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30.3.04
Odeio quando tenho que parar pra pensar e chego a conclusão de que estou mais velho do que gostaria, porém com a metade da experiência que deveria ter... cuidado crianças, não acabem assim, como eu...
To all the people doing lines
Don¿t do it, don¿t do it
Inject your soul with liberty
It¿s free, it¿s free
To all the kids with heroin eyes
Don¿t do it, don¿t do it
Cos it¿s not, not what it seems
Oh no it¿s not, not what it seems
(chorus)
Salvation, salvation, salvation is free
Salvation, salvation, salvation is free
To all the parents with sleepless nights
Sleepless nights
Tie your kids home to their beds
Clean their heads
To all the kids with heroin eyes
Don¿t do it, don¿t do it
Cos it¿s not, not what it seems
No no it¿s not, not what it seems
Salvation- The Cranberries
De repente a gente percebe que existem milhares de músicas infinitamente importantes e que gostaríamos muito que aparecem nos nossos blogs... bem Érika, pense que estou fazendo aquela tal lista de músicas que você pediu no seu blog...
Yesterday I got so old
I felt like I could die
Yesterday I got so old
It made me want to cry
Go on go on
Just walk away
Go on go on
Your choice is made
Go on go on
And disappear
Go on go on
Away from here
And I know I was wrong
When I said it was true
That it couldn't be me and be her
In between without you
Without you
Yesterday I got so scared
I shivered like a child
Yesterday away from you
It froze me deep inside
Come back come back
Don't walk away
Come back come back
Come back today
Come back come back
Why can't you see
Come back come back
Come back to me
And I know I was wrong
When I said it was true
That it couldn't be me and be her
In between without you
Without you
In Between DaysThe Cure
No dia em que percebeu
Que seus passos já não eram seus
A sede de conhecer
Um novo mundo aconteceu
Deixou tudo para trás
Sua infância, seus medos e um lugar
Aquilo que nunca amou
E viajou pra não mais voltar
Na Estrada, em qualquer lugar
Muito além de tudo o que sempre viu
Só uma certeza tem
Viajou pra não mais voltar
Mesmo sem rumo e sem direção
Tem toda a vida em suas mãos
E o tempo bom o levará pra onde sempre quis estar
Pra não mais voltar- Cálix
26.3.04
Bem, está aí. Mais uma companheira do outro lado do Atlântico se juntando ao Seleto Grupo à Esquerda. Eu nem li todos so segredo dela, mas o tal do português de Portugal me cativa, é um negócio inexplicável.
estou com um problema. Sempre que tento colocar uma imagem aqui, aparece uma maldita mensagem dizendo que o tipo de aruqivo que estou tentando colocar é proibido. E aí? O que é que eu faço? Tudo bem, já disse que não sou de ficar fazendo blogs cheios de imagens, mas isso é ridículo. tem umas coisinhas que eu queria mostrar... me ajudem...
Candy told me nothing really matters anymore
And when I ask her what she means she says I ought to know
Candy said she's made arrangements for me in the sand
And Candy said she wants me with her down in Candyland
Candy says she wonders why we try
I couldn't think of what to say
I had no ready reply
But Candy says I'd like it where she is
She says it's an opportunity that I don't want to miss
Candy said she's made arrangements for me in the sand
And Candy said she wants me with her down in Candyland
Candy said she wants me with her down in Candyland
Candy asked me if she died if I could go on
Of course I said I couldn't and of course we knew that's wrong
But Candy I said Candy no you can't do that to me
Because you love me way to much for you to ever leave
Candy said she's made arrangements for me in the sand
And Candy said she wants me with her down in Candyland
Candy said she's made arrangements for me in the sand
And Candy said she wants me with her down in Candyland
Candy said she wants me with her down in Candyland
Candy- Morphine
25.3.04
Existe algo que me frustra hoje, enquanto "ser blogueiro". Os bons blogs costumam ser blogs de críticas. Seja lá o que for. Não me importa qual o assunto está sendo criticado, literatura, vida, religião, o interessante é a crítica. Vamos, aos poucos, deixando de lado as nossas próprias produções, por piores que sejam, nossas formas de falar com o mundo e criar para nos tornarmos novamente espctadores (poruqe pra criticar temos que assistir, ler, ouvir e conhecer o que se está sendo criticado). E até que pensando assim, não é lá uma coisa muito ruim, já que o sempre quisemos para o país foi a formação "crítica" dos sujeitos. Sujeitos que conhecem, que procuram, para depois formar opiniões, ótimo. Mas no fundo, no fundo, fica o vazio, o abandono da nossa própria criação em função de tudo que tem que ser criticado. Eu analiso, eu analiso, eu analiso e não produzo além das análises. E é por isso que eu ainda defendo