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22.2.06
::IT´S ALIVE!!!::
A notícia veio assim que eu mesmo cliquei no link... o Rafael está sorridente entre nós e eu gostaria de fazer uma pequena homenagem:
I'll take you down to that bright city mile ---
there to powder your sweet face and paint on a smile,
that will show all of the pleasures and none of the pain,
when you join my explosion
and play with my games.
WarChild dance the days, and dance the nights away.
No unconditional surrender; no armistice day ---
each night I'll die in my contentment and lie in your grave.
While you bring me water and I give you wine ---
let me dance in your tea-cup and you shall swim in mine.
WarChild dance the days, and dance the nights away.
Open your windows and I'll walk through your doors.
Let me live in your country --- let me sleep by your shores.
WarChild dance the days, and dance the nights away.
( Jethro Tull- War Child)
Muito boa sorte à Marol e Alexandre, nunca conheci nenhum Rafael que não fosse um moleque do boró encerado!
::Tardo, mas não falho::
Antes de mais nada: alguém consegue me dar notícia do rebento da Marol?
Nada como um pequeno show dos Rolling Stones pra arejar a mente e dar inspiração para continuar a contar aquele caso longo que vem sendo contado há gerações e gerações...
Lilith, a primeira mulher, também foi criada à mesma imagem e semelhança de Deus, portanto, perfeita. Apenas alguns segundos após terminada sua criação, Deus percebeu o grande erro cometido ao criar um ser perfeito com o objetivo de submissão à outro: um ser perfeito não se submete à ninguém. E a despeito do que contam as velhas histórias, sobre os desentendimentos de Adão e Lilith e o posterior veto dela dentro do projeto divino, o que aconteceu aí foi uma das mais curiosas negociações não narradas pelo velho testamento.
Deus colocou Adão sob o efeito de um sono mágico (utilizando as mágicas substâncias dexmedetomidina e sufentanil) e se sentou para negociar com a mulher. Suas motivações era claras: para a conclusão do projeto com sucesso, Adão deveria ser o senhor de sistema, sendo submetido somente à Ele, o criador, para que o projeto pudesse ser analisado e as conclusões corretas pudessem ser alcançadas. Ele reconhecia o próprio erro ao criar Lilith à própria imagem e semelhança, mas queria dar a ela a chance de optar pelo próprio destino. Havia três escolhas a se fazer: Deus poderia desfazê-la, apagando a primeira mulher da face da terra; Lilith poderia aceitar a submissão e tomar para si a missão de satisfazer Adão a despeito da própria insatisfação; ou ainda, Deus abriria as portas do Lab. Éden-01, deixando Lilith viva e a vagar como as outras experiências falhas e distorcidas que se espalhavam pelo resto da terra.
A mulher pediu então para que pudesse refletir antes de selar seu destino, pois qualquer fosse a escolha, seria irrevogável e provavelmente dolorosa. Enquanto refletia sentada num canto do laboratório, observando o cuidado dispensado por Deus para com tudo o que existia ali, os formas vivas que caminhavam e as que vegetavam (entre estas, no momento, Adão), eram todas de uma beleza e de um perfume que bem sabia ela, não encontrariam par fora dos portões. Porém, ela nunca poderia se acostumar a ser parte da decoração, mais um elemento colorido e lúdico para montar aquele quadro divino onde Adão devia ser o único satisfeito. Provavelmente a escolha certa a ser feita era a anulação de sua existência e o cancelamento de seu contrato com a realidade.
E foi cortando todos esses pensamentos, durante o susto de ouvir uma quarta voz a ecoar pelo paraíso, que Lilith percebeu que Deus não trabalhava sozinho. Ao voltar a cabeça na direção de onde veio o cumprimento que a despertara de seu devaneio, Lilith avistou a peculiar figura do espírito de negação. Ela já começava a imaginar que seu destino iria se traçar após sua conversa com o Diabo...
1.2.06
::clichês::
Esse não é um título para o que vem escrito a seguir. É uma deifnição. Todo mundo acha que o mundo começou de alguma forma. A religião cristã, em função do poder de argumentação e do marketing, acabou transformando sua prórpia alegoria para o ínicio de tudo numa história muito conhecida e mais ou menos aceita por todos. Pensar dá trabalho e aceitar uma história para evitar esse trabalho é muito melhor que queimar neurônios pensando na sua. Os escritores que o digam. Na sua incansável busca pela essência do que todo artista anseia (dinheiro, sexo com gruppies e nenhum trabalho sério), não se cansam eles de reescrever velhas histórias, principalmente as que venderam bem ao longo dos séculos. Alguns se contentam em ficar ricos, outros querem ser vistos como sábios por conhecerem as velhas histórias e as contarem para sua própria felicidade financeira. Paulo Coelho que o diga. Conseguiu até uma cadeira na Academia Brasileira de Letras por já ter lido a bíblia, apesar de seus textos provarem que ele entendeu pouco ou nada daquilo que leu. Até acredito que sua próxima obra tenha a ver com algo sobre as sociedades secretas cristãs ou sobre um menino aparentemente normal que se descobriu um ser detentor de grandes poderes e habilidades mágicas numa outra sociedade. Tem vendido bem, esse tipo de história.
Mas se eu estou aqui falando de primeiras versões e velhos plagiadores é porque também pretendo me tornar mais um no caminho de matar meu tempo repentindo o que já está dito e redito (só que com meu nome assiando). Só pra não me sentir excluído, pra continuar humano... vou começar uma história sobre o início de tudo também. E vou contar outras sobre outros inícios ou outras coisas quaisquer que já existam e estejam aí, fáceis de se copiar:
" Deus é uma espécie de geneticista. Pega as moléculas, junta, separa, forma cadeias de DNA, cria tecidos e chega a formas vivas. Tudo com o objetivo de criar um ser que fosse exatamente como ele, sua imagem e semelhança como dizem os livros. Porém, assim como vários dos geneticistas de hoje, Deus cometia erros com certa regularidade, criando não mais que caricaturas de sua própria figura onipotente.
Antes havia tentado, sendo bem sucedido, criar toda a gama de formas de vida que povoam a terra, fazendo-as conviver e evoluir. Umas devoravam e destruíam as outras, para o deleite e divertimento do criador e também para testar as características que Ele seria capaz de embutir nas medonhas espécies que circulavam pelo cenário, como por exemplo, o balbuíno.
Mas pela ausência de um órgão regulador ou da moral religiosa para coibi-lo, acabava por deixar as recém criadas aberrações soltas pelo seu laboratório ¿ o planeta Terra, convivendo com as mesmas criaturas prontas que ele se esmerara tanto para criar. Até que em uma bela manhã de sexta feira, Deus finalmente conseguiu aquilo que queria: criar o homem que era a perfeita imagem e semelhança do próprio Deus. Chamá-lo-ia Adão e lhe daria o melhor de todos os lugares entre suas criações. Um sítio especial, onde todo o tipo de alimento fosse abundante e a paisagem agradável aos olhos. A água cristalina corria por um rio caudaloso e lá, Adão estaria totalmente seguro e feliz, longe de todas as aberrações que haviam sido criadas pelo todo-poderoso, antes da vitória final. Deus conseguia dessa forma, manter Adão recluso num único ambiente em que se sentiria realmente estável de forma a controlar e aprender todas as potencialidades de sua nova criação.
De posse da habilidade de criar seres humanos perfeitos, Deus não se fez rogado e desenvolveu também um correspondente feminino que deveria se submeter às vontades de Adão, o primeiro homem. Assim nasceu Lilith..."
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