" Ultimamente a Mariana tem conseguido perceber isso em mim antes mesmo de eu perceber, fato que me deixa muito feliz, já que é a partir dessas bobagens que a gente percebe quem é que realmente se importa ou não com você, mas me deixa também muito preocupado, porque é muito difícil lidar com um sentimento que não tem explicação. Pensem comigo, se vocês acham a pessoa mais próxima de vocês tristes e não conseguem uma explicaçõa dessa pessoa, provavelmente vocês acreditarão que têm a culpa ou parte dela nisso. Mas acho que isso eu consigo levar relativamente bem, minha namorada é uma pessoa compreensiva e vai entender que uma ou outra tromba que eu fizer não tem ligação com ela, meu problema é a angústia em si. Vocês sabem, angústia é um sentimento relativamente perigoso, pois se não tratado pode levar alguém direto para a depressão, e definitivamente eu não pretendo me entregar a isso no momento (e de preferência em momento nenhum), por isso eu estou escrevendo, talvez repetindo exaustivamente minhas sensações de angústia (mesmo que por um instante, dentro de um horário de almoço espremido) eu consiga uma razão ou um alívio momentâneo (qualquer coisa melhor do que chorar). Talvez parte dessa angústia tenha relação com o fato de ter abandonado quase todos (senão todos) os meus amigos e justamente num momento em que talvez pudesse fazer qualquer coisa importante por eles (sinceramente, prestem mais atençõa nos amigos de vocês, algum deles sempre está precisando de você mais do que ocê dele). E ao mesmo tempo acho que talvez esteja angustiado (novamente) porque a sombra da maturidade e da estabilidade estão fungando no meu cangote (eu queria gatar meu dinheiro com lego, não com móveis ou automóveis ou investimentos) e nunca é bom possuir um substantivo masculino no cangote à clara excessão de um beijo. Beleza, acaba de acabar a pa do horário de almoço. Está na hora de abrir a porta dessa salinha e sair porque eu tenho que marcar duas mil, setecentas e vinte e duas viagens que irão acontecer no mês de março, e o pessoal do norte de Minas Gerais está me enrolando tanto que estou seriamente pensando em mandar o pessoal passear (meu trabalho é sério, por favor, não tentem enrolar um contador de histórias coordenado por um grupo de mulheres e um chefão imperativo). Nota interessante: um dos municípios para o qual eu vou viajar se chama Caraí (com acento no "i") ou seja, dessa vez eu vou viajar lá pra casa do Caraí! Até qualquer dia desses (sem ilusão de que tão cedo vou conseguir tempo ou computador pra voltar às minhas postagens regulares)...

 

 


   
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