que já que temos um espaço pessoal, que seja isso. Que nossa forma de falar para o mundo seja estendendo criações (de onde diabos saiu essa expressão) e não análises de criações. É por isso que eu ainda gosto dos meros diários pessoais, dos espaços para poesias intimistas e que não precisam ser explicadas ou adoradas por mais ninguém. Hoje nós temos Drummond, temos Pessoa, temos Machado de Assis e os Veríssimos da vida, parece até estranho querer poetizar com esses gigantes aí fora, prontos para esmagar nossas ridículas manisfestações do real, do nosso real. E eu não vou colocar links para outros blogs, mesmo porque as pessoas que me fizeram pensar sobre isso não são leitoras aqui (a não ser a Raquel, minha eterna companheira no Mala de Leitura mesmo quando o Mala de Leitura não possui monitores). As idéias sobre as quais penso vieram de grandes blogueiros que são, quer queiramos ou não, bons críticos e até bons romancistas. Eles difundem o ideal de "faça para ser o melhor. Se não for pra se igualar ao Drummond, não faça." E eu fico pensando se a arte é realmente esse sonho parnasiano e não apenas uma força do ridículo potencial humano individual (de onde saiu isso, meu Deus?). Eu produzo porque quero, não porque é belo, muito menos pela necessidade da produção (se é necessidade, procure uma enxada e vá capinar um lote qualquer, você se sentirá melhor). Os críticos que continuem críticos, mas eu não sou um maratonista. Eu não quero ganhar de ninguém, não quero correr ao lado, não quero ser comparado. Quero escrever. Quero poetizar. Eu quero viver e sentir, quero dar sentidos às coisas e tanto quanto qualquer Drummond, ao meu modo. Hoje eu acordei feliz, de ressaca e pensando que o mundo era um lugar bacana, mas agora sinto meu amor me angustiar tanto que quero escrever para tentar não morrer enforcado. Quero escrever para que cada palavra sustitua uma lágrima que provavelmente seria vã, pois simples e passageiros são esses sentimentos. E é por isso que não escrevo sobre isso, porque simples e vãos são meus sentimentos, mas sempre meus sentimentos simples e vãos. E vice e versa. Ou não. Ninini...
Eita vidinha mais ou menos. Viajar, viajar, viajar e nesse meio tempo, tenho que cumprir minhas obrigações conjugais, ou seja, namorar muito, mas muito mesmo, porque afinal de contas, nem só de discussões sobre literatura infantil e dinâmicas em grupo vive um homem. Mas o problema se encontra nesse meio meio tempo em que não estou nem viajando, nem namorando (e eu queria realmente estar namorando agora). Adivinhem vocês, o que me resta... isso mesmo: Aladin (eu vou torturar vocês até que isso acabe, he he he)
Da última vez, o feiticeiro mal estava pensando arduamente no que fazer com a lâmpada. Podia pedir o que quisesse, qualquer coisa mesmo, de uma simples nova Schin ao mundo. Mas quem quer uma Nova Schin quando se pode ter o mundo (ou três "milhão")? E depois de refletir sobre o assunto por uns quinze minutos (tempo que o gênio usou para ouvir toda a discografia dos Ramones) chegou à conclusão de que não haveria pedido melhor ou mais criativo:
" Gênio?"
" ...the KKK to...Hum...?"
" Já decidi. Presta bastante atenção, que o pedido é complicado, hein...?"
" Tudo bem, pode falar."
" Tá anotando? Pega aí pap.."
" FALA, PO..., quero dizer, amo."
" Tá, mas não diz que eu não avisei: quero que você pegue tudo que está nas terras de Aladin, desde o castelo até a última ovelha e leve para minhas próprias terras, na África. E com um detalhe, não avise nada pra ele."
O gênio ficou pensando, pensando, mas no fim, não era pago pra pensar e se seu amo quisesse criatividade, teria que desejar primeiro, a única coisa que ele podia fazer era cumprir ordens... maldito sistema.
" Então lá vai: Hey Ho, Let's GO!"
E na mesma hora tudo que estava no país de Aladin despareceu, ou saiu voando, ou foi removido por caminhões da Granero, os documentos antigos se confundem, mas o certo é que um terreno do tamanho de um pequeno país se moveu da China pra África assim, no maior descaramento. E, obviamente, todo mundo percebeu!
Mas como eu já escrevi anteriormente, o negócio do Aladin era caçar. Ele estava ausente de seu reino e continuou assim por mais ou menos uma semana. Agora, imaginem a cara de nosso herói quando ao chegar em casa se deparar com um enorme terreno vazio, terra árida, pó. Ele estava em choque. O que era aquilo, meu Deus? Enquanto seus olhos fitavam o vazio que havia sido seu reino e seus pensamentos embaralhados tentavam organisar com o que se preocupar primeiro, ele sentiu um tapinha no ombro:
" O senhor é o Aladin?"
" Sou sim, porquê?"
" Ótimo. Pensei que nunca encontraria um rei aqui, no meio do nada, o pessoal lá da comitiva estava até fazendo apostas sobreo fato desse lugar ser ou não seu reino."
" Que comitiva?"
" Comitiva do imperador. Viemos buscar notícias da princesa. Onde está ela?"
" Princesa é? Pois é, né? Princesa... sabe, a princesa... ela, bem, a princesa está, bom ela, ela... ela sumiu."
" Ela o quê"
" Sumiu"
" Hein!?"
" SUMIU! SUMIU, DESAPARECEU, ESCAFEDEU, ENFUMAÇOU, DESIFENTOU, DESINTEGROU, SARTOU DE BANDA, EVAPOROU, SAIU VAZADO, SE ABSTEVE, FOI ABDUZIDA!!!!"
" Ah, sim... tudo bem se é só isso, então deixa eu ver, espera aí um momento"
E Aladin viu enquanto o guarda da comitiva perguntava para um outro que se encontrava por ali, o que eles fariam caso a princesa tivesse desaparecido. O outro guarda rosnou alguma coisa pra no ouvido do primeiro e fez aquele famoso gesto do dedo que passa atravessando a garganta de um lado ao outro com aquele som característico de " RRRRIIIIIPPPP!!!!"
Aladin abaixou a cabeça, sacodiu-a murmurando
" E eu nem tive tempo de pensar que não dava pra piorar...
O guarda estava de volta. a conversa foi rápida. Aladin teria que fazer uma visitinha pro imperador, pra explicar pra ele o porquê daquele sumisso. Mas por que o Aladin? Porque nenhum dos integrantes da tal comitiva era louco ou besta o suficiente para dar pessoalmente uma notícia daquelas ao imperador....
E eu gostaria muito de descrever cada cena desse encontro. A tensão e bravura de nosso herói, implorando pela sua vida enquanto o imperador decidia como ia mandar matá-lo ( Você está me dizendo que um reino, que provavelmente levou anos para se erguer, desapareceu por inteiro, sem deixar nenhum vestígio? Ora, não me faça de imbecil...). Depois de muito chorar, pedir e implorar, o imperador resolveu dar um tempo pra ele. Quarenta dias. Se nesse prazo, Aladin conseguisse trazer a princesa de volta, viveria. Claro que todos, incluindo o imperador e o próprio Aladin, viam isso como um simples adiamento da sentença de morte de nosso herói. Aladin se afastou para pensar em como gostaria de morrer, mas o destino é um grande gosador que ainda vai sujar a cara de muita gente até o final dessa história...
11.3.04
Bom Dia meus amigos e amigas, sentiram saudades (é, eu sei que não), mas já que a Érika se deu ao trabalho de perguntar, a resposta é muito simples: estou viajando como um louco para lugares que não possuem nem telefones, quanto mais internet, lan house e outras frescuras... mas pretendo fazer um apanhadão de tudo de bom que me aconteceu e de tudo que serviu para que o destino gargalhasse da minha existência. No mais, estou incomunicável por enquanto. e pra quem pediu, meu e-mail é: biblioamigo@yahoo.com.br. Mas como já disse, não tenham muitas esperanças de me encontrar antes de abril... até mais ver!
4.3.04
No Time and no fun
O "títalo" em inglês é só uma mostra de que eu tenho que ser mecânico e rápido durante esse mês (assim como a podre língua saxônica) para dar conta de todas as viagens que terei pra fazer. Apesar das desvantagens clássicas como ter que ficar longe de casa (mamãe e amigos) e ficar longe de BH (minha namorada linda!!!), começamos com pé direito nosso desbravamento pelo interior de Minas Gerais. O primeiro dos cursos para trabalhar a leitura e contação de histórias dentro da educação infantil, que foi ministrado pela Raquel (a grande companheira do Mala de Leitura) e por mim (o famoso "deixa-que-eu-chuto" do Mala de Leitura) foi um grande sucesso, tendo cumprido o objetivo de trabalhar de forma efetiva e divertida junto ao pessoal da hospitaleira cidade de Itaguara. Confesso que me assutei muito com a graduação do pessoal envolvido (vários tinham curso superior e outros já tinham até pós-graduação), mas tudo bem, todos respeitaram nossa humilde condição de professores-graduandos e conseguimos dar conta do recado. Acho que o momento mais divertido foi o de ver a reação deles ao perceber que quem iria ministrar o curso éramos nós (Rodrigo e Raquel), pelo fato de sermos muito novos (" Ei pirralho, vai lá chamar seu pai pra ele poder começar a aula!"). E pra comopletar temos o momento "emocional". No final de um curso de dois dias conseguimos fazer algumas pessoas chorarem na despedida (e eram lágrimas de saudades, coisa sincera, juro!) e teve até fila de abraços, troca de telefones, propostas... se continuar assim, tão logo eu pegue o maldito diploma (e junto com ele, o glorioso título de bibliotecário+ responsabilidades) vou acabar roubando o projeto pra mim...
Uma já foi, agora só faltam 7...
